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Panis et Circenses
Grupo Nem Secos de Minas faz homenagem a Tropicália – É permitido permitir
A banda Nem Secos apresenta, no dia 21 de julho, sexta-feira, às 21h, o show que trará de volta o som do lendário movimento musical intitulado “Tropicália”. Em “Tropicália 50 anos – Nem Secos”, toda a criatividade do tropicalismo estará no palco do Teatro Bradesco do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Os ingressos custam R$20 (inteira). No fouyer do Teatro estaráexposição “Tropicália 50 Anos”, de alunos do Colégio Loyola com a curadoria de Amanda Lopes.
A ousadia e inventividade da música brasileira percorre lado a lado com a história do país. Em um momento em que a música nacional vivia uma polaridade na qual o iê-iê-iê trazia com o som da então odiada guitarra elétrica, o rock, batia de frente com o ufanismo das canções que levantavam contra o regime militar que assolava o país, os músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil, inventaram um movimento baseado no manifesto antropofágico de Oswald de Andrade, o Tropicalismo.
O inusitado movimento teve a duração de um disco “Tropicália ou Panis et Circensis”, entre 1967 e 1968, e teve seu fim com a prisão seguida pelo exílio dos cabeças do movimento. A principal característica do Tropicalismo foi a ruptura com tudo que estava acontecendo na música nacional e, ao mesmo tempo, a utilização da estética da música popular brasileira, do rock e da chamada canção brega. A Tropicália uniu o popular, o pop e o experimentalismo estético, acarretando a modernização da cultura nacional em todos os seus segmentos.
O movimento do fim da década de 1960 tem tudo a ver com a banda Nem Secos. O grupo tem como característica a diversidade de sons e ritmos, união de linguagens artísticas, engajamento social, muita cor e animação no palco. A banda também tem um engajamento social e cultural que não se reflete apenas nas letras das canções, que sintetizam a filosofia do grupo: a autodeterminação das pessoas para conduzirem suas vidas com imaginação, contra todas as formas de opressão e preconceito. O Nem Secos ocupa ainda uma posição de destaque no fomento da vida cultural de Belo Horizonte com a atuação do Centro Cultural Nem Secos, que por cinco anos produziu e apresentou mais de 300 shows de artistas da cidade com entrada franca para a população, além de oferecer à comunidade estúdio de gravação e ensaio, biblioteca e lan house gratuita.
Para este show, a banda que é formada por Alexandre Mestiço - voz e violão, Carlos Linhares- baixo e voz, Carolina Claret – voz, Leandro Said – gaita, sax e flauta, Leonardo Clementine – guitarra e voz, Luã Linhares – teclado e voz, Pablo Campos – bateria, conta com a participação de Daniel Guedes na percussão e dos artistas Deh Mussulini, Dolly Piercing, Guilherme Ventura, Maíra Baldaia, Mayra Morais, Michelle Oliveira, Nobat, Robert Frank, Roger Deff e Sérgio Pererê.
Foto: FERNANDO PRATES
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