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Projeto Sala de Reboco
PARA ANIMAR AS FÉRIAS, OITO ATRAÇÕES REUNIDAS PARA CELEBRAR O FORRÓ FEITO EM MINAS
Poucas capitais brasileiras têm uma cena cultural dedicada à música nordestina como Belo Horizonte. São quase três décadas de intensa atividade, com a constante visita de trios e grupos de forró de todo o Brasil, e a consolidação de um mercado forte e independente. Com dezenas de bons compositores, intérpretes e instrumentistas, a cidade ganhou projeção nacional entre os admiradores do forró, do xote e do baião.
Diferentemente de outras cidades do Sudeste brasileiro, em que a grande quantidade de migrantes nordestinos foi decisiva para a consolidação de uma cena forrozeira própria, em BH foram principalmente as saídas da população para as férias em instâncias turísticas da Bahia (Caraíva) e do Espírito Santo (Dunas de Itaúnas) que contribuíram para o gosto local pelo forró.
Atualmente, Beagá conta com mais de trinta eventos dedicados ao forró por semana. Seja ao som mecânico das seleções musicais de talentosos DJs ou com apresentações ao vivo, a cidade e sua região metropolitana oferecem grande número de opções de segunda a segunda, com programação para todos os gostos e para todos os bolsos.
No entanto, apesar de tantos bons espaços dedicados ao forró, poucas vezes os admiradores do estilo mais tradicional, conhecido como pé de serra, têm a oportunidade de frequentar eventos que ofereçam o destaque, a estrutura e a mobilização proporcionada pelos grandes festivais, frequentemente promovidos em outras capitais. Ao longo do ano, poucos eventos esporádicos conseguem viabilizar financeiramente a reunião de um grande número de atrações com a mesma projeção já alcançada por projetos que se desenvolveram na cidade do fim da década de 1980 até o início dos anos 2000.
Festivais como o "Forró da Melancia" traziam para a capital mineira, por muitas temporadas, os melhores trios e grupos do Brasil e de Minas, atraindo o público do entorno e também caravanas de diversos estados. Milhares de pessoas, que se deslocavam para a cidade em quase uma centena de ônibus, se juntavam em uma maratona de quatro a cinco dias dedicados à música e à dança em casas de shows como Blue Banana e Lapa Multshow. Não uma ou duas atrações se revezavam no palco, mas mais de uma dúzia delas. Os olhos da cena forrozeira duas ou três vezes ao ano se viravam para BH, devido à importância dos festivais aqui realizados.
Para celebrar esses antigos festivais e a força da cena local, invertendo o movimento de saída dos mineiros para as instâncias turísticas em busca do forró nas férias, o Projeto Sala de Reboco criou, para o mês de julho, uma edição especial: uma noite dedicada aos talentos mineiros, com o claro intuito de dar ao público da cidade a chance, nestes tempos de crise, de vivenciar um grande evento em um local central, com grande capacidade de público e ingressos a preços populares. Para aqueles que duvidam da força do forró de Minas, ou para seus seguidores, uma oportunidade de se divertir ao som de seis bandas e dois DJs em uma única noite.
BAIÃO CAÇULA
Foi em 2002 que Lucas Viotti (acordeão), na época ainda zabumbeiro, decidiu montar um dos primeiros trios de forró pé de serra de Belo Horizonte. Juntamente com seus amigos e companheiros de longa data, Jean Amaro (zabumba) e Júlio César (triângulo), ele formou o Baião Caçula.
Batizados com o mesmo nome da antiga composição de Mario Genari Filho, eternizada por Dominguinhos, o grupo tem uma ligação direta com o baião, estilo criado por Mestre Lua. Apesar do nome, no entanto, o Baião Caçula não abre mão do xaxado, do bailado do xote, da alegria do forró e da marcha do arrasta-pé. Sem contar que carregam uma grande influência do choro, com misturas criativas e inusitadas em releituras e composições próprias.
