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O Centro de BH pelas tela de cinema: "Canção ao Longe" segue pela segunda semana nos cinemas

O filme, além de acompanhar a busca de Jimena por sua identidade e lugar no mundo, apresenta a paisagem urbana da região central de BH; conheça as curiosidades e bastidores das filmagens que mostram o que BH tem de melhor: a relação das pessoas com a city

Dirigido por Clarissa Campolina, produzido pela Anavilhana e distribuído pela Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine, o drama de ficção, que fez carreira no circuito de festivais, segue pela segunda semana em cartaz nos cinemas comerciais. O filme, além das relações de Jimena (Mônica Maria), apresenta a quem assiste mais da dinâmica cultural, poética, urbana e sonora da capital mineira. A diretora, que também é professora, resgatou os diários do processo para trazer curiosidades que ajudam a investigar a imagem que se vê na tela. Seja pela paisagem urbana, tanto sonora quanto imagética, o filme traz nuances e camadas culturais para quem deseja conhecer ou (re)conhecer a cidade para além das locações em Belo Horizonte como Bar do Melo, Parque Julien Rien, Livraria Amadeu e Palácio das Artes. Clarissa explica que as locações foram escolhidas sempre partindo de lugares de afetos, sejam delas, de quem interpreta personagens ou foram ouvidas para suas construções. “A gente ainda vê pouco da cidade no cinema e no audiovisual, uma característica forte quando se vê é a cidade de forma afetuosa”. 

CONHEÇA OS LOCAIS PRESENTES NO FILME E SUAS CURIOSIDADES

BAR DO MELO - O DONO DO BAR ROTEIRIZOU UMA CENA SEM CONTAR PARA NINGUÉM E O RESULTADO FICOU INCRÍVEL!

O Bar do Melo, localizado na Rua dos Tupinambás, n. 1100; e a 550 metros da rodoviária de BH, já era frequentado por Clarissa há muitos anos. “No processo de escolha das locações, conversamos com o Melo, dono do bar, para gravarmos num dia com menos movimento”. Melo escolheu clientes fiéis que toparam participar das gravações, conforme combinado com a produção. A surpresa fica para o momento da sequência da dança. No momento em que a atriz Lydia del Picchia começa a dançar, Rose, uma das clientes, se levantou, a abraçou e elas dançaram juntas. “Tempos depois, descobrimos que essa foi uma ideia do próprio Melo, e essas participações espontâneas acabaram por compor e dar vida às locações, agregando tanta força à cena” explica, Clarissa. E para quem não conhece ainda BH, é uma ótima oportunidade de entender a espontaneidade e calor humano que rolam por aqui! Outra curiosidade que demonstra os encontros especiais que dão vida à cena, é que Rose, quando viu o trailer do filme, relatou que se sentiu viva. Após o lançamento do filme no Belas Artes, em BH, a equipe não poderia se encontrar em outro lugar que não no bar do Melo. Olha a foto tirada pelo próprio Melo.

BOWL DE SKATE DA CENA DO PASSEIO COM ENZO - FICA EM UM PARQUE SUPER LEGAL NO BAIRRO ANCHIETA

A cena em que Jimena, Emílio e seu filho Enzo brincam foi gravada no Parque Municipal Monsenhor Expedito D'Ávila (Parque Julien Rien). O local foi escolhido durante as entrevistas realizadas para a escrita do roteiro. Uma das entrevistadas contou histórias sobre o parque, que também era o local que o pai de Clarissa a levava na infância para brincar. A cena gravada também traz essa conexão de pai e filho. O parque implantado em 1978, possui uma área aproximada de 14.400 metros quadrados. Localizado na região Centro-sul da capital, no bairro Anchieta (Localização: Av. Francisco Deslandes, s/nº ou Av. Bandeirantes, 911). O parque possui uma extensa escadaria percorrendo todo o parque, ligando as duas entradas: uma na avenida Bandeirantes e outra na Praça Marino Mendes Campos. Além de ser uma área de preservação de nascente, é uma área de proteção ambiental que integra um cordão de parques (Parque das Mangabeiras, Fort Lauderdale, Mata das Borboletas, Parque JK e Parque das Nações) todos situados no entorno da Serra do Curral. O Horário de funcionamento é de terça-feira a domingo, das 8h às 17h Informações: (31) 3277-8277 A entrada é gratuita e uma ótima opção de lazer. Saiba mais no site da Prefeitura de Belo Horizonte sobre o Parque Julien Rien.

