Notícias

Grupo Galpão lança peça radiofônica “Quer ver escuta”

Na peça sonora, que estreia dia 10 de julho, 21h, na rádio Inconfidência, atores e atrizes louvam a poesia por meio de paisagens sonoras, diálogos, narrações e performances acústicas

As pessoas acostumaram-se a trabalhar e a se divertir com retinas grudadas às telas eletrônicas. O olhar, portanto, acaba confinado ao excesso de imagens e a mínimos espaços. Por meio das delicadezas do ouvir, ao contrário, é possível ampliar, dia a dia, os modos de fruição da vida – e da arte. Os sons, afinal, nos tornam do tamanho que bem desejarmos. Eis o mote da nova experiência estética – e sonora – do Grupo Galpão, que, no dia 10 de julho, às 21h, na Rádio Inconfidência, lança sua primeira série radiofônica, intitulada “Quer ver escuta”. A peça, que tem a poesia contemporânea como fio condutor, é resultado de experimentos sonoros realizados, nos últimos meses, pelos atores e atrizes do Grupo, sob direção de Marcelo Castro e Vinícius de Souza. Dentre os materiais produzidos, estão gravações de paisagens sonoras, diálogos, narrações e performances acústicas, que receberam tratamento de Davi Fonseca, diretor musical, e Pedro Durães, desenhista de som. Após a estreia na íntegra, a peça será veiculada também em cinco episódios, exibidos aos sábados e domingos subsequentes, sempre às 21h, na Rádio Inconfidência. A partir de 19 de julho, a experiência poderá ser apreciada nas principais plataformas de streaming como Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, também acessíveis pelo link anchor.fm/grupogalpao. A Rádio UFMG Educativa também veicula a peça na íntegra, dia 24 de julho, às 19h, e dia 29 de julho, às 17h.

No elenco, estão Antonio Edson, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André e Teuda Bara, com participações especiais de Alberto Pucheu, Clara Kutner, Felipe Andrade, José Artur Coelho de Aguiar, Masha Serebryakova, Mírian Cavour, Paulo José, Rossandra Cabreira, Simonete Torres, Walmor Corrêa e Zora Santos.

A peça possui o patrocínio máster do Instituto Cultural Vale, patrocínios da AngloGold Ashanti e banco BV, apoio da Cemig e Governo de Minas Gerais e parceria da Rádio Inconfidência e da Rádio UFMG Educativa, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e é realizada pelo Grupo Galpão, Governo de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, Pátria Amada Brasil.

Quer ver Escuta

Na peça, que também poderia ser chamada de “teatro para os ouvidos”, o ouvinte é convidado a adentrar histórias e situações, por meio de sons, ruídos, músicas, palavras e silêncios. Ficção e documentário se misturam nos cenários acústicos. Trata-se de trabalho de colagem, em que os fragmentos revelam personagens em busca de sentido para suas vidas. Em tempo de incertezas, eles se apegam à memória, como forma de não sucumbirem ao vazio e à alienação. Procuram modos de se comunicar – numa época em que a escuta é cada vez mais escassa –, ensaiam projetos de futuro e apostam no sonho e na resiliência. “A primeira obra radiofônica do Grupo Galpão é, especialmente, um chamado à escuta, uma provocação aos sentidos através dos ouvidos, um descanso da tela e da imagem em direção ao escuro da imaginação”, comenta o ator Eduardo Moreira, que neste experimento sonoro faz uma homenagem ao ator Paulo José.

O título do espetáculo, “Quer ver escuta”, faz referência a um poema de Francisco Alvim (Brasil, Araxá 1938). Estarão na experiência a poesia de outros escritores brasileiros – como Alberto Pucheu, André Dahmer, Angélica Freitas, Júlia Panadés, Prisca Agustoni e Ricardo Aleixo –, sempre com o intuito de atravessar narrativas e paisagens. Tudo decorre de longo trabalho sobre a poesia contemporânea, feito, pelo Grupo, desde quando preparavam a estreia do espetáculo “Quer ver escuta”, interrompido devido à pandemia. Em tais experimentos cênicos e poéticos, realizados no final de 2019 e em 2020, os diretores selecionaram obras poéticas a serem trabalhadas. O Grupo passou a ensaiar via Zoom, e o processo resultou no filme experimental Éramos em bando, lançado no fim do ano passado, numa parceria com os diretores Marcelo Castro, Vinícius Souza e Pablo Lobato.