Após 15 anos de carreira, muita coisa mudou e a maturidade artística foi conquistada. As profundas pesquisas das raízes musicais e culturais nordestinas levaram o Baião Caçula a consolidar um riquíssimo repertório. Sem esquecer os clássicos de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, João do Vale e Marinês, o trio passou a incorporar “pitadas” de composições próprias e criativas releituras instrumentais em um show dançante, musical, minimalista e extremamente qualitativo. O notório reconhecimento à capacidade criativa e à inventividade do Baião Caçula resultará no lançamento de um disco, ainda neste ano, composto quase inteiramente de músicas autorais inéditas.
TRIO BALANCÊ
Com um repertório bem dançante, o Trio Balancê surpreende e conquista os fãs do forró de todas as idades e estilos. Com seu balanço contagiante e seu compasso marcante, eles navegam com facilidade do pé de serra ao universitário, sem perder a empolgação e a qualidade.
Formado por músicos naturais de Belo Horizonte, o Balancê se apresenta na cidade desde 2008. Apesar de ter menos de dez anos de estrada, já deixou para trás o posto de promissora revelação para se tornar um trio aplaudido e requisitado, principalmente após conquistar o prêmio do 9º Festival Nacional de Forró de Itaúnas, um dos mais cobiçados de todo o país.
Com experiência nos principais palcos do circuito dançante do país, o Balancê já se apresentou em mais de dez capitais e em inúmeras cidades brasileiras, dividindo o palco com ícones da música como Dominguinhos, Genival Lacerda, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Falamansa e muitos outros.
Diferentemente de outros jovens trios que se contentam em apenas agradar ao público com sucessos dos maiores nomes do forró e do baião, o trio mineiro aposta fortemente em suas próprias composições, com um trabalho autoral bastante consistente. Dessa maneira, em 2013 lançou o CD intitulado “O Forró Tá Comandando”, no qual onze das quatorze faixas foram compostas por Dudu Martins, triângulo e voz do trio. O álbum foi muito bem recebido e levou o grupo a um novo patamar na carreira.
Formado por Dudu Martins (cantor, compositor, violonista e percussionista), Rafael Coutinho (acordeão e voz) e Chiquinho Alvez (zabumba, percussão, bateria e voz), o Balancê, empolgado por voltar ao projeto Sala de Reboco, vem para tocar ao lado de tantos músicos de BH, companheiros de palco e de estrada, que cresceram juntos nas noites de arrasta-pé do Lapa Multshow.
CHAMA CHUVA
Com juventude, porém com a experiência de 18 anos de estrada, o Chama Chuva faz de Minas o seu lar, e do Brasil a sua inspiração. Criado no Espírito Santo, na pequena Vila de Itaúnas, no final dos anos 1990, a banda – que já se chamou Trio Remelexo – é herdeira musical do pé de serra e seguidora do forró universitário, e pode ser considerada expoente dessa nova geração dos anos 2000.
Donos de uma carreira sólida, com nove discos lançados e um DVD, eles mantêm a veia autoral típica dessa geração, mesclando novos arranjos para os sucessos dos pioneiros, em um novo álbum que está sendo preparado em comemoração aos 18 anos do grupo. Ao mesmo tempo, o Chama Chuva não deixa de lado seus sucessos dos álbuns mais antigos, como “Forró Manhoso”, influenciado também pelo reggae, pelo rock e pela MPB.
Para um grupo cujo primeiro álbum vendeu de forma independente 60 mil cópias, é natural que músicas como Samarina, A novidade, Convite a Itaúnas, O bicho que Mata o Homem, Forró de Itaúnas, Mulher Nenén, Xote do vento, Perdido de amor, Mulher Comprometida e Canção ao Mar sejam pedidas a cada show, e cantadas em alto e bom som pelo seu público fiel. Letras que trazem a assinatura alegre da banda e de parceiros de diferentes fases do forró. Composições que são fruto de uma trajetória artística que leva ao palco toda a riqueza melódica dos pioneiros e inventividade de músicos ligados às novas tendências e à crescente profissionalização da cena.
