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O Ateliê de Cerâmica recebe degustação de queijos artesanais mineiros

Conduzida pelo jornalista gastronômico, Eduardo Girão, a degustação de seis queijos artesanais produzidos no estado será harmonizada com quatro notáveis rótulos da vinícola Pericó

Aproveitando o clima da atual estação, O Ateliê de Cerâmica promove no próximo dia 15, a partir das 11h, umadegustação orientada de queijos artesanais mineiros pelo experiente jornalista gastronômico Eduardo Girão. Durante o evento, além da apresentação dos queijos escolhidos(Canastra do Onésio, Canastra do Vivaldo, Serro do Eduardo Melo, Faixa Dourada, Queijo Frei Rosário e Requeijão Moreno), e da harmonização proposta com os vinhos da Vinícola Pericó, os participantes poderão imergir na cultura gastronômica mineira a partir de uma apresentação dos diversos aspectos relativos ao universo de queijos no estado, desde o histórico do produto, contexto atual de produção, diferenças entre o queijo artesanal e o queijo industrial, principais regiões produtoras e a forma correta de avaliação sensorial do queijo, além de dicas de onde comprar a especiaria. Uma das propostas desta programação gastronômica é permitir ao público uma experimentação da cerâmica no dia a dia. Para isso, os artistas d´O Ateliê de Cerâmica(Flávia Soares, Daniel Romeiro e Luiza Soares) estão desenvolvendo um modelo de prato para degustação de queijos, que será lançado no dia do evento.

A degustação contempla queijos artesanais de diferentes regiões mineiras. Apesar da distinção regional, todos são feitos com leite cru, ou seja, não passam por processo de pasteurização. Esta característica garante a preservação da flora bacteriana, fator indispensável para obter complexidade de aroma, sabor e textura. Eduardo Girão, responsável pela condução da degustação e, também, pela escolha dos produtos, explica: “As diferentes origens, bem como as diferentes formas de produção e maturação dos queijos escolhidos formam um rico painel de sensações”.

Do elegante Canastra do Onésio ao potente Serro do Eduardo Melo, passando pelo Faixa Dourada, cuja receita lembra a do parmesão, e pela fermentação propiônica, responsável pelo sabor levemente adocicado do Canastra do Vivaldo até chegar ao queijo Frei Rosário, produzido na Serra do Salitre e maturado dentro de uma estufa natural no alto da Serra da Piedade, em Caeté. Sem falar no intrigante sabor do requeijão moreno do Norte de Minas, com notas de tosta e caramelização. “Será uma demonstração de como é possível ter uma experiência gastronômica de alto nível optando apenas por produtos regionais brasileiros, uma vez que os vinhos são todas da Serra Catarinense”, pontua Girão.

Para compor o evento, a vinícola Pericó selecionou 4 rótulos: Equação Cabernet Sauvignon, Pericó Champenoise Brut Rosé, Cave Pericó Branco Brut e Basalto Cabernet Sauvignon/Merlot. Os participantes receberão ao todo quatro taças, com cada um dos vinhos apresentados. A degustação atenderá apenas 20 pessoas, que deverão efetuar uma inscrição prévia no site: http://oateliedeceramica.com/

:: Conheça os queijos::

Canastra do Onésio - Produzido em São Roque de Minas, este excelente exemplar da tradicional região queijeira do estado é feito pelo atual campeão do Concurso do Queijo Minas Artesanal da Canastra, Onésio Leite. Tem casca fina, com discreta presença de mofo e massa macia, praticamente cremosa. O sabor é elegante.

Canastra do Vivaldo - Outro queijo de São Roque de Minas, mas com uma diferença fundamental: a fermentação propiônica. Esse processo ocorre naturalmente na própria queijaria por ação de bactérias (benéficas) que desenvolvem olhaduras na massa e a tornam ligeiramente adocicada (a exemplo do queijo suíço emmental). Visualmente, é um queijo ligeiramente estufado justamente por conta dessas olhaduras.

Serro do Eduardo Melo - Esse produtor é um dos pioneiros na retomada da maturação na região do Serro, iniciada cerca de cinco anos atrás. Com 90 dias de maturação, seu queijo é potente e concentra sabor, com notas salgadas e adocicadas, além de uma deliciosa acidez - traço típico do queijo do Serro. Não por acaso, a região é, hoje, das mais vibrantes em se tratando de queijo artesanal mineiro.

Faixa Dourada (Alagoa) - Alagoa, no Sul de Minas, recebeu imigrantes italianos há cerca de 100 anos e talvez seja este o motivo de a cidade ser conhecida pela produção de parmesão. A receita deste queijo é parecida com a do italiano, embora o resultado seja bem diferente: peça pequena, maturada por até 60 dias, massa mais seca, textura bem firme e sabor marcadamente salgado e picante. Curiosidade: Osvaldo Filho, que vende o queijo, não é o produtor, mas o responsável por curar o queijo, ou seja, o afinador.

