Notícias
Marcílio Gazzinelli lança ALMA MINERAL, na Livraria da Rua, em BH
Com fotografias de Marcílio Gazzinelli, o livro apresenta 250 imagens de minerais, guardados por colecionadores particulares e museus
No dia 22 de julho, sábado, das 11h às 14h, o fotógrafo Marcílio Gazzinelli lança o livro “Alma Mineral – Coleções Mineiras” (Rona Editora). O evento, aberto ao público, acontece na Livraria da Rua (Rua Antônio de Albuquerque, 913 - Savassi - BH - MG).
Com imagens feitas por Gazzinelli, a publicação documenta e revela a beleza e a preciosidade da natureza mineral, guardada por importantes colecionadores particulares e museus. Uma rara oportunidade para o público geral realizar um passeio por esse universo, com 272 páginas e 250 minerais fotografados, em cuidadosa curadoria de Paulo Amorim.
Com tratamento de imagens, projeto gráfico e editoração de Paulo Fatal e revisão de Sávio Grossi, “Alma Mineral” tem apresentação bilíngue – com traduções feitas por Laura Lobato Baars e Sérgio Birchal. O prefácio é de Paulo Amorim e os textos de abertura são assinados por Marcílio Gazzinelli e Cláudio de Moura Castro. Além disso, a edição conta com textos literários de escritores convidados, que conferem ao conteúdo editorial um tom poético sobre o tema ‘Alma Mineral”.
Ineditismo: A obra apresenta de forma pioneira um novo modo de se contemplar um mineral em edição impressa: junto a algumas amostras está posicionado um código QR, que, quando acionado através de um aparelho celular, possibilita ao leitor observar o mineral em um giro de 360° sobre o seu eixo. Assim, é possível admirar o mineral em toda a sua plenitude, como se o tivéssemos bem diante de nós.
O livro realizado com os benefícios da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e tem o patrocínio da GEOSOL e da MAGOTTEAUX.
ALMA MINERAL – COLEÇÕES MINEIRAS
Prefácio
Paulo Amorim
O projeto para a concepção do livro Alma Mineral começou a ser delineado por seus autores em 2018, depois de uma reflexão sobre as coleções de minerais existentes em Minas Gerais, mais especificamente em Belo Horizonte. Foi quando se percebeu a grandiosidade e riqueza existentes em cada uma dessas coleções; e como seria relevante que outras pessoas também pudessem conhecer esses tesouros, mantidos e preservados, cuidadosamente, por seus guardiões, “os colecionadores de minerais”. O principal objetivo desta obra é divulgar para todos os amantes da mineralogia a beleza e as preciosidades contidas nas principais coleções de minerais do estado, para que todos possam conhecer essas verdadeiras joias da natureza, guardadas por colecionadores particulares e museus. Minas Gerais, devido à sua geologia e à riqueza do seu subsolo, é um estado fértil em minerais colecionáveis, encontrados em enorme variedade e diversidade de origens – ígnea, metamórfica e sedimentar – oferecendo um vasto campo para pesquisa e coleta de amostras. Atualmente, nota-se um aumento crescente do número de colecionadores e pessoas interessadas em buscar conhecimento na área da mineralogia.
A primeira grande missão ao se preparar o livro Alma Mineral foi a seleção das coleções que fariam parte deste conteúdo editorial, levando-se em conta a existência de vários colecionadores em Minas Gerais. Vencida esta etapa, seguiu-se a escolha das melhores peças de cada uma das coleções para que fossem fotografadas, trabalho realizado em comum acordo entre os colecionadores e a curadoria do livro.
Como não foi possível incluir todas as coleções de minerais e todas as boas amostras dos colecionadores selecionados nesta obra, uma segunda edição do livro já está programada, onde colecionadores importantes, que não puderam ser incluídos nesta edição, terão a oportunidade de expor seus minerais.
Esta obra apresenta de forma pioneira um novo modo de se contemplar um mineral em edição impressa: junto a algumas amostras está posicionado um código QR, que quando acionado através de um aparelho celular, possibilita ao leitor observar alguns deles girando 360° sobre o seu eixo. O mineral, então, pode ser visto por todos os seus ângulos, inclusive por cima. Assim, é possível admirar o mineral em toda a sua plenitude, como se o tivéssemos bem diante de nós.
O FOTÓGRAFO E A PRODUÇÃO
Como lapidar uma alma mineral
Marcílio Gazzinelli
Ao projetar a edição deste livro, Alma Mineral, senti-me desafiado a conciliar duas tendências que marcaram de maneira decisiva meu percurso pessoal e profissional. O interesse pela geologia e a paixão pela fotografia.
Aos 14 anos, recebi de presente de minha mãe uma Kodak Rio 400. Lente plástica, sem recursos técnicos, mas significou uma semente para toda a minha produção técnica e artística desde a década de 1970 até os dias de hoje. Começou a germinar nos cursos oferecidos pelo SENAC, onde fui definitivamente contaminado pela sabedoria de mestres-fotógrafos, como José Eduardo Ferolla, Maurício Andrés, Fernando Ziviani e Bernardo Magalhães (o “Nem de Tal”), que me ensinaram a ler e produzir fotografia. Pulei de uma Yashica emprestada para a minha primeira Nikon F2.
Comecei registrando eventos do cenário cultural de Belo Horizonte – shows musicais, espetáculos de dança e montagens teatrais – mas logo caí na estrada, abraçando a fotografia documental. Em julho de 1978 (com André Bila) e julho de 1979 (com Renato Caporali), descemos de canoa o Rio São Francisco, remando, conversando com a população ribeirinha e fotografando a paisagem do sertão. Passagem marcante deste roteiro foi a romaria de Bom Jesus da Lapa, que influenciou fortemente a minha forma de ver e sentir as manifestações de fé e religiosidade popular. Em dezembro de 79 subi para conhecer o grande Rio Amazonas, viajando pela Amazônia brasileira, peruana e colombiana. Após cinco meses, fui parar na cidade do México, e aí estiquei até San Francisco, onde conheci José Wellington Araújo, então concluindo o doutorado em cinema, que me convidou para ser o câmera em um documentário no Brasil.
De volta a Belo Horizonte, tentei retomar o curso de Geologia na UFMG, mas alguns contratos de fotografia aérea e documentação de grandes obras de engenharia pesada me proporcionaram a chance de conhecer todo o Brasil e boa parte da América do Sul, além de retornar à América Central e percorrer parte da África. Nestes muitos anos de “trecho”, os deslocamentos aéreos (normalmente feitos com a porta do helicóptero aberta, olhar atento e boa vontade dos comandantes) me deram de presente o registro de um grande acervo de campos de futebol de várzea pelo país afora, resultando em importante exposição que circulou por sete cidades brasileiras.
Foto: Divulgação
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
