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Luana Vitra: conheça a artista mineira ganhadora do premio Pipa e selecionada para Bienal SP

2023 é o ano da artista representada pela Mitre Galeria (BH/ MG)

Luana Vitra está entre os artistas premiados do Prêmio PIPA 2023. Ela é também uma das artistas selecionadas para a 35ª Bienal de São Paulo, que acontece entre 06 setembro e 10 dezembro de 2023, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo do Parque Ibirapuera.

“Os quatro artistas premiados pelo PIPA em 2023 – Glicéria Tupinambá (BA), Helô Sanvoy (GO), Iagor Peres (RJ) e Luana Vitra (MG) – explicitam a força plástica extraída de corpos dissidentes e suas lutas cotidianas. Mais do que a conquista de visibilidade, eles preenchem de sentido as lacunas. Sintomaticamente a presença da dança, do corpo e da performance perpassa as quatro poéticas. A metabolização de materiais, a transfiguração de elementos minerais e orgânicos (ferro, vidro, couro, pele), o deslocamento dos corpos, a recuperação da memória de fazeres e rituais ancestrais, tudo nestas produções fala de transição, de passagem, do abandono das identidades fixas e da busca das simbioses indeterminadas. O título de uma das peças de Luana Vitra, ‘Isca de confusão’, parece trazer à tona um elemento comum a estas quatro poéticas singulares. Confusão é o que escapa da ordem instituída, é o que ainda não tem forma definida” fala Luiz Camillo Osorio, curador do Instituto PIPA. 

Sobre o prêmio, Luana diz: "muito feliz em receber a notícia que esse ano sou uma das vencedoras do Prêmio Pipa, que é o principal prêmio de arte contemporânea do Brasil. Estou especialmente feliz por dividir esse momento com Helô Sanvoy, Iagor Peres e Glicéria Tupinambá, que são três artistas pelos quais possuo uma profunda admiração. Obrigada por me inspirarem tanto enquanto caminhamos juntos".

Bienal 

Com curadoria de Diane Lima, Grada Kilomba, Hélio Menezes e Manuel Borja-Villel, a edição entitulada "Coreografias do Impossível" traz 120 artistas que representam um grupo diverso, que amplia as possibilidades de diálogo na arte dentro e fora do Brasil.

De acordo com José Olympio da Veiga Pereira, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, “(...) é um marco histórico que transcende as fronteiras do impossível. Estamos testemunhando a convergência de artistas excepcionais, ideias transformadoras e um diálogo incisivo sobre as questões urgentes do nosso tempo. Essa exposição se tornará um legado duradouro, inspirando gerações futuras e redefinindo os limites do que é possível na expressão artística”. 

Sobre Luana Vitra

Luana Vitra é artista plástica formada pela Escola Guignard (UEMG), dançarina e performer. Cresceu em Contagem, cidade industrial que fez seu corpo experimentar o ferro e a fuligem. Gestada entre a marcenaria (pai) e a palavra (mãe), se movimenta como reza em busca da sobrevivência e da cura das paisagens que habita. Entende o próprio corpo como armadilha, e sua ação como micropolítica na lida com a materialidade e espacialidade que seu trabalho evoca, confronta e confunde.

Atualmente está especialmente interessada na paciência e na violência das pedras. Com o foco principal de interesse no reino mineral, ela tem realizado um processo de subjetivação de si a partir das características de alguns minerais, o que a leva a um desejo de transição de reino, onde aos poucos vai permitindo ao seu corpo assumir características minerais. 

Sobre a Mitre

Há sete anos, a Mitre atua no mercado de arte brasileiro e internacional. Fundada em 2015 pelos sócios Alexandre Romanini, Altivo Duarte e Rodrigo Mitre, com o nome Periscópio, a galeria ganha novo nome com a intenção de marcar um período de consolidação e maturidade, e de abrir caminhos para continuar articulando proposições inventivas que ativam o cenário das artes contemporâneas. 

Serviço: Mitre Galeria
Rua Tenente Brito Melo, 1217, Barro Preto
Belo Horizonte/MG
info@mitregaleria.com
instagram.com/mitregaleria

Foto: divulgação

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