Formado por Mozão Muniz (vocal), Dil Brasil (zabumba), Léo Magalhães (acordeão), Vinny Terranova (baixo) e Rodney Fernandes (percuteria), o Chama Chuva promete uma noite especial para o mais tradicional forró de Belo Horizonte, com uma enxurrada de músicas alegres e dançantes, sem esquecer sua base no forró pé de serra.
TRIO LAMPIÃO
Trio mineiro dentre os mais requisitados no estado pelos forrozeiros amantes do tradicional pé de serra, o Lampião nasceu no início de 2004, quando Frederico Letro conheceu Glauco Bruzzi e Júlio César Bretas. Todos já haviam participado de outras bandas de grande valor no cenário do forró, com quase dez anos de estrada cada um. O envolvimento com o estilo musical veio da identificação dos amigos com a música e a cultura nordestinas.
O que começou de maneira informal logo se tornou vocação e devoção: o trio passou a ser presença reconhecida no circuito nacional de forró, pela sua mescla de baiões, côcos, forrós, xaxados, xotes e arrasta-pés tocados com energia e paixão. Com composições próprias e interpretando sucessos conhecidos do gênero, o Lampião traz no repertório clássicos de Luiz Gonzaga, Os 3 do Nordeste, Jackson do Pandeiro, Marinês, Trio Nordestino, Zinho, Dominguinhos, entre outros.
Atualmente, o trio se apresenta nas principais casas do circuito pé de serra, alegrando com sua energia os forrozeiros do Rio de Janeiro (RJ), Vitória e Itaúnas (ES), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), São Paulo (SP), Caraíva e Trancoso (BA). Por duas vezes, a partir de 2014, o grupo realizou turnês pela Europa, apresentando-se em concorridos palcos de Portugal, França, Inglaterra, Noruega e em mais cinco países.
Na bagagem o Lampião tem um CD, Trio Lampião, de 2011, e dois EPs: Canta Gonzagão, de 2012, e Além do Horizonte, de 2015. O trio se apresenta com Frederico Letro (vocal e zabumba), Glauco Bruzzi (vocal e triângulo) e Júlio César Bretas (vocal e acordeão).
ALCALYNO
A história do grupo de forró Alcalyno surge em 1999, quando Paulinho Motta, compositor e intérprete mineiro, na companhia de amigos e parceiros, decide formar um grupo musical que pretendia, dentre outras coisas, ampliar a cultura do forró dentro do cenário musical. Além de difundir o ritmo nordestino, o grupo destacou-se por sua criatividade e originalidade, tendo como característica marcante a divulgação de composições próprias.
Em 2001, o grupo lançou um CD repleto de canções autorais, cuja aceitação por parte do público foi imediata. Logo, músicas como Alcalyno, Morena Jambo e Pão de Queijo e Forró já estavam na cabeça de todos os adeptos do gênero pé de serra. O reconhecimento veio não apenas por parte do grande público, mas também através de artistas e grupos de renome nacional como Falamansa, Trio Sabiá, Trio Jerimum e Forrófolia, que identificaram uma qualidade diferenciada no trabalho feito pelo grupo mineiro e regravaram algumas de suas canções.
O segundo CD foi lançado em 2005. O encarte veio recheado de surpresas e contou ainda com participações especiais de talentosos artistas como Dominguinhos, Trio Xamego, Trio Virgulino, Trio Sabiá, Triângulo Caraíva, Trio Bodocó, Trio Jerimum, Beto Souza (Trio Nordestino), Alexandre Az, Miltinho Edilberto, Celso Adolfo, Lenis Rino (Elefante e Trovão), Uakti, Terral, Podé Nastacia e Doca Rolim, só para citar alguns dos convidados. Ao longo de mais de dezessete anos de carreira, outros três discos foram lançados – o mais recente em 2016. Nesses anos, novas parcerias se constituíram e o Alcalyno se tornou um dos mais viajados, experientes e reconhecidos grupos de Belo Horizonte.
