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Pampulha patrimônio da Unesco - Recitais do Música na Igreja da Pampulha integram comemorações oficiais
Depois do sucesso em sua estréia, Projeto Música na Igreja da Pampulha realiza quatro recitais gratuitos em Belo Horizonte
Transcendência através da música, esta é a principal proposta do Música na Igreja da Pampulha. Com composições para solo e também para música de câmara, o projeto promove o encontro do público com obras inéditas, além de referências no repertório clássico. Financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o projeto teve sua estréia com o recital do Quinteto de Sopros Minas Gerais e se prepara para mais quatro concertos. Com entrada gratuita, as apresentações acontecerão sempre às 20h: dia 21 de Julho - Quarteto Cellos Brasil; dia 18 de Agosto - Quarteto de Cordas Família Barros; 08 de setembro - Ricardo Marçal (violão); 22 de setembro - Antônio Carlos Magalhães (cravo)
Partindo da natureza atemporal da música instrumental, o Música na Igreja da Pampulha reverbera as experiências artísticas da arquitetura modernista de Niemayer e a paisagem idílica da Lagoa da Pampulha para se expandir em uma única experiência contemplativa. Idealizado pelo violonista Ricardo Marçal, o projeto toma como premissa promover o contato vivo entre público e músicos, proporcionando uma experiência mais profunda em relação às composições e à diversidade de timbres. “Nosso principal objetivo é possibilitar uma experiência de transcendência e epifania através da música. A Igreja da Pampulha é um ambiente intimista, reúne arte e espiritualidade e, ao mesmo tempo, compõe a própria identidade de Belo Horizonte, e agora do mundo, associando-a a Francisco de Assis”, destaca o violonista.
Além de retomar grandes autores, o Música na Igreja da Pampulha também destaca a riquíssima produção autoral feita no Brasil, trazendo ao público de Belo Horizonte o que há de mais recente no cenário nacional de música contemporânea. A convite do projeto, cinco importantes compositores escreveram cinco obras especialmente comissionadas para os espetáculos, cada uma a ser executada em uma das apresentações. Com diferentes conexões e temáticas relacionadas a Francisco de Assis, o projeto busca propiciar a reflexão de questões atuais trazidas por esta personalidade histórica. “Francisco transcende a convicção religiosa. Nele, o contato com a natureza se torna epifania, a diversidade humana é compatível com a paz, dá-se um passo para fora do tempo e do espaço. A música, de alguma forma, consegue emular estas experiências, que nós queremos democratizar”, aponta Marçal.
Seguida à execução da obra Entre o sopro e o mar (molduras para o Velho Chico), de Sérgio Freire, executada pelo Quinteto de Sopros Minas Gerais na estréia do projeto, as próximas apresentações do Música na Igreja da Pampulha contam com as seguintes composições:
- U(celli, de Rogério Vasconcelos. Aproximando Francisco de Assis à experiência do sagrado através do contato com a natureza, a obra aborda a associação entre pássaros e instrumentos, ou melhor, entre imagens e música. Se por um lado a palavra italiana "uccelli" refere-se a pássaros, ícones que habitualmente cercam as representações de São Francisco; por outro, o parênteses - que é ao mesmo tempo uma variação da letra “C” - separa a palavra para indicar os instrumentos que executarão a obra: os cellos do Quarteto Cellos Brasil.
- Presente, sem expectativas, de Rafael Nassif. Em meio à urgência de um mundo cada vez mais veloz, a necessidade de centrar e refletir a experiência torna-se evidente. Aproximando Francisco e o Budismo, a obra explora a necessidade da contemplação, sendo executada de forma primorosa pelo Quarteto de Cordas Família Barros.
- Três Epiphanias Fraciscanas, de Gilberto Carvalho. A obra retrata a aura mística da experiência espiritual de Francisco: texturas superficialmente simples ocultam camadas de revelações e significados. "Não por acaso o veículo é o violão - o instrumento das sonoridades evocativas e dos ilusionismos musicais" aponta o intérprete Ricardo Marçal.
