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Queijos mineiros ganham espaço em receitas de pizzas
Panorama Pizzaria investe em queijos mineiros artesanais e de pequenos produtores como ingredientes para pizzas. Expansão na produção e valorização do produto são fatores que favorecem uso da iguaria nas ‘redondas’
Pensar na culinária mineira é, com certeza, lembrar dos deliciosos queijos presentes na mesa de praticamente toda a população do estado. Segundo pesquisas, Minas Gerais é hoje o maior produtor da iguaria no país, com cerca de 25% da produção nacional. Por aqui, cada pessoa consome, em média, 5,5kg de queijo por ano, de acordo com Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq).
Outro xodó da culinária, não só mineira mas também brasileira, é a pizza. Levantamento realizado pela Associação Pizzarias Unidas de São Paulo (APUESP), revela que o total de ‘redondas’ consumidas diariamente no Brasil é de 1 milhão de unidades.
Dito isso, podemos nos perguntar: por que não juntar essas duas paixões tão tradicionais e apreciadas? Foi exatamente essa a ideia dos sócios da Panorama Pizzaria, no Floresta. Lucas Brandão, um dos proprietários da casa, inaugurada em janeiro deste ano, explica que a ideia, desde o início, era ter um cardápio que valorizasse a gastronomia mineira, com produtos regionais, de qualidade e fáceis de se encontrar. “Queremos trazer para os nossos produtos o ‘sotaque mineiro’ e o queijo tem um lugar de destaque na composição das pizzas.”
A grande inovação da casa é optar por queijos mineiros nas receitas, como Canastra, do Serro e o requeijão de Moeda, e não somente a tradicional muçarela. Segundo Brandão, mais de 70% das pizzas do cardápio levam queijos mineiros, como a redonda Itambé, feita com quatro tipos de queijos produzidos no estado – da Canastra, do Serro, d’Alagoa e Azul de Cruzília – por R$ 54; e a Municipal, preparada com queijo da canastra, crespo de bacon, conserva de jiló com pimenta rosa e tomatinho uva, por R$ 50. E a ideia é seguir experimentando queijos das sete regiões produtoras do estado em novas receitas.
Lucas conta ainda que, pelo fato dos queijos mineiros serem de regiões distintas, com sabores e características diferentes, há a possibilidade de diversas combinações. “Ao saborear nossas pizzas, o cliente degusta queijos que ele consome em seu cotidiano e isso reforça uma relação de afetividade e pertencimento. Somos privilegiados por termos tantas opções aqui no estado”, afirma.
O empresário também salienta que a escolha de cada queijo para o cardápio precisou ser pensada com cuidado, por conta das peculiaridades de cada tipo. Entretanto, versões frescas, premiadas e de pequenos produtores são sempre requisitos na seleção. “O do Serro é de um pequeno produtor, com 15/20 dias de maturação, e mais encorpado. O Azul de Minas, de Cruzília, é o primeiro queijo de mofo azul criado e fabricado no Brasil e recentemente foi premiado na França. O d’Alagoa é outra versão premiada e feita por um pequeno produtor. Já o requeijão Moedense é de um laticínio local, produzido aqui do lado, em Moeda”, destaca.
Foto: Divulgação
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