LIVRARIA AMADEU “É LOGO ALI” E É A MAIS ANTIGA DA CAPITAL

“É pertin do do bar do Melo!” como um bom mineiro gosta de falar. “Mas é verdade mesmo, caminhando dá 6 minutinhos. Estando na Tupinambás é só seguir sentido avenida Olegário Maciel, virar à esquerda, seguir pela avenida e virar à direita na Rua dos Tamoios para chegar no número 748 ”, explica a diretora. A Livraria Amadeu é a mais antiga da capital, com mais de 70 anos, foi descrita inúmeras vezes como lugar acolhedor, organizado e apaixonante. Em 2017, mesmo ano em que as gravações de "Canção ao Longe" começaram, Barbara Andrade, do portal Literalmente Uai, descreveu o lugar: “Já na entrada, somos surpreendidos pela delicadeza e organização de milhares de livros, dispostos em estantes que vão do chão ao teto. O cenário encantador se completa pelas escadas que lembram as livrarias dos filmes”. Para ler a matéria completa: No meio do caminho tem uma livraria | LiteralMente, UAI. O sebo é tema de um dos livros da coleção "BH. A cidade de cada Um". O livro “Livraria Amadeu”, ed. Conceito (2006), foi escrito por João Antônio de Paula e tem estampado na capa, Sr. Amadeu. Nele, o fundador, que faleceu em 2009, está rodeado por seus livros, enquanto nas mãos carrega o título de capa verde “Como vencer na vida sem fazer força”. Hoje o sebo que, no filme dá contorno à busca de Jimena pelo reencontro com o passado de seu pai, é comandado por Lourenço Carrato, filho do fundador.

PALÁCIO DAS ARTES - ESPAÇO CULTURAL NO MEIO DA AFONSO PENA

Integrado ao Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no centrão de BH, o edifício foi encomendado pelo Prefeito da capital na época Juscelino Kubitschek à Oscar Niemeyer.  Da reportagem de Thiago Fonseca, do Culturadoria: “O espaço nasceu de uma encomenda de JK à Oscar Niemeyer, que queria um Centro Cultural integrado a um parque, no centro da cidade. Sendo assim, o projeto arquitetônico foi feito de modo que a frente do grande teatro desse frente para o calçadão que liga o espaço ao Parque Municipal. Para a inauguração do Grande Teatro, em 1971, a apresentação ficou à cargo da orquestra nacional e o canto Coral Rio, que apresentaram a peça Messias de Handel”. Para ler mais curiosidades acesse a matéria completa: Palácio das Artes 50 anos: conheça histórias e curiosidades sobre o espaço.

O complexo cultural é sede oficial da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, que no filme é destaque durante ensaios e concertos, que tiveram a presença de diversos integrantes. Na narrativa, a Orquestra é filmada em ação em um concerto no Palácio das Artes, com regência do Maestro Sérgio Gomes. Na mesma edificação também está presente um dos únicos cinemas de rua da capital, o Cine Humberto Mauro - que apresenta programação gratuita e recebe mostras e festivais de cinema da cidade. O espaço ainda abriga exposições e diversas apresentações culturais, o endereço é avenida Afonso Pena, 1537, Centro. 

Veja o mapa interativo de Canção ao Longe e aproveite para visitar os lugares que fazem parte do filme: https://bit.ly/conheçaBHporCançãoaoLonge

ASSISTA AO FILME “CANÇÃO AO LONGE”

Assim como "Canção ao Longe" se propõe neste olhar para a cidade mineira, outros filmes têm Belo Horizonte e a Região Metropolitana como cenário e apresentam mais do olhar, paisagem urbana e o cotidiano dos mineiros. São eles, “Bang bang”, 1971, de Andrea Tonacci; “Marte um”, 2023, de Gabriel Martins; “A cidade onde envelheço”, 2016, de Marília Rocha; “Ela volta na quinta”, 2015, de André Novais; “O homem das multidões”, 2013, de Cao Guimaraes, “A Hora vagabunda”, 1998, de Rafael Conde e “O menino maluquinho”, 1995, de Helvécio Ratton. 

"Canção ao Longe" está em cartaz em Belo Horizonte nas salas de cinema, até 19 de julho, no Belas Artes - sala 03 - 20:20 e Minas Tênis Clube - sala 01 - 18:40. O filme acompanha a busca de Jimena (Mônica Maria) por sua identidade e por seu lugar no mundo. A jovem deseja mudar-se da casa, que compartilha com a mãe e a avó, e onde se sente deslocada. Ela também precisa romper com seu pai, com quem mantém uma troca de cartas à distância. Nesse movimento, Jimena lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o silêncio de suas relações familiares. Através do seu olhar, o filme levanta questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero.