- Prece, Coral e Pássaros, de Oiliam Lanna. Inspirada no contexto de São Francisco e de episódios de sua vida, a obra, a ser executada pelo cravista Antônio Carlos Magalhães, é um diálogo com texturas musicais caras ao contexto litúrgico – a monofônica, evocando o Canto Gregoriano, e o canto em conjunto – além de fazer evocações à música da Natureza.
Quarteto Cellos Brasil O quarteto Cellos Brasil é formado pelos violoncelistas Felix Drake, Camila Pacífico, Eduardo Swerts e Robson Fonseca, todos membros da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Felix Drake é natural da Alemanha, tendo estudado na Escola Superior de Música de Frankfurt, na Escola Superior de Música de Karlsruhe e na Universidade das Artes de Berlim. Em concertos como solista e camerista, apresentou-se na França, Sérvia, Itália, Suíça e no Brasil. Participou de diversos festivais internacionais de música de câmara, dentre eles o de Wissembourg, na França. Participou de concerto da Academia da Orquestra Filarmônica de Berlim como Principal Assistente. Camila Pacífico iniciou seus estudos em Belo Horizonte, sendo escolhida como Artista Revelação em 2001. Venceu o Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica da Bahia em 2000 e, em 2002, participou da Orquestra do Festival de Schleswig-Holstein, na Alemanha, onde ocupou a posição de Concertino de Violoncelos. Cursou mestrado na Escola Superior de Música em Berna, Suíça, país onde atuou na Sinfônica de Biel. Realizou turnês pela Ásia, Estados Unidos, Brasil, México, Argentina e diversos países europeus. Eduardo Swerts graduou-se em Música pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), concluindo o Artist Diploma e o curso de Música de Câmara na Musikhochschule Münster e na Robert Schumman-Hochschule Düsseldorf, Alemanha. Integrou orquestras no Brasil, na Alemanha, no Festival delle Nazioni na Itália e, durante duas temporadas, foi Violoncelo Principal da Orquestra das Américas. Apresentou-se como solista em Portugal, Alemanha e Grécia. Robson Fonseca iniciou seus estudos no Conservatório Padre José Maria Xavier, tendo apresentado-se nas principais salas de concerto do país como recitalista e camerista. De 2003 a 2009, foi chefe dos Violoncelos da Sinfônica de Ribeirão Preto e professor na Escola de Música de Sertãozinho. Em 2011, concluiu o Zertifikat na Universidade de Münster em 2011. Com a Orquestra Jovem do Mercosul, viajou em turnê pela América Latina tocando na Sala São Paulo, no Teatro Cólon em Buenos Aires e em Montevidéu.
