Notícias
As diferentes formas de amar
Especialista explica como o amor se torna base de qualquer relacionamento e de todas as virtudes humanas, seja na construção da família ou na formação de uma cultura
Muito se fala do amor que temos pelas pessoas, animais e objetos. Mas, afinal, o que é realmente o amor? Segundo a psicóloga e sexóloga Sônia Eustáquia, o amor é uma pulsão positiva para um objeto. "Entende-se como pulsão a carga de afeto e no caso do amor essa carga é de energia positiva, prazerosa e construtiva. Já o objeto pode ser entendido como as coisas e pessoas que recebem essa energia".
A filosofia separa três principais tipos de amor:
O amor universal (ágape), que é perceber Deus em todas as pessoas o que nos torna mais felizes e disponíveis para o outro;
Os afetivos/sexuais (eros);
E os fraternos (Filos), que é o amor associado, por exemplo, à amizade, entre irmãos e o companheirismo que se desenvolve num casal.
Para a especialista, o amor é um sentimento importante na vida das pessoas. Pois, ele é o primeiro sentimento nas leis que regem a ética humana individual ou social, além de ser o primeiro mandamento das leis de Deus. “Devemos nos amar intensamente (autoestima), só assim conseguimos amar o outro em transcendência do amor próprio. E só assim estaremos expressando o nosso amor a Deus”, completou.
Ainda de acordo com a psicóloga, o amor também pode ser sentindo de maneira igualitária entre duas pessoas. “Essa igualdade pode ser tanto no amor em modo geral quanto no amor erótico. Sendo que o amor erótico pode ser capaz de unir duas pessoas por longos tempos ou para a vida inteira. O amor enquanto filos e ágape são capazes de tornar o mundo melhor, sem guerras e violências”.
Além disso, ela explica que cada pessoa ama de maneira diferente, em Eros, filos ou ágape. “O ideal seria que nos amássemos para que assim pudéssemos transcender e transbordar de amor pelo próximo. Dando a cada pessoa o tipo de amor de cada momento”, afirmou Sônia.
Diferença entre paixão e amor
A sexóloga declara que a paixão pode ser definida como uma pulsão intensa destinada a um único objeto. “A paixão é um sentimento que dura pouco, porque não é possível viver tudo que a vida nos exige no estado de paixão. Ele é intenso demais e nos ocupa mentalmente por inteiro. Ela pode evoluir para o amor e dar sequência a uma relação, como pode sucumbir completamente. Viver uma paixão pode ser emocionalmente prazeroso, enquanto o amor é terno, calmo e mais construtivo”, garantiu Sônia.
Fonte: Sônia Eustáquia, psicóloga clínica e sexóloga (www.soniaeustaquia.com.br).
Foto: Divulgação / Facebook
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