O filme trata do rito de passagem para a vida adulta da jovem arquiteta Jimena, protagonizado pela atriz, artista visual e tatuadora Mônica Maria, em seu primeiro papel em longa-metragem. O projeto do filme começou no ano de 2012 e a chegada de Mônica foi transformadora no desenvolvimento das ideias iniciais e roteiro do filme, assinado por Clarissa Campolina, Caetano Gotardo e Sara Pinheiro. “Havia o desejo de trazer para o centro da narrativa, o retrato íntimo das relações familiares e sociais, a fim de revelar fissuras e colocar em xeque as estruturas em que nos moldamos. O encontro com a Mônica Maria modificou e enriqueceu as questões a serem trabalhadas no filme. Mônica é uma mulher preta e a questão racial passou a ser fundamental para a narrativa e todo o processo do filme, desde sua escrita, até a pesquisa, produção, ensaios com os atores e atrizes e a relação dos corpos com o espaço urbano”, conta Clarissa.

A narrativa foca na história de uma protagonista feminina, forte e firme, silenciosa e atenta, e o espectador é lançado para dentro das imagens e, talvez, devolvido com elas para dentro de si – numa câmera que acompanha de perto a protagonista. É um filme sobre a experimentação e a descoberta de si e, no limite, sobre a aposta de que esse movimento é o nosso lugar, íntimo e também coletivo. Produzido pela Anavilhana, o longa é a estreia na direção solo de Clarissa Campolina e traz no elenco Margô Assis, Matilde Biadi, Ricardo Campos, Jhon Narvaez, Enzo Daniel, Carlos Francisco (o Damiano de “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e o Wellington de “Marte Um”, de Gabriel Martins).

"Canção ao Longe" cria um universo rico, diverso e único ao destacar a paisagem urbana da capital belo-horizontina junto a paisagem sonora do filme. Edificações antigas, viadutos, comércios do centro e novas construções se ambientam ao som de Juçara Marçal, Matéria Prima, Marina Cyrino, Patrícia Bizzoto, Nathália Fragoso, Kainná Tawá, Juliana Perdigão (interpretando “Alguém Cantando”, de Caetano Veloso) e da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sob a batuta do maestro Sérgio Gomes (interpretando Schumann).

Sinopse

CANÇÃO AO LONGE acompanha a busca de Jimena por sua identidade e por seu lugar no mundo. A jovem mulher negra deseja mudar-se da casa que compartilha com a mãe e a avó e onde se sente deslocada. Ela também precisa romper com seu pai, com quem mantém uma troca de cartas à distância. Nesse movimento, Jimena lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o silêncio de suas relações familiares. Através do seu olhar, o filme levanta questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero.

Ficha Técnica
Direção: Clarissa Campolina
Produção: Luana Melgaço
Elenco: Mônica Maria, Margô Assis, Jhon Narvaez, Matilde Biadi, Ricardo Campos, Enzo Daniel, Carlos Francisco
Cartas: Paula Santos, Luiz Pretti
1ª Assistente de Direção: Paula Santos
Roteiro: Caetano Gotardo, Clarissa Campolina, Sara Pinheiro
Produção Executiva: Joana Rennó, Luana Melgaço
Direção de Produção: Camila Bahia, Laura Godoy
Direção de Fotografia: Ivo Araújo Lopes
1º Assistente de Câmera: Leandro Gomes
Direção de Arte: Thais de Campos
Figurino: Marina Sandim
Técnico de Som: Gustavo Fioravante
Montagem: Luiz Pretti
Edição e Desenho de Som: Pablo Lamar
Finalização: Lucas Campolina
Identidade Visual e Créditos: Mariana Mansur
Empresa Produtora: Anavilhana
Gênero: Drama
Duração: 75 minutos
Distribuidora: Vitrine Filmes

Sobre Clarissa Campolina

Clarissa Campolina é sócia da produtora Anavilhana e trabalha como diretora, roteirista, montadora, professora e curadora. Seus filmes foram exibidos e premiados em festivais em Brasília, Locarno, Oberhausen, Buenos Aires, entre outros. “Girimunho”, seu longa de estreia, teve sua première internacional no Festival de Cinema de Veneza em 2011 e recebeu prêmios em Veneza, Mar Del Plata, Nantes, Havana. Em 2022, lançou o seu segundo longa-metragem, “Enquanto Estamos Aqui”.

