Notícias
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais interpreta composição inédita em BH de REINHOLD GLIÈRE, com solo de FABIO OGATA
Repertório dos concertos também conta com obras de Brahms e Berlioz
A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais interpreta composição inédita em seu repertório: Concerto para Trompa e Piano, de Reinhold Glière e recebe o trompista Fabio Ogata para interpretar os solos da peça. Sob regência do maestro assistente da OSMG, Sérgio Gomes, os concertos contam, ainda, com composições de Johannes Brahms e Hector Berlioz, representantes do período Romântico da música Sinfônica.
Trechos das obras serão interpretados na terça-feira (11), na série Sinfônica ao Meio-Dia, quando algumas pessoas da plateia poderão assistir ao concerto do palco, junto com os músicos. Trata-se do projeto De dentro do Palco, proposto pelo atual regente titular da OSMG, Silvio Viegas, que visa aproximar o público dos músicos da Orquestra. Já a versão integral das composições, será apresentada na quarta-feira (14), na série Sinfônica em Concerto.
Pilares do período Romântico – O repertório das apresentações tem início com a abertura de Carnaval Romano, do compositor francês Hector Berlioz. Escrita para grande orquestra, o destaque dessa composição é o potente solo para Corne Inglês, instrumento de sopro da família do oboé.
De acordo com Sérgio Gomes, Berlioz teve uma carreira brilhante, sendo reconhecido por criar músicas para enormes grupos orquestrais e grande influenciador do período Romântico. “Berlioz é um dos pilares do Romantismo, tendo influenciado outros conhecidos nomes do período, Richard Wagner, Franz Liszt, Richard Strauss e Rimsky-Korsakov, entre outros”, destaca.
O programa segue com Concerto para Trompa e Orquestra, do compositor russo Reinhold Glière. Inédita em Belo Horizonte, a obra é considerada uma das mais belas peças do repertório Romântico e a mais aclamada de Glière. Quando composta, em 1951, a obra já explorava ao máximo as potencialidades da trompa. “A trompa tornou-se um instrumento solo de gama completa. Muitos compositores, valorizando sua grande variedade e sonoridade rica, a incorporaram com grande destaque em suas obras”.
Mestre e aprendiz no palco – A exuberância da trompa na execução dessa obra foi, inclusive, um dos motivos para a escolha do solista Fabio Ogata. Ex-aluno de Sérgio Gomes, no curso de música da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), Ogata vai se apresentar pela primeira vez como solista da OSMG. O convite para solar foi uma forma de reconhecimento pelo belo trabalho que o músico vem desenvolvendo. “O Fabio é um artista muito talentoso e esse concerto foi o escolhido por ele para o recital de formatura. Sua participação ao lado da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais vai tornar esse repertório ainda mais especial”, destaca o maestro.
Para Ogata, esse concerto é uma das obras mais apreciadas por trompistas, não só pela excelência técnica que a peça exige, mas por sua beleza sonora. “Concerto para Trompa e Orquestra é uma das composições mais belas para o instrumento. Toda a desenvoltura da composição e a forma como foi escrita, privilegiando o instrumento, faz dessa obra uma peça fundamentalmente bela no repertório romântico. Ela exige muita técnica e concentração e, por isso, é um grande desafio e, ao mesmo tempo, um momento muito importante para o trompista”, destaca.
O trompista também destaca a relação pessoal que tem com a composição de Glière. “Esse concerto arremete ao princípio da carreira quando todo músico sonha adquirir a técnica suficiente para tocá-lo. E, comigo, isso não foi diferente. Acabei me apaixonando pela trompa quando ouvi a peça pela primeira vez, ainda criança. Interpretá-la ao lado da Sinfônica de Minas Gerais, com regência do maestro Sérgio Gomes, será, certamente, um dos momentos mais importantes da minha carreira”, pontua.
Lirismo e sinfônica – O repertório se encerra com Sinfonia Nº2, do alemão Johannes Brahms. Segunda das quatro sinfonias do compositor, a Nº 2 é considerada a mais lírica da série e está estruturada em quatro movimentos que contrastam entre o clima primaveril e o ambiente sombrio. Segundo o maestro, essa variação sinfônica na composição reflete a trajetória de Brahms no cenário da música erudita, já que o compositor viveu em uma época em que a vanguarda sonora estava entre o programatismo de Liszt e o cromatismo de Wagner. “A obra de Brahms representa a fusão da expressividade romântica com a preocupação formal clássica. Ele compôs música pura e diatônica, e ainda assim, conseguiu impor-se”, finaliza Sérgio Gomes.
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Seu atual regente titular é Silvio Viegas. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, do barroco ao contemporâneo, além de grandes sucessos da música popular, com a série Sinfônica Pop. Já estiveram à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais os regentes Wolfgang Groth, Sérgio Magnani, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Aylton Escobar, Emílio de César, David Machado, Afrânio Lacerda, Holger Kolodziej, Charles Roussin, Roberto Tibiriçá e Marcelo Ramos.
Sérgio Gomes – Graduado em trompa pela UFMG em 1997, nasceu no estado do Rio de Janeiro e iniciou seus estudos musicais com seu pai – o maestro Sebastião Gomes. A especialização em trompa se iniciou quando Sérgio possuía apenas 11 anos, na Escola de Música de Brasília, com o professor Raimundo Martins. Em 1977, passou a integrar como primeiro trompista a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, atuando também como solista. Em 1981, foi convidado a participar da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais como primeiro trompista e solista. Esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais na Série Sinfônica no Museu, Concertos Educativos, Concertos no Parque, Concerto na Cidade, Sinfônica ao Meio-Dia, Sinfônica em Concerto e Sinfônica Pop. Sergio é o primeiro trompista solista e regente-assistente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
Fabio Ogata – Iniciou seus estudos musicais na Banda Filarmônica Cardeal Leme de Espírito Santo do Pinhal e cursou o Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí (SP), sob orientação de Alex Soares e Adalto Soares. Em SP, estudou com o professor Mário Rocha, no Instituto Baccarelli integrando a Sinfônica Heliópolis. Participou da Orquestra Experimental de Repertório apresentando-se no Teatro Municipal. Formou-se na Academia de Música da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo onde teve aulas de trompa com o professor Ozéas Arantes e música de câmara com o professor Gilberto Siqueira. Apresentou-se com a Orquestra Sinfônica da USP e com a OSESP. É integrante da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2012, e está concluindo bacharelado na UEMG na classe do professor, maestro e trompista Sérgio Gomes.
Programa
Abertura Carnaval Romano
Hector Berlioz
Concerto para Trompa e Orquestra
Reinhold Glière
INTERVALO
Sinfonia Nº 2
Johannes Brahms
Foto: Paulo Lacerda FCS
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