“Havia esperança de voltarmos ao presencial, mas não deu. Nasceu, então, a ideia de criar uma experiência radiofônica, e de investir em sonoridades. Após tantos experimentos com imagens, os diretores resolveram apostar nessa última imersão, diante da impossibilidade de concretizar a cena no teatro”, relembra a atriz Inês Peixoto, ao destacar que tudo se revelou muito instigante: “A partir das inspirações poéticas, experimentamos tarefas e atividades que nos reaqueceram. Ao brincar muito com a escrita, tivemos que gravar e pesquisar, por exemplo, sons de papel rasgado, assovios, metais se raspando. Em outros exercícios, buscávamos adivinhar as sonoridades uns dos outros, que nos atravessam o dia a dia: passos na escada, sirenes, um zíper, uma colher na xícara. Ou o próprio silêncio”.

Os atores também realizaram diversos exercícios de escrita, propostos, como provocações, pelos diretores Marcelo Castro e Vinícius de Souza. “Escrevemos cartas uns aos outros, e tínhamos que gravar esses escritos. Fizemos, ainda, uma cena inteira, de algo que pudesse ser dito por nós. Em casa, eu e Eduardo chegamos a propor um diálogo juntos”, conta Inês, ao falar, ainda, de investigações sobre as próprias vozes e a prosódia dos atores: “Vimos que a intensa comunicação de hoje, por meio de aparelhos tecnológicos, acaba por desgastar a voz. Além disso, tudo nos levou a prestarmos atenção nos espaços de nossas casas. Onde seria melhor gravar as provocações propostas pelos diretores? Fiz tudo do meu armário, onde, como há muitos tecidos, além do oco da madeira, a acústica é boa. Desenvolvi, assim, meu pequeno estúdio”.

Para além da dramaturgia, os experimentos se revelaram processos de autoconhecimento do aparelho fonador e das possibilidades de escuta. “A gente enviava os exercícios gravados, e, então, fazíamos escutas do material de todos. Fomos apurando o ouvido, tanto na maneira de falar quanto de ouvir. O que podemos provocar na recepção? Descobrimos, assim, sonoridades cotidianas e modos de produzir sons. Foi uma maneira de afinar a escuta e a fala”, conta Inês, para quem a produção de sonoridades é aprimorada, justamente, por causa do ato de ouvir. “A criatividade nasce da abertura de escutas a sonoridades que, dia a dia, nos atravessam, mas às quais não damos importância. É um mundo que, às vezes, passa desapercebido”, completa.

A atriz sublinha a força imaginativa do rádio e a natural potência da poesia como elementos centrais à fruição dos públicos da peça. “Imagino que a experiência será bastante interessante para todos, pois lida com algo de que precisamos muito: poesia. É preciso continuar a acreditar no olhar poético para a vida. Temos vivido momentos de aniquilamento das subjetividades, em que o pensamento de destruição da delicadeza é aviltante”, comenta, ao frisar que os diretores encontraram lugares, na narrativa, para que cada ator pudesse salvar a poesia a seu modo: “O Galpão tem um público bastante eclético, que poderá fruir os episódios separadamente ou assistir à série toda. Será muito profundo e prazeroso para as pessoas. Apostamos em narrativas capazes de salvar a forma poética de olhar o mundo, assim como o modo de existir nessa brutalidade em que vivemos. É a resistência da poesia. Isso há de aquecer o coração das pessoas”.

Ao relembrar o processo de montagem do espetáculo, interrompido pela pandemia – e que culminou com a elaboração do filme Éramos em bando –, o ator Júlio Maciel ressalta a importante ideia dos diretores Vinícius de Souza e Marcelo Castro, ao construir, junto a Pablo Lobato, uma história a partir dos primeiros encontros: “A gente estava aprendendo a trabalhar com imagem e distanciamento. E a pandemia se estendeu. Era para estrearmos agora, neste ano, mas não conseguimos nos reunir. Surge, então, a proposta de trabalharmos apenas com áudio, em um momento, aliás, de overdose de imagens, com todos sempre diante das telas. Que tal seria partirmos para um caminho sonoro, já que a escuta tem se perdido?”.