Sobre a Anavilhana

A Anavilhana surgiu do encontro entre Clarissa Campolina, Luana Melgaço e Marília Rocha. Fundada em 2005, a produtora reúne mais de 20 anos de experiência de suas sócias, com o desejo de articular pesquisa, formação, produção e criação audiovisual.

Desenvolve projetos de suas integrantes e estabelece parcerias com diretoras e diretores independentes, produções associadas e coproduções dentro e fora do Brasil. Seu trabalho é norteado pela criação de desenhos de produção mais adequados a cada novo projeto, pelas trocas com outras produtoras e realizadores e pelo investimento na pesquisa de linguagem. Tudo isso desde a sua origem, quando as três sócias integraram o grupo Teia (www.teia.art.br).

Até o momento, a Anavilhana lançou mais de 30 obras audiovisuais, com ampla participação no mercado de cinema autoral: curtas e longas-metragens, instalações, séries de TV e teatro. Teve trabalhos oficialmente selecionados e premiados festivais nacionais como: É Tudo Verdade, Festival de Brasília, Festival do Rio, Mostra de Tiradentes; em festivais internacionais como: Berlinale, Veneza, Toronto, San Sebastian, Locarno, Roterdã, Visions du Réel, DocLisboa; e em museus de arte do mundo: Centre Georges Pompidou, MoMA, Inhotim. Suas produções também estiveram destacadamente presentes no circuito comercial de cinema e em plataformas de streaming no Brasil e no exterior.

E para quem se pergunta o que significa Anavilhana: o arquipélago de Anavilhanas, um dos maiores do mundo, situa-se no Rio Negro, na região amazônica. Este conjunto de ilhas fluviais inspirou a escolha do nome da produtora, ao entender que um arquipélago só se faz na autonomia de suas ilhas e na união de todas elas.

Sobre a Vitrine Filmes

A Vitrine Filmes, desde 2010, já distribuiu mais de 200 filmes e alcançou milhares de espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão "Bacurau", de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; "O Processo", de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional; e "Druk: Mais Uma Rodada", de Thomas Vinterberg, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.

Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as iniciativas, o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas-metragens na Europa; o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021; a Vitrine Produções, para o desenvolvimento e produção de títulos brasileiros; e, em 2022, a criação do selo Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo.

Na produção, o primeiro lançamento, "Amigo Secreto" (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, que teve mais de 15 mil espectadores no Brasil; o romance adolescente "Jogada Ensaiada", de Mayara Aguiar, em desenvolvimento; "O Nosso Pai", curta de Anna Muylaert exibido no Festival de Brasília; e "Caigan Las Rosas Blancas" (White Roses, Fall!), de Albertina Carri, a continuação de "Las Hijas del Fuego", distribuído pela Vitrine Filmes em 2019.

Em 2023, a Vitrine Filmes apresenta ainda mais novidades para a produção e distribuição audiovisual. Entre as estreias, estão confirmados para os próximos meses a animação “Perlimps”, de Alê Abreu; "Bem-vinda, Violeta!", de Fernando Fraiha; o vencedor do Festival de Gramado “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho; e "A Cidade dos Abismos", de Priscyla Bettim e Renato Coelho.

Já a Sessão Vitrine, projeto inovador de formação de público e distribuição coletiva de produções e coproduções brasileiras em salas de cinema comerciais, terá, em 2023, o patrocínio do PROAC. O filme "Mato Seco em Chamas", de Adirley Queirós e Joana Pimenta, exibido no Festival de Berlim e premiado no Festival do Rio e no Festival de Brasília, abrirá esta edição, que terá também "Medusa", de Anita Rocha da Silveira, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e premiado no Festival do Rio; "Rio Doce", de Fellipe Fernandes, “Corpolítica”, de Pedro Henrique França; e CANÇÃO AO LONGE, de Clarissa Campolina.

Serviço: Canção ao Longe
Em cartaz em Belo Horizonte nas salas de cinema, até 19 de julho
Belas Artes - sala 03 - 20:20 (R. Gonçalves Dias, 1581 - Lourdes)
Minas Tênis Clube - sala 01 - 18:40 (Rua da Bahia, 2.244 Lourdes) 
Ingressos: até R$15 / compra pelos sites Minas Tênis Clube - Canção ao longe ou Filmes em cartaz no Una Cine Belas Artes; ou presencial na bilheteria dos cinemas

Foto: Bianca Aun

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