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TJMG distribui 190 toneladas de alimentos para doação

Aquisição, que vai beneficiar milhares de famílias, ocorreu via GMF, por meio de penas pecuniárias

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Gilson Soares Lemes, participou, nesta sexta-feira (2/7), da entrega simbólica de 190 toneladas de alimentos, que correspondem a 9,5 mil cestas a entidades que atuam com famílias em situação de vulnerabilidade social, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e interior.
 

Os recursos são provenientes de verbas pecuniárias, cuja gestão é feita pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e das Medidas Socioeducativas (GMF). Coube ao Núcleo de Voluntariado (NV) do TJMG destinar a arrecadação a 19 entidades para distribuição na RMBH e em mais sete comarcas.

O presidente Gilson Lemes manifestou alegria em por poder, em nome do TJMG, oferecer amparo aos cidadãos, em uma fase especialmente penosa para todo o mundo e, sobretudo, para os mais vulneráveis.
 

De acordo com o presidente do TJMG a questão se revela um instrumento de promoção de Justiça, de paz social e também de dignidade, trazendo calor humano à atuação em prol do cidadão desfavorecido.
 

"Queremos, por meio dessa empreitada, dar esperança às pessoas mais vulneráveis. O braço social do TJMG diversifica nossa atuação e vem se ampliando. Nesta gestão, o Núcleo de Voluntariado tem sido fundamental para esse trabalho, otimizando e intensificando seu esforço de atendimento a essas famílias", disse.

Ele também agradeceu a todos os que se empenharam para viabilizar a destinação dos recursos e para endereçar as doações a quem mais precisa, num serviço relevante e urgente. "Recebemos, com satisfação, o agradecimento de todas as entidades que assistem os beneficiários dessa ação. Poder fazer algo e doar é uma alegria ainda maior para nós, e por isso somos muito gratos. Como cristãos, sabemos que não há salvação fora da caridade", afirmou.
 

Ação conjunta

O coordenador do GMF, juiz Evaldo Elias Penna Gavazza, ressaltou que é particularmente significativo comemorar o primeiro ano da gestão 2020-2022 com um gesto concreto de caridade. Ele lembrou que, até o momento, mais de R﹩ 20 milhões oriundos de verbas de prestações pecuniárias já foram destinados ao combate à covid-19 e a populações necessitadas.
 

Segundo o magistrado, atendendo a solicitações de colegas do interior e da capital, o supervisor do GMF, desembargador Júlio Guttierrez, levou ao presidente, ao superintendente de saúde, desembargador Bruno Terra Dias, e à desembargadora Maria Luíza de Marilac, a proposta de socorrer grupos vulneráveis com recursos básicos.
 

"Houve sensibilidade de todas as autoridades e, agora, esses alimentos irão para os municípios mais carentes de diversas comarcas mineiras com menor índice de desenvolvimento humano (IDH). Com isso, o TJMG mostra que está atento a uma expansão de sua função social de entregar a justiça, colaborando com outros poderes e instituições para a melhoria da qualidade de vida do nosso povo", ressaltou.
 

Olhar solidário

A freira da Ordem das Irmãs Sacramentinas de Bérgamo, Irmã Maria do Rosário Caldeira, que falou em nome das demais entidades, disse que se considerava uma representante principalmente das famílias às quais o auxílio é direcionado. "A gratidão é o sentimento que domina essas pessoas, quando entregamos doações, porque elas se sentem vistas e amadas. Quando recebem alimentos, elas se comovem ao imaginar que alguém pensou nelas, lembrou-se de seu sofrimento e olhou para suas necessidades", afirmou.

Segundo a religiosa, com a pandemia, muitos perderam empregos, clientes ou mesmo toda a fonte de renda, lutando com dificuldades para arcar com moradia, alimentação e outros gastos. Para ela, a parceria das entidades e associações com o Tribunal é importante, porque se trata de uma instituição séria e de grande respeitabilidade, e isso resgata para as pessoas a autoestima e o sentido do próprio valor.
 