A proposta da peça radiofônica em série se consolidou, assim como clareou o processo de trabalho de atores e atrizes. “Durante várias semanas, Marcelo e Vinícius fizeram exercícios conosco. As reuniões eram via Zoom, mas a gente tirava o vídeo para se acostumar com a questão sonora. Estávamos sempre criando pílulas e células de experimentação. Até a concretização dos episódios radiofônicos, foram quatro meses de encontros coletivos virtuais e conversas individuais com os diretores. Nesse pequeno programa, cada ator seguiria por um caminho diferente, para recuperar a ideia inicial da montagem do espetáculo: trabalhar com a poesia”, conta Júlio.

Na visão do ator, para o Galpão, trata-se de mais um desafio, o que é sempre bom. “Como Grupo, pensamos que devemos nos arriscar sempre, ao seguir por lugares desconhecidos ou que não dominamos. A questão do risco é muito estimulante. Neste caso, com a pandemia, precisamos reaprender e repensar a atuação a partir das telas, ou apenas dos sons. O que é essa força? O que é preciso fazer? Não se trata de personagem, ou de histórias. São envolvimentos e relações que buscamos, a partir dos poemas que cada um escolheu”, conta, ao destacar que, junto ao diretor musical do espetáculo, Davi Fonseca, a questão sonora também sempre se mostrou importantíssima: “Afinal, não é um espetáculo com personagens etc. Fomos criando situações, verdadeiras ou um pouco fora do real, que geravam outros tantos sentidos”.

Júlio Maciel compreende o processo como “uma grande viagem”, pois, desde o início, tudo se mostrou muito rico e instigante. “Foi frustrante parar com o espetáculo, mas, ao mesmo tempo, criaram-se novas possibilidades, que jamais teríamos elaborado se tudo isso não tivesse acontecido. Hoje, não haveria essa série radiofônica. Para mim, o processo se revelou muito potente, devido à forma como Marcelo e Vinícius nos instigaram e provocaram a criar materiais e caminhos”, diz, ao contar que, individualmente, construiu, como trajetória, o trabalho de tradução, em diversas línguas, de um poema de Prisca Agustoni: “Eu o trabalhei com a ajuda da Masha Serebryakova, professora ucraniana que mora no Brasil, e da indígena Rossandra Cabreira, uma Kaiowá. Elas o traduziram para seus idiomas. Durante o processo, fizemos chamadas para falar sobre o poema e o trabalho da escritora”.

A riqueza do processo vem, também, dos caminhos imprevistos. “Fiz aulas de russo e de Kaiowá. Foi muito interessante trabalhar a questão da linguagem. Também escrevi uma carta, ao Paulo André, sobre nossa relação de grupo. Tudo isso cria vínculos com o poema, junto às traduções. Construiu-se um jogo muito interessante na cabeça da gente”, relata, ao frisar, ainda, o prazer de conhecer Prisca Agustoni, Masha Serebryakova e Rossandra Cabreira. “Todas têm histórias muito intensas, fortes e diferentes. A experiência foi muito bonita! Destaco, também, como foi prazerosa a possibilidade de trabalhar com Marcelo, Vinícius e Davi, jovens diretores de Minas”, completa.

A visão dos diretores

“Quer ver escuta” é a primeira imersão do Grupo Galpão em projeto radiofônico, o que, para o diretor Vinícius de Souza, já é um fato incrível. “Quando um dos principais grupos de teatro do Brasil resolve fazer uma peça para rádio, é sinal de que há uma lufada de ar nessa linguagem, o que pode ser muito rico para o público. Temos um teatro para os ouvidos”, diz, ao explicar que, durante um mês, foi realizada uma série de experimentos: “Gravamos paisagens e diários sonoros, coletamos vozes, inventamos programas de rádio, investigamos a palavra, o som e o silêncio. O desejo era conhecer as possibilidades dessa linguagem. A disponibilidade e a curiosidade dos atores e das atrizes foram essenciais para que os experimentos nos apontassem caminhos interessantes”.

