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SÉRGIO PERERÊ comanda bate-papo sobre arte e ancestralidade afro-brasileira
O músico, cantor, compositor e multi-instrumentista Sérgio Pererê propõe uma roda de conversa para discutir como a ancestralidade africana influenciou a formação cultural brasileira. Abordando temas com a música e a dança, Pererê vai traçar um paralelo entre as características que mais aproximam a cultura brasileira das tradições africanas. A ideia para o bate-papo vem de um processo que o artista iniciou em 2014, ao visitar Angola, para se aprofundar em sua ancestralidade. Lá, descobriu que tem laços com o povo Mbundu, comunidade que, entre outras características, tem uma forte veia musical.
A partir desse contato, Pererê decidiu investigar como o fazer artístico de diferentes culturas africanas influenciou, moldou e modificou diversas manifestações, criando os chamados Reinos Negros do Brasil, que são as festas e celebrações que chegaram junto com os escravos e foram agregadas à cultura nacional com o passar dos anos. Em Minas Gerais, por exemplo, a tradicional festa do Congado tem profundas raízes nos reinos africanos, assim como o Maracatu, da região Nordeste, entre várias outras manifestações nacionais inspiradas ou recriadas graças à resistência cultural africana.
Intérprete que domina diversos instrumentos, Pererê é destacado pelo trabalho como percussionista e compositor - cujas obras já foram gravadas por nomes como Ceumar, Titane, Eliana Printes, Fabiana Cozza e Maurício Tizumba, além de ter algumas de suas músicas cantadas por nomes como João Bosco, Milton Nascimento e Chico César. Atualmente, integra o grupo Sagrado Coração da Terra, ao lado de Marcus Viana. Com origem no Bairro Novo Glória, região Noroeste da cidade, Pererê foi iniciado na música ainda na infância.
Foto: Divulgação
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