Gratidão

Na ocasião, a presidente do Núcleo de Voluntariado do TJMG, desembargadora Maria Luíza de Marilac, recebeu o troféu do Selo Mulheres Libertas, concedido a pessoas e organizações que contribuem para o empoderamento feminino e para a prevenção e o combate à violência doméstica. A honraria foi entregue pela superintendente adjunta da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), desembargadora Paula Cunha e Silva.
 

O presidente Gilson Lemes salientou que a desembargadora Maria Luíza de Marilac vem desempenhando "um trabalho incrível" à frente do Núcleo de Voluntariado, e que o reconhecimento lhe faz justiça.
 

A desembargadora Maria Luíza de Marilac parabenizou o presidente Gilson Lemes por "um ano de primorosa administração como chefe do Poder Judiciário", período em que vem demonstrando "firmeza, dinamismo e sensibilidade na busca de uma prestação jurisdicional de qualidade".
 

Segundo a magistrada, ele é atento às pautas humanitárias e tem "trabalhado incansavelmente para fortalecer as atividades do NV-TJMG, contribuindo para a incorporação dessa política à cultura do Judiciário e inserindo o tema na agenda da governança da corte mineira".
 

Graças a esse apoio, de acordo com a magistrada, foi possível atender, com 7 mil cestas, a indivíduos que enfrentam miséria extrema nas comarcas de Itambacuri e Jacinto, e nos municípios de São João das Missões, na comarca de Manga; Araporã, em Tupaciguara; Itinga, em Araçuaí; Joaíma e Felisburgo, em Jequitinhonha; e Bandeira e Divisópolis, em Almenara. Além disso, a RMBH foi contemplada com 2,5 mil cestas básicas.

"Em tempos de crise tão acentuada, em que se escancaram ainda mais as desigualdades sociais, ações como essa transbordam meu coração de alegria, pois dão esperança, amenizam a fome e levam dignidade às pessoas em situação de maior vulnerabilidade social. Essa cerimônia simboliza a união de esforços de uma rede interna que acredita que, principalmente nos momentos difíceis, temos de nos mobilizar em prol de sentimentos de amor ao próximo", disse.
 

Em relação à homenagem, a desembargadora Maria Luíza de Marilac, que foi superintendente adjunta da desembargadora Kárin Emmerich à frente da Comsiv, se declarou honrada. "Ser agraciada com o selo Mulheres Libertas só reforça minha responsabilidade de contribuir para o debate público sobre os direitos da mulher e para o enfrentamento da violência de gênero. Onde há violência todo mundo perde. A discriminação contra a mulher viola os princípios de igualdade de direitos e a própria dignidade humana", afirmou.

A magistrada disse que o momento é de gratidão. "Dizem que a gratidão é a memória do coração. Portanto, é no meu coração que guardarei essa homenagem. Meus agradecimentos ao presidente Gilson Lemes, à superintendente da Comsiv e querida amiga, Ana Paula Caixeta, à superintendente adjunta e querida amiga, Paula Cunha e Silva. Que Deus me dê a graça de ter um olhar sensível e humanizado, de me reconhecer no outro, e que eu possa ser sempre agente de transformação na construção de um mundo melhor", concluiu.
 

Presenças

A solenidade reuniu, ainda, a superintendente adjunta da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes, desembargadora Mariangela Meyer, que representou o 2º vice-presidente, desembargador Tiago Pinto; o superintendente de saúde do TJMG, desembargador Bruno Terra Dias; o coordenador-geral do programa Novos Rumos, desembargador Antônio Armando dos Anjos; representantes das instituições contempladas, magistrados e servidores. Estiveram presentes, também, o assistente de Comunicação da Pastoral Nacional do Povo da Rua, Felipe Marcelino; o coordenador da Paróquia Santa Clara de Assis, Fabiano de Paula Lana Silveira.

Foto: Mirna de Moura/TJMG

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