Segundo Vinícius, a ideia de uma radionovela contemporânea o persegue há bastante tempo: o que seria, hoje, de tal experiência, com uso das atuais tecnologias sonoras na dramaturgia, além de personagens, cenários, estruturas e questões de nosso tempo? “Essas perguntas estiveram muito presentes nesse processo. Aliás, não sei se o resultado é uma radionovela, mas trata-se de experimento muito instigante, que entrará nesse mundo dos podcasts popularizado, nos últimos anos, no Brasil. A peça é uma mistura de gêneros: tem um pouco de arte sonora, entrevista, ficção, documentário. E não se fixa em nenhum deles. Por isso, é instigante, expandida, e permite diferentes jeitos de ser envolvido por ela. Mas uma coisa é certa: ela pede ao espectador uma escuta atenta!”, comenta.

Para o diretor, a peça é um convite às pessoas, para que descansem de telas, imagens, e deixem a imaginação “correr” através do escuro do som: “Ela chama os ouvintes a pequenas histórias, a fragmentos de vida. Para contá-los, as vozes dos atores e das atrizes do Galpão se misturaram às de outras pessoas, de diferentes lugares. Há muitas participações, essenciais ao trabalho, pois alargam nossas perspectivas de mundo, e mostram belezas e terrores de nosso tempo”, descreve, ao destacar que a emoção da peça vem, também, do trabalho sonoro de Davi Fonseca e Pedro Durães.

“Os tratamentos e as composições originais deixaram-na profunda e sensível. Há, também, versos de poetas contemporâneos, vestígios de pesquisa que construímos com o Galpão há mais de um ano. A poesia, aliás, é a pedra fundamental da peça, e está na raiz dos desejos e das escolhas. Pode-se, inclusive, ouvi-la como um grande poema, em que cada episódio é um parágrafo: uma poesia que viaja solta, livre, sem tanta lógica, por paisagens e vozes. Há o desejo de que esse modo poético de ver as coisas, de fazer perguntas e projetar mundos nos oriente em momento tão difícil”, analisa.

O diretor Marcelo Castro lembra que “Quer ver escuta” resulta de processo realizado desde 2019, por meio de pesquisas com a poesia contemporânea brasileira, o Galpão e a própria construção teatral. “Naquela época, partimos das seguintes perguntas: o que o teatro pode fazer pela poesia? E o que a poesia pode fazer com o teatro? Desde então, temos pesquisado a fricção entre essas duas linguagens, entre a escrita poética e a performance, o que desaguou em várias descobertas. Em 2020, impedidos de estrear o espetáculo, construímos o filme Éramos em bando, e, agora, a peça radiofônica “Quer ver escuta”. O ineditismo da proposta passa, justamente, por essa questão sonora”, diz.

Afinal, como se trata de peça radiofônica na atualidade, feita em total isolamento, sem que os atores pudessem se encontrar, e sem a presença física dos diretores, o modo de produzir tornou-se bem específico: “Ao mesmo tempo, acho que a peça se revela muito urgente, pois convida à escuta, justamente, num tempo em que isso tem sido cada vez mais raro. Sinto que as pessoas falam o tempo todo, mas escutam pouco. As vozes poéticas estão cada vez mais abafadas por discursos autoritários, e temos descoberto que escutar é mais importante do que dizer”, conclui.


Os diretores

Marcelo Castro é um artista da cena, licenciado em Artes Cênicas pela UFMG. Desde 2016, pesquisa poesia brasileira contemporânea e as diversas formas de embate entre poema e performance. No teatro, desenvolve seu trabalho em parceria com diversos artistas e companhias teatrais brasileiras. Dentre outros trabalhos, dirigiu Éramos em bando (filme-ensaio do Grupo Galpão); “Danação” (solo de Eduardo Moreira, Grupo Galpão); “Quer ver escuta” (Grupo Galpão – em processo). Atua nas peças “Três Tigres Tristes” (Plataforma Planos Incríveis) e “Prólogo Canino-Operístico” (solo a partir do poema de Carlito Azevedo). Foi membro-fundador do Grupo Espanca!, onde permaneceu por 13 anos, atuou nos espetáculos “Por Elise”; “Amores Surdos”; “Congresso Internacional do Medo”, “Marcha Para Zenturo” e “O Líquido Tátil”, e dirigiu “Real” e “Dente de Leão”.

Vinícius de Souza é dramaturgo, ator, diretor e pesquisador teatral. Diretor artístico da plataforma Planos Incríveis e da mostra Janela de Dramaturgia. É mestre em Teatro pela UFMG. Como professor, coordena o Núcleo de Pesquisa em Dramaturgia do Galpão Cine Horto e leciona na escola de Teatro do Palácio das Artes. Foi um dos fundadores da Editora Javali, onde organizou a Primeira Antologia da Dramaturgia de Belo Horizonte. Dentre seus últimos trabalhos, estão o filme Éramos em bando, com o Grupo Galpão, e a peça-jogo “Desmemória”, sob direção de Yara de Novaes.