Queijo Frei Rosário (Salitre/Serra da Piedade) - Um queijo com "dupla cidadania", pois é produzido na região de Serra do Salitre e curado na Serra da Piedade, em Caeté. No caso dessa segunda parte, o queijo passa 30 dias dentro de um cômodo de pedra, construído a 1.700 metros de altitude, do jeito que fazia seu "inventor", o Frei Rosário Joffily, décadas atrás. O frio e a umidade favorecem a maturação lenta, permitindo o desenvolvimento de uma casca mofada e um interior cremoso.

Requeijão moreno (Engenheiro Navarro) - Trata-se de um requeijão de corte típico em algumas regiões brasileiras, incluindo o norte de Minas, de onde vem esse exemplar. Sua cor se deve à adição de manteiga previamente dourada, o que também influi decisivamente no gosto. Firme ao toque, é cremoso na boca, com aroma que lembra o de alimentos caramelizados, como doce de leite.

:: Conheça os Vinhos::

Equação Cabernet Sauvignon – Frutado, elegante e persistente notas marcadas de carvalho.

Pericó Champenoise Brut Rosé – Ótima acidez, muito equilibrado, excelente cremosidade, persistente com retro-olfato agradável e frutado.

Cave Pericó Branco Brut – Ótima acide, boa cremosidade, muito persistente e com retro-olfato agradável e frutado.

Basalto Cabernet Sauvignon Merlot – Balsâmico, ataque doce, volumoso e persistente

:: Sobre Venícola Pericó - www.vinicolaperico.com.br ::

Muito ensolarado e com noites frias, o Pericó Valley, em São Joaquim, é um dos pontos mais altos de Santa Catarina. Por isso, foi escolhido para abrigar o vinhedo da Pericó, localizado a 1.300 m.s.n.m. no paralelo 28 S. Do plantio à colheita, a equipe da Vinícola Pericó dedica-se a cada etapa, do crescimento à maturação das uvas de castas francesas, com todo o cuidado necessário para preservar a qualidade única dos frutos. As uvas são constantemente avaliadas para serem colhidas no pico máximo de cor e açúcares naturais, o que permite à Pericó obter espumantes e vinhos estruturados e sabor exclusivo.

:: Sobre Eduardo Tristão ::

Eduardo Tristão Girão é jornalista gastronômico graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Foi repórter do jornal Estado de Minas de 2004 a 2016. Já colaborou com o jornal Estado de São Paulo e as revistas Prazeres da Mesa, Gula, Encontro e do Supermercado Verdemar, além de ter integrado o júri da lista anual The World's 50 Best (50 Melhores Restaurantes do Mundo) da revista inglesa Restaurant entre 2010 e 2012. Fez viagens gastronômicas para Portugal, Chile e Espanha e cobriu a maioria das edições do Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, além de eventos como Mesa Tendências (São Paulo; 2008 e 2014) e Madrid Fusión (Espanha; 2013). Avaliou bares e restaurantes para o Guia Unibanco Minas Gerais (editora Bei, 2005). Atua como mediador e jurado em competições, debates e demais eventos do setor gastronômico. Desde 2016, promove degustações harmonizadas de queijos artesanais mineiros.

 

:: Sobre O Ateliê de Cerâmica – www.oateliedeceramica.com ::

Fundado em 2002 pela designer de ambientes Flávia Soares, o Ateliê de Cerâmica, fica localizado no centro de Contagem. O espaço oferece objetos autorais produzidos a partir da cerâmica para as mais diversas finalidades como a decoração, o paisagismo ou utilitários. Atualmente, o designer Daniel Romeiro e a arquiteta Luiza Soares – filhos de Flávia – desenvolvem as peças em parceira com a mãe, prezando pelo design autoral e o perfeito acabamento. Com uma fachada super-charmosa, os visitantes encontram, ao passar pelo jardim de entrada, uma pequena loja onde os objetos são comercializados. Há desde xícaras e conjuntos para chá e café até grandes esculturas criadas com técnicas e acabamentos diversos. O espaço foi inteiramente pensado de forma a acolher e receber bem o visitante. Até o mobiliário foi desenhado dentro do próprio ateliê, garantindo que a cerâmica seja a protagonista dos ambientes. Além da loja, o ateliê ainda conta com uma sala multiuso, que pode abrigar desde almoços a exposições, além de atividades culturais e vivências. O espaço conta ainda com um café, circundado por um vasto e aconchegante jardim, reunindo diversas espécies de plantas como folhagens, suculentas, bromélias e uma coleção de orquídeas - uma das paixões da fundadora do ateliê.

Foto: Daniel Romeiro

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