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Chama o Síndico lança o primeiro disco

“Um dia eu chego lá” traz uma homenagem a Tim Maia em 10 faixas e marca a estreia do bloco nas plataformas digitais

O Bloco Chama o Síndico inovou no carnaval mineiro ao adaptar clássicos de dois grandes mestres da música brasileira aos enredos carnavalescos. Há oito anos, Tim Maia e Jorge Ben Jor são lembrados na festa belo-horizontina. Engrossando a folia desde 2012, o Chama o Síndico foi para além carnaval. Formou uma banda e desde então, segue levando o repertório com arranjos autorais e sotaque bem brasileiro para festas, shows e festivais. Em julho, eles comemoram o lançamento do álbum "Um dia eu chego lá”. Gravado com patrocínio da Cemig via Lei de Incentivo à Cultura de MG, o disco é uma releitura de parte do repertório de Tim Maia. Para a ocasião, o grupo se apresenta na Praça da Estação, na programação da 5ª edição da Virada Cultural de BH e conta com a participação da garota sangue bom, a carioca Fernanda Abreu.

O trabalho conta com 10 faixas e participação especial de rappers em três delas: BNegão na música “Terapêutica do Grito”, Kainná Tawá em “Guiné Bissau Moçambique e Angola” e Matéria Prima na faixa-título do disco. Produzido, mixado e masterizado por Lenis Rino e Marcelinho Guerra, o álbum foi gravado no Estúdio Stereoutono (BH) em novembro de 2018. Os arranjos são assinados coletivamente pelos 11 integrantes da banda, e apresentam uma releitura baseada em ritmos brasileiros, trazendo uma nova sonoridade para clássicos como “Me dê motivos” e “Canário do Reino”.

Há 21 anos, a música popular mundial perdeu o ícone Tim Maia, que faleceu em 1998 aos 55 anos, devido à uma infecção decorrente de um edema pulmonar e uma crise hipertensiva.

Sebastião Rodrigues Maia

Popularmente conhecido pelo seu nome artístico de Tim Maia, Sebastião nasceu em 1942 no Rio de Janeiro. Foi um homem de diversos talentos, pois além de cantor também era compositor, maestro, produtor musical, instrumentista e empresário. Tim foi responsável pela introdução do soul e do funk na música popular brasileira e acabou se tornando reconhecido como um dos maiores ícones musicais do Brasil.

SOBRE O BLOCO CHAMA O SÍNDICO

Amigos apaixonados por Tim Maia e Jorge Ben Jor. E pelo carnaval. Por que não inserir a música de dois dos maiores nomes da nossa música na democrática folia brasileira?

Foi com esse objetivo que cerca de 20 amigos se reuniram e, em 2012, criaram o Bloco Chama o Síndico. Outros tantos chegaram e no ano de estreia, milhares de pessoas se espremeram pelas ruas do centro da cidade para acompanhar uma bicicleta elétrica. Em 2019, a homenagem a Tim e Ben Jor segue firme arrastando um número cada vez maior de foliões e folionas.

A banda é formada por Juventino Dias (trompete), Zé Mauro (guitarra e voz), Glauco Mendes (bateria e eletrônicos), PG Rocha (congas), Vinicius Ribeiro (baixo e voz), Daylon Gomide (percussão), Leonardo Brasilino (trombone), Tiago Ramos (saxofone) e Bruno Titio (percussões), Nara Torres (surdos) e Matheus Rocha (voz). Ao longo dos anos já dividiu os palcos com grandes nomes como Jorge Ben Jor, Nação Zumbi, Planet Hemp, Paralamas do Sucesso, Criolo, dentre outros.

Show de lançamento

O Chama o Síndico sobe ao palco da Vira Cultural de BH montado na Praça da Estação para o show de lançamento de “Um dia eu chego lá”, seu disco de estreia em homenagem a Tim Maia. O show traz ainda alguns sucessos do outro homenageado do grupo, Jorge Ben Jor. A apresentação tem a participação especial dos rappers Matéria Prima e Kainná Tawá, além da cantora e compositora Fernanda Abreu. A carioca começou a carreira em 1980, como vocal de apoio da banda Blitz, de Evandro Mesquita. Deixou o grupo para seguir vitoriosa carreira solo, fazendo bem-sucedida síntese entre sambalanço, disco músic, rap, funk e funk carioca. Traduzida em músicas antológicas como Rio 40 graus e Veneno da lata, entre outras.

Foto: Renata Chamilet

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