Família Barros
Nascidos em família de músicos, os irmãos Eliseu, William e Gláucia Barros iniciaram os estudos musicais muito cedo com o pai. Músicos premiados em diversos concursos de solistas pelo Brasil, todos possuem grande experiência em orquestra, como concertista e como professores. Juntaram-se ao grupo o violoncelista Lucas Barros, filho de Gláucia Barros. Eliseu Martins de Barros, é Bacharel em violino pela UFMG, e foi professor de violino nos festivais de música da FUNREI-São João DeI Rei, Pró-Música de Juiz de Fora, Domingos Martins (Espírito Santo), Ouro Branco (MG) e São Brás de Suaçuí. Professor de viola de orquestra na UFMG, Integrou a Orquestra Jovem do Mercosul, e a Orquestra Jovem Mundial, no Japão, promovido pelo Pacific Music Festival. Atuou como Spalla e músico convidado na OSESP, Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, Sinfônica Brasileira (RJ) e Sinfônica de Ribeirão Preto, UFMG, SESIMINASMUSICOOP e Sinfônica de MINAS GERAIS, além de atuar como spalla substituto e concertino da orquestra Filarmônica de MG de 2008 a 2012. William Branham Martins de Barros é multiinstrumentista, tendo conquistado prêmios de solistas como pianista, clarinetista e violinista, Atualmente integrando os quadros de músicos da Orquestra Sinfônica de MG como violinista, foi solista frente as orquestras do SESI-MG-Musicoop,UFMG e sinfônica de MG. Integrou a Orquestra Filarmônica de MG como violista de 2008 á 2014. Gláucia Martins de Barros foi vencedora do concurso Jovens solistas da Pró-música Juiz de Fora por 2 ocasiões; atuou como musicista nas Orquestras Sinfônica de Ribeirão Preto e Teatro Nacional de Brasília. Professora de viola na escola de música da Fundação Clóvis Salgado, também solou com as orquestras da UFMG e SESI-MGMusicoop. Musicista da Orquestra Sinfônica de MG e também da Orquestra de Câmara SESIMINAS-Musicoop, integrou o quadro de músicos violistas da Orquestra Filarmônica de MG de 2008 a 2013. Lucas Martins de Barros se tornou um músico muito jovem com muitas premiações nacionais e internacionais,tendo passado um ano na Alemanha estudando e aprimorando suas técnicas. Já solou concertos com as orquestras Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica de MG, Sesi Minas, escola de música da UFMG.
Ricardo Marçal (violão)
O violonista belo-horizontino Ricardo Marçal é bacharel em Música pela UFMG, aluno da Accademia Musicale Chigiana (Siena, Itália) e pupilo do aclamado violonista Fabio Zanon. Marçal tem se apresentado regularmente em salas de concerto de todo o Brasil como solista, além de dividir os palcos com diversos grupos de música de câmara. Sua intensa agenda como concertista e seus diversos projetos artísticos têm em comum o ideal de lançar luz sobre o potencial humanizador da música clássica no cenário cultural contemporâneo. Ricardo foi bolsista do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão por dois anos e aperfeiçoou- se nos cursos anuais de verão da Accademia Musicale Chigiana de Siena, na Itália. Como solista, já é convidado regular de algumas das mais importantes salas de concerto do Brasil, ao mesmo tempo em que se dedica a projetos de democratização da música – como o “Elegia ao violão”, que teve duas edições entre 2010 e 2013, e o recém-criado “Lição de Barrios”. Como camerista, acaba de realizar uma turnê com o Quarteto de Cordas da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e é membro fundador do quarteto de violões Corda Nova, dedicado à música contemporânea. Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=eJO3-uASaPM
Antônio Carlos Magalhães (cravo) Pianista e cravista, Antônio Carlos Magalhães foi bolsista do I Festival Internacional de Cravo em Porto (Portugal), é pós-graduado em práticas interpretativas em música brasileira pela Escola de Música da UEMG. Atualmente, é diretor artístico do programa Segunda Musical da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Como instrumentista, possui experiência em música erudita e popular. Participou do Collegium Musicum de Minas (gravou 3 CDs) e do Camerata Athaide, com o qual realizou turnê nacional por 57 cidades no projeto Sonora Brasil – Sesc. Realizou e gravou o DVD da turnê “Antologia Musical nos Caminhos da Estrada Real”, dentro do projeto Trilhas da Cultura. Realizou turnê solo em Portugal, Alemanha e Áustria. Gravou 3 CDs solos: “Sabará” , “O Cravo e a Rosa” e “Fortepiano no Brasil do séc. XIX”, participou dos CDs “Señora del Mundo”, “Origem” e “Ninguém morra de ciúme” do conjunto “Collegium Musicum de Minas”, além dos CDs “Alma Barroca” ,“A outra cidade” (Kristof Silva e outros), “Bigorna” (Cartoon) e dos seguintes CDs de Celso Adolfo: "Celso Adolfo - Voz, violão e algumas dobras" e “Estrada Real de Villa Rica”. Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0xXOdCIWTkQ
Foto: Divulgação
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