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A importância da ajuda especializada no tratamento da dependência química
Segundo especialista a busca por um tratamento especializado é o primeiro passo na recuperação do usuário de drogas
A dependência química seja por álcool, cigarro ou demais drogas ilícitas é um problema comum e que atinge várias famílias no mundo inteiro. A boa notícia é que existe tratamento especializado na recuperação do dependente químico. O Instituto Nacional de Abuso de Drogas, dos Estados Unidos publicou recentemente várias diretrizes que norteiam este tipo de tratamento. Segundo o psiquiatra Valdir Campos, especialista em dependência química e sócio da Gênesis - Centro de Tratamento da Dependência Química, três diretrizes merecem destaque:
A recuperação é um processo em longo prazo e frequentemente o dependente necessita de novas intervenções terapêuticas.
A continuidade no tratamento é essencial para sua eficácia.
Para ser eficaz, não precisa necessariamente que o paciente concorde voluntariamente em ser tratado. Ou seja, o tratamento involuntário, quando estiver indicado, se mostrou tão eficaz quanto o tratamento em que o paciente opta voluntariamente por ele.
Independente do cenário, a busca por ajuda especializada é muito importante para a recuperação do dependente química, segundo o especialista. “Devido a sua complexidade, é necessário que os profissionais estejam plenamente preparados para conduzir o tratamento. E, sobretudo, não esquecer que este paciente necessitará de amplo suporte da equipe e da família em todo o processo de sua reabilitação”, ressaltou.
Internação
Geralmente a família do dependente apresenta dúvidas sobre o tratamento, principalmente se a internação é realmente necessária e quando ela seria indicada. “As principais indicações são baseadas no risco associado à gravidade da dependência, a refratariedade ao tratamento ambulatorial ou a necessidade de uma assistência mais intensiva para o acompanhamento de outras doenças associadas. Além disso, na internação o paciente é sempre assistido por uma equipe preparada que dará todo o suporte até a sua reabilitação”, explicou Valdir.
Por isso, para entender melhor quais são os tipos de internação o médico explicou os três principais processos, veja:
Internação voluntaria: o próprio paciente assina sua internação e pode requerer sua alta a qualquer momento ou por indicação do médico assistente.
Internação involuntária: não há o consentimento do paciente, mas a internação é requerida pela família. Para isso é necessário um laudo médico comprovando que a pessoa realmente é portadora de dependência química e necessita de tratamento em ambiente protegido.
Internação compulsória: a internação é determinada pela justiça, de acordo com a legislação vigente pelo juiz e leva em conta as condições de segurança do ambiente, para o paciente, demais internados e funcionários.
Fonte: Valdir Campos, médico psiquiatra e especialista em dependência química. É sócio da Gênesis - Centro de Tratamento da Dependência Química (www.genesismg.com.br).
Foto: Divulgação / Site
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