GRUPO GALPÃO

Criado em 1982, o Grupo Galpão tem sua origem ligada à tradição do teatro popular e de rua. Há quase 40 anos desenvolve um teatro que alia rigor, pesquisa e busca de linguagem, com montagem de peças que possuem grande poder de comunicação com o público. Formado por atores que trabalham com diferentes diretores convidados – como Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes e Marcio Abreu (além dos próprios componentes que também já dirigiram espetáculos do Grupo) – o Galpão formou sua linguagem artística a partir desses encontros diversos, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro.

FICHA TÉCNICA – QUER VER ESCUTA

ELENCO: Antonio Edson, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André e Teuda Bara.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS: Alberto Pucheu, Clara Kutner, Felipe Andrade, José Artur Coelho de Aguiar, Masha Serebryakova, Mírian Cavour, Paulo José, Rossandra Cabreira, Simonete Torres, Walmor Corrêa e Zora Santos.

POEMAS DE: Alberto Pucheu, André Dahmer, Angélica Freitas, Julia Panadés, Prisca Agustoni e Ricardo Aleixo.

O título da peça faz referência ao poema “Quer ver?” de Francisco Alvim.

 

EQUIPE

Concepção, dramaturgia e direção: Marcelo Castro e Vinícius de Souza

Direção musical e trilha sonora: Davi Fonseca

Desenho de som, mixagem e masterização: Pedro Durães

Músicos: Alexandre Andrés (Flautas), Alexandre Silva (Clarinete e Clarone), Davi Fonseca (Piano e Percussões), Luka Milanovic (Violino) e Ulisses Luciano (Trompete e Flugel)

Comunicação: Fernando Dornas

Comunicação on-line : Letícia Leiva

Assessoria de imprensa: Polliane Eliziário – Personal Press

Identidade visual: Filipe Lampejo e Rita Davis

Fotos: Mateus Lustosa

Direção de arte das fotos: Vinícius de Souza

Assistência de produção: Lica Del Picchia

Produção executiva: Beatriz Radicchi

Direção de produção: Gilma Oliveira

Produção: Grupo Galpão

 

GRUPO GALPÃO

ATORES

Antonio Edson - Arildo de Barros - Beto Franco - Chico Pelúcio - Eduardo Moreira - Fernanda Vianna - Inês Peixoto - Júlio Maciel - Lydia Del Picchia - Paulo André - Simone Ordones - Teuda Bara

EQUIPE

Gerente Executivo – Fernando Lara

Coordenadora de Produção – Gilma Oliveira

Coordenador de Comunicação – Fernando Dornas

Coordenadora Administrativa – Wanilda D'Artagnan

Coordenadora de Planejamento – Alba Martinez

Coordenador Técnico – Rodrigo Marçal

Produtora Executiva – Beatriz Radicchi

Comunicação online - Letícia Leiva

Assessoria de imprensa: Polliane Eliziário – Personal Press

Identidade visual: Filipe Lampejo e Rita Davis

Assistência de Produção – Lica Del Picchia

Assistente Financeiro – Cláudio Augusto

Serviços Gerais - Danielle Rodrigues

Gestor Financeiro de Projetos – Artmanagers

Lei Federal de Incentivo à Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais | Patrocínio máster: Instituto Cultural Vale|Patrocínio: AngloGold Ashanti, banco BV |Apoio: Cemig e Governo de Minas Gerais |Parceria: Rádio Inconfidência e Rádio UFMG Educativa |Realização: Governo de Minas, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, Pátria Amada Brasil.

ESTREIA NACIONAL NA RÁDIO INCONFIDÊNCIA

10 de julho de 2021, às 21h

 

ESTREIA NAS PLATAFORMAS DE STREAMING

19 de julho de 2021, às 20h

Spotify, Apple Podcasts e Google Podcasts

 

TRANSMISSÕES NA RÁDIO UFMG EDUCATIVA

24 de julho de 2021, às 19h

e 29 de julho de 2021, às 17h

 

Classificação livre

Foto: Mateus Lustosa

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.