Notícias

Homens fumam 4 vezes mais que as mulheres e têm risco aumentado para câncer de bexiga

Especialista em tumores geniturinários explica que tabagismo não é único fator; pessoas saudáveis e mais jovens podem ter a doença

Embora o câncer de bexiga (carcinoma urotelial) acometa toda a população, a doença é mais predominante entre os homens, com 7.870 casos, e 3.500 registros entre as mulheres para cada ano do triênio 2023-2025, conforme estimativas do Inca. Ainda que não haja dados científicos para esclarecer a diferença na incidência do tumor entre os gêneros, o cigarro tem um importante papel, visto que é considerado o seu principal fator de risco, como analisa Flavio Cárcano, oncologista especialista em tumores geniturinários do Grupo Oncoclínicas.

“Um relatório global da OMS sobre tendências na prevalência do uso do tabaco (*) aponta que em 2020 os homens fumavam quatro vezes mais que as mulheres, e a projeção é que essa taxa passe para cinco até 2025, o que nos leva a associar tal comportamento a uma maior ocorrência da neoplasia entre o público masculino. Entretanto, outros agentes podem favorecer o desenvolvimento do carcinoma urotelial, como o contato com solventes químicos, uso crônico de sonda vesical de demora (Foley) – em casos de lesão na medula – e infecção pelo parasita Schistosoma haematobium – espécie encontrada comumente no Oriente Médio –, que podem gerar uma inflamação na bexiga”, elucida.

O oncologista salienta que o câncer de bexiga não surge exclusivamente pela exposição a tais situações de risco, visto que a composição genética e suas alterações podem ter uma forte influência, ou seja, como o organismo depura os componentes tóxicos e como evita o surgimento do tumor pelos mecanismos de reparo do DNA ou do sistema imunológico. “Portanto, pessoas saudáveis e mais jovens não estão imunes de ter a doença cujo pico de incidência é entre 60 e 70 anos”, descreve.

O principal indicativo do tumor é sangramento na urina que, segundo o médico, o próprio indivíduo consegue perceber. “Contudo, a presença de sangue pode representar causas benignas, como cálculo renal, por isso a necessidade de um diagnóstico diferencial. Outros sintomas podem se manifestar, como ardência, dificuldade para urinar e vontade de urinar o tempo todo (polaciúria)”, ilustra.

De acordo com Flavio Cárcano, 70% dos casos de carcinoma urotelial são superficiais, tratados com a raspagem da lesão e, em muitos quadros, seguidos do uso do medicamento onco BCG. “O onco BCG é uma imunoterapia que usa a mesma bactéria da vacina contra a tuberculose, porém é feita de modo a atenuá-la, e é aplicada dentro da bexiga. É uma terapêutica vital para muitos pacientes, pois reduz o risco de recidiva, mas o Brasil vem enfrentando sérias dificuldades em obtê-la devido à suspensão da sua produção pela Anvisa, que identificou irregularidades na fabricação”, finaliza o médico.

(*) https://www.who.int/publications/i/item/9789240039322. 

Sobre a Oncoclínicas

A Oncoclínicas - maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina - tem um modelo especializado e inovador focado em toda a jornada do tratamento oncológico, aliando eficiência operacional, atendimento humanizado e especialização, por meio de um corpo clínico composto por mais de 2.600 médicos especialistas com ênfase em oncologia. Com a missão de democratizar o tratamento oncológico no país, oferece um sistema completo de atuação composto por clínicas ambulatoriais integradas a cancer centers de alta complexidade. Atualmente possui 133 unidades em 35 cidades brasileiras, permitindo acesso ao tratamento oncológico em todas as regiões que atua, com padrão de qualidade dos melhores centros de referência mundiais no tratamento do câncer.

Com tecnologia, medicina de precisão e genômica, a Oncoclínicas traz resultados efetivos no acesso ao tratamento oncológico, realizando mais de 500 mil procedimentos no último ano (2022). É parceira exclusiva na América Latina do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Faculdade de Medicina de Harvard, um dos mais reconhecidos centros de pesquisa e tratamento de câncer no mundo. Possui a Boston Lighthouse Innovation, empresa especializada em bioinformática, sediada em Cambridge, Estados Unidos, e participação societária na MEDSIR, empresa espanhola dedicada ao desenvolvimento e gestão de ensaios clínicos para pesquisas independentes sobre o câncer. A companhia também desenvolve projetos em colaboração com o Weizmann Institute of Science, em Israel, uma das mais prestigiadas instituições multidisciplinares de ciência e de pesquisa do mundo, tendo Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas, como membro de seu board internacional.

Para obter mais informações, visite http://www.grupooncoclinicas.com

Foto: Divulgação

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.