Dentro da concepção de que o forró deixou de ser um gênero apenas nordestino para se tornar, acima de tudo, brasileiro, a fusão entre elementos nordestinos e a musicalidade mineira implantada pelo grupo fizeram com que o Alcalyno apresentasse uma nova roupagem musical para o gênero e se consolidasse como um dos grandes representantes do forró mineiro. O grupo é formado por Paulinho Motta (voz e violão), Théo Lustosa (sanfona e voz), Tulio Lustosa (triângulo e voz), Rafael Lima (zabumba e voz), Jonny Man (baixo e voz) e Tunico Villani (percussão).
BANDA TEMPORANA
Uma alternativa, uma aposta na renovação do cenário forrozeiro. Diante dessa ideia, seis amigos com uma grande bagagem musical e muito amor pela música se reuniram para criar a Banda Temporana. Com a grande vontade de inovar o circuito do forró pé de serra mineiro, eles apostaram em uma mesclagem de sucessos da MPB em releituras ao ritmo do xote e do baião.
Composta por Léo Magalhães (acordeão), Dil Brasil (zabumba e vocal), Karenn Fontes (triângulo e vocal), Viny Terra Nova (baixo), Samy Erick (guitarra) e Rodney Fernandes (bateria), a Temporana apresenta um show cujo repertório também é recheado de clássicos do forró, com fortes referências de nomes de peso como Marinês, Elba Ramalho, Hermelinda e Marinalva – mulheres que fizeram história no forró ao longo de décadas e que inspiram a vocalista do grupo.
Única voz feminina nesta edição do Projeto Sala de Reboco, Karenn Fontes não se intimida neste universo musical dominado por homens. Ela se inspira em outras mulheres que quebraram barreiras e preconceitos para impor sua música, com qualidade e desenvoltura. O reconhecimento do público e da crítica a motivam a seguir adiante: premiada como melhor intérprete em 2005 no principal festival do gênero no Brasil, o FENFIT de Itaúnas, ela não poupa dedicação à sua carreira. Nascida em Belo Horizonte e criada em Aracaju, Karenn começou no forró com os irmãos do Trio Kangalha, e hoje dá sequência ao seu trabalho ao lado de músicos com bastante experiência – praticamente todos fazem ou já fizeram parte de outras bandas e trios, e na bagagem têm apresentações dentro e fora do país.
Caçula dentre todas as bandas que já se apresentaram nas seis edições desta temporada, a banda Temporana será a estreante da noite no Sala de Reboco. Com grande trânsito e amizade com os demais artistas mineiros escalados para este grande show, prometem uma apresentação inesquecível, para marcar a união dos forrozeiros mineiros e as férias de julho de 2017 para sempre.
INFORMAÇÕES:
Tel.: (31) 9.9957-5294 e 9.9184-2023
Facebook: www.facebook.com/projetoSaladeReboco
Instagram: www.instagram.com/projetoSaladeReboco
VALORES:
Ingressos limitados
1º lote = R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira) - promocional
2º lote = R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira)
3º lote = R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira)
VENDAS:
- Online: www.sympla.com.br/saladereboco (cartões e boleto bancário)
- Posto de venda: Restaurante e Pousada São José - Rua Álvares Maciel, 351 - Santa Efigênia (pagamento em dinheiro)
- Nas bilheterias do Music Hall, na noite do show, a partir das 20h (em dinheiro).
IMPROPRIEDADE:
18 anos
INCENTIVO:
Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais
REALIZAÇÃO:
Lapa Ação Cultural
PATROCÍNIO:
Net e Claro
Foto: Pedro Viotti
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