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Pianista e cantora Glaw Nader no Memorial Instrumental

Destaque musical é a artista Glaw Nader, que se apresenta no Memorial Instrumental no domingo, dia 25, às 11 horas

O mês de julho no Memorial Vale está repleto de atrações para divertir as férias das crianças, colocando os adultos para participar também. Música, teatro, performance, palhaços e o grupo Moçambique Branco de Araguari estão entre as atrações culturais. Os projetos Dicas Pretas e Sementes da Diáspora seguem produzindo reflexões de combate ao racismo e de fortalecimento e valorização da cultura afro-descendente.

As apresentações continuam online, seguindo o planejamento do #MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube, nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e no site. As transmissões feitas pelo Youtube ficam disponíveis permanentemente no canal do Memorial.

 

Confira a programação:

25/07 – GLAW NADER NO MEMORIAL INSTRUMENTAL

No dia 25 de julho, domingo, às 11 horas, o Memorial Vale traz, dentro do projeto Memorial Instrumental, a apresentação da pianista e cantora Glaw Nader, com seu trabalho de música instrumental e protagonismo negro e feminino, em duo com Samuel Ekel (teclado e eletrônicos), artista também negro. A estreia acontecerá no dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. O Memorial Instrumental tem curadoria de Juliana Nogueira.

“Me juntar aos meus pra fazer a música que é nossa.” Essa frase reúne a essência e a potência de como Glaw encara sua arte. O grande motivador para o seu trabalho é o bebop, movimento iniciado pelo saxofonista e compositor Charlie Parker, que de tão significativo inaugurou uma nova era na trajetória do jazz.

A artista Glaw Nader atua como pianista, compositora, arranjadora e cantora. Sua atuação profissional se estende para produtora musical, professora e pesquisadora de música. Ela é idealizadora, arranjadora e cantora da Aurora Boreal Jazz Band, é mestre em Performance Musical pela Universidade Federal de Minas Gerais e a criadora do curso “Música sem segredo”. Ela prepara em 2021 o lançamento de seu primeiro álbum, “Tempo de amor”, trabalho que faz uma releitura da obra de Baden. Glaw já dividiu o palco com grandes artistas como Toninho Horta, Túlio Mourão, Marilton Borges, Cliff Korman, Mauro Rodrigues, Cleber Alves, Wilson Lopes e Clara Sandroni.

Iniciada em março de 2020, a série Memorial Instrumental foi aberta com show em trio em homenagem às mulheres, formado pelos músicos Christiano Caldas (piano), Lincoln Cheib (bateria) e Stephan Kurmann (contrabaixo acústico). Logo após o primeiro show houve uma pausa em função da pandemia. E depois de alguns meses, veio a retomada de forma on-line. No período de junho a dezembro foram realizados, mensalmente, shows com nomes da música instrumental de Belo Horizonte levando até ao público as possibilidades sonoras de instrumentos variados, tocados por músicos de diversas gerações. Em 2021, a série será dedicada às mulheres.

 

30/07 – OFICINA 1, 2, 3 MARIAS

No dia 30 de julho, sexta-feira, às 18 horas, o Educativo do Memorial Vale oferecerá a “Oficina 1, 2, 3 Marias”, com os professores Felipe Oliveira e Cristal Lisboa. A oficina se propõe a compartilhar com os participantes o jogo tradicional “3 Marias” e suas possibilidades de desenvolvimento, através de uma contação de história. Destinada a pessoas a partir de 7 anos. Não é necessário fazer inscrição prévia, é só chegar e assistir à transmissão no YouTube do Memorial Vale. Integra o projeto Férias Divertidas no Memorial Vale.

 

31/07 – MOÇAMBIQUE BRANCO DE ARAGUARI: BATE-PAPO E APRESENTAÇÃO

No dia 31 de julho, sábado, às 10 horas, o projeto Diversidade Periférica traz uma atração que vem do interior de Minas Gerais, da cidade de Araguari: o Moçambique Branco de Araguari, que é um grupo folclórico religioso que traz o sincretismo das tradições católicas com as origens africanas, manifestando a fé em Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Efigenia e os Pretos Velhos. O vídeo será um bate-papo com os integrantes do grupo, para contar ao público sobre essa tradição.

A guarda de Moçambique Branco de Araguari foi fundada em 1929. Hoje o grupo é coordenado pelo Capitão Mor João Batista da Silva e pelo seu filho Capitão Jeferson Jorge. Há uma média de 250 participantes e são considerados a casa real, portadores do direito de guardar as coroas de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário (representadas por dois casais de Reis).

As guardas de moçambique se diferenciam das guardas de congado em alguns aspectos, como cores das roupas, instrumentos musicais, tipos de danças realizadas, entre outros detalhes, mas têm em comum a devoção à grande mãe: Nossa Senhora do Rosário, e os cortejos que saem às ruas dançando e cantando.

O projeto Diversidade Periférica traz mensalmente para o Memorial Minas Gerais Vale uma programação artístico-cultural com conteúdos que mergulham na trajetória ancestral dos becos e vielas do espaço de saber chamado Favela, e também das comunidades de periferia de Belo Horizonte e vizinhanças.

Patrícia Alencar, curadora do Diversidade Periférica, é mineira nascida na Favela do Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. É ativista social, gestora cultural, arte educadora e dançarina, engajada na luta contra o racismo e pela igualdade social, desenvolve suas atividades desde 1998. Hoje é uma das Diretoras da CUFA (Central Única de Favelas), co-fundadora da Frente Favela Brasil e também faz parte da Associação Sócio Cultural Bataka. Produziu eventos de relevância para Belo Horizonte, como o Dia das Favelas, Taça das Favelas, Carnafavela, Hip Hop Rua, entre outros. Sua atuação tem como premissa a transformação social por meio das artes e por meio do protagonismo de moradores de favelas.

 

 

Memorial Vale na web:

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www.memorialvale.com.br/visite/visita-virtual/

Foto: Gustavo Mazzeti

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