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Tributo a Flávio Henrique Espetáculo no Palácio das Artes celebra os 50 anos do compositor mineiro

Quando os primeiros acordes da canção Perdigonzer anunciarem a abertura do concerto que celebra os 50 anos do compositor, cantor, produtor e arranjador Flávio Henrique, no dia 20 de julho, o palco do Palácio das Artes passa a ser território encantado da arte e da amizade. A partir daí serão 16 canções e um medley de marchinhas, que fazem um passeio pela obra de um dos nomes mais importantes da música popular brasileira contemporânea.

O concerto não é apenas uma homenagem ao compositor, que morreu precocemente em janeiro, aos 49 anos, mas uma forma de celebração. Flávio Henrique deixou obra extensa, com mais de 200 canções, e parcerias com dezenas de compositores de diferentes gerações. Foi gravado por cantoras, cantores e grupos vocais de todo o país. Sua inspiração tem a força da rica tradição popular e o motor da transformação estética. Recupera a memória e aponta caminhos.

Além das canções, seus temas instrumentais e trilhas fazem parte do repertório de músicos que sempre destacam a qualidade e o bom gosto do artista. Flávio foi, acima de tudo, uma pessoa reconhecida pela capacidade de arquitetar encontros, de trazer para a vida a arte da convivência diária, de fazer aflorar o melhor de cada contato.

O espetáculo “Flávio Henrique 50 anos”, que tem direção artística de Máximo Soalheiro e direção musical de Rafael Martini, foi construído para destacar todos esses momentos da vida e obra do compositor. Selecionar apenas as 16 músicas do programa foi um desafio enfrentado coletivamente. “Muitos amigos e parceiros participaram da difícil tarefa de escolher o repertório. Há dezenas de temas que poderiam compor a seleção, com nível muito alto, mas o resultado representa bem a riqueza e diversidade da obra”, explica Máximo.

Para dar unidade ao espetáculo, o diretor musical Rafael Martini convocou um grupo de instrumentistas de destaque da cena mineira, criando uma sonoridade própria e original. Além da banda, instrumentistas convidados completam a formação musical, com espaço para solos e improvisos, como era do gosto do compositor. Entre uma canção e outra, os artistas-amigos passam a palavra adiante, como um dom: a memória como uma construção que inaugura o momento permanente da obra do artista.

Com arranjos escritos especialmente para o concerto, as músicas ganham interpretações também inéditas. Ninguém vai cantar o que já cantou antes em público ou em disco. Tudo é novo, mesmo que já conhecido profundamente pelos intérpretes. O intento é descobrir evocações estéticas e afetivas, criar um momento do qual Flávio Henrique se orgulharia de participar. A música que caminha, como a vida.

Entre os artistas que se apresentam estão Cobra Coral, com Mariana Nunes, Kadu Vianna e Pedro Morais, Juliana Perdigão, Lucas Fainblat, Marina Machado, Sérgio Santos e Vitor Santana. Chegam para se juntar ao grupo de mineiros as cantoras Mônica Salmaso e Tatiana Parra. Entre os instrumentistas convidados estão André Mehmari, Chico Amaral, Juarez Moreira e Thiago Delegado.

Ao fim do espetáculo, o público é convidado a celebrar a vertente transgressora do talento político do compositor, com a apresentação de marchinhas de sua autoria, que fizeram história no carnaval da cidade e extravasam alegria e compromisso em torno de boas causas.Flávio Henrique certamente gostaria do roteiro desta noite. A criação do novo, o compromisso com o mundo e o prazer da convivência.

Foto: Dani Gurgel

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