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Silviano Santiago fala sobre "Ser jovem na Belo Horizonte dos anos 50" no Sempre Um Papo
O Sempre Um Papo é viabilizado com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, Cemig e Usiminas, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo
O escritor e professor Silviano Santiago, membro da Academia Mineira de Letras, participou do Sempre Um Papo para falar sobre o tema "Ser jovem na Belo Horizonte dos anos 50". A conversa, mediada por Afonso Borges, que foi pré-gravada, vai ao ar no YouTube e Facebook do projeto, no dia 7 de julho, quinta-feira, às 19h.
O Sempre Um Papo é viabilizado com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, Cemig e Usiminas, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.
A juventude de Belo Horizonte na década de 50
No bate-papo com o jornalista Afonso Borges, Silviano abordou o contexto em que estava inserida a juventude da capital mineira na segunda metade do século XX. O autor pontuou as tendências que marcaram o cinema, a literatura, a pintura e o teatro da época, revelando como BH despontou como um importante polo cultural e artístico naquele período.
Um dos pontos destacados por Silviano ao longo da conversa foi a influência de Minas Gerais nas obras do Modernismo, principalmente no que diz respeito às questões culturais indígenas. Isso porque, estas questões vieram à tona na obra de modernistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade após uma viagem que eles fizeram ao estado, em 1924. É o caso, por exemplo, do Manifesto da Poesia Pau-Brasil, publicado no mesmo ano, e do livro Macunaíma, de 1928. “Os modernistas voltam para São Paulo descobrindo que há necessidade de criar uma nova ancestralidade para o Brasil. A ancestralidade indígena surge de uma viagem à Minas Gerais”, afirmou Santiago.
Outro tema abordado pelo autor durante o bate-papo foi a relevância de Belo Horizonte dentro do cenário artístico brasileiro e internacional em meados da década de 50. Silviano exemplifica isso lembrando que o dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett escolheu o Museu de Arte da Pampulha, que à época era um cassino, para encenar uma de suas peças, depois que ele já havia se aposentado. “Foi a primeira encenação ‘de fim de jogo’ de Beckett na América Latina”, contou Silviano.
Sobre o autor
Silviano Santiago nasceu em Formiga, no interior de Minas Gerais, em 1936. Doutor em letras pela Sorbonne, Silviano começou a carreira lecionando em renomadas universidades norte-americanas. Transferiu-se posteriormente para a PUC-Rio e é, hoje, professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Silviano é autor de romances, livros de contos e ensaios, entre eles “Machado” (2016), “Stella Manhattan” (1985) e “Em Liberdade” (1981). Pelo conjunto de sua obra, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras e o José Donoso, do Chile. Além disso, por seis vezes, foi vencedor do prêmio Jabuti, a mais tradicional premiação literária do Brasil. Em 2021, Silviano foi eleito membro da Academia Mineira de Letras.
Sempre um Papo – 36 anos
Criado em 1986, pelo jornalista Afonso Borges, o Sempre Um Papo é reconhecido como um dos programas culturais de maior credibilidade do país. O projeto realiza encontros entre importantes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros.
Em sua história, já ultrapassou os limites de Belo Horizonte e chegou a 30 cidades, em oito estados do país, tendo sido realizado também em Madri, na Espanha. Em 35 anos de trabalho, aconteceram mais de 7 mil eventos, que reuniram um público superior a 2 milhões de pessoas.
Serviço: Sempre Um Papo com Silviano Santiago
Dia 7 de julho, quinta-feira, às 19h
Local: YouTube e Facebook do Sempre Um Papo
Informações: www.sempreumpapo.com.br
Foto: Marcelo Tabach.
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