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Projeto Artifício tem show de encerramento autoral com Laura Sette e Bayer Lpz e promove a formação de jovens nos bastidores da cena artística

Os shows fazem parte do encerramento do ciclo de oficinas de formação sobre produção artística, direção de palco, sonorização, iluminação, cenografia e direção de arte para jovens que desejam trabalhar nos bastidores da cena musical

Um espetáculo é um espetáculo! Precisa de uma obra marcante, mas também de produção, iluminação, cenografia, direção de arte, sonorização, direção de palco e muito mais. É pensando justamente em abrir um diálogo sobre e entre essas categorias dos bastidores da cena musical e em instruir jovens para esse mercado que o Projeto Artifício surgiu e celebra agora sua segunda edição com show de encerramento no dia 16/7, domingo, às 17h, no Centro Cultural Urucuia, com apresentações musicais de Laura Sette e Bayer Lpz e participação do DJ Jhonny-x.

Para Ana Carolina Antunes, idealizadora e produtora do projeto, os bastidores da cena muitas vezes são feitos “como dá” e essa carência de profissionais no mercado é uma realidade que pode (e precisa) ser transformada, sobretudo a partir da formação de jovens oferecida e realizada de maneira descentralizada.

Com o intuito de ampliar esse acesso o projeto realizou gratuitamente um ciclo de oficinas para interessados em adentrar os bastidores da cena trazendo profissionais atuantes no mercado mineiro para dar aulas de produção, direção de palco, sonorização, iluminação cênica, cenografia e direção de arte. Com aulas teóricas e práticas, o encerramento do curso ganha forma com a realização de um show especial com as obras autorais de Laura Sette e Bayer Lpz. Os artistas foram premiados e selecionados a partir de chamamento público realizado pelo projeto, convidando intérpretes e músicos mineiros que desejavam ter seu trabalho autoral visibilizado e buscavam infra-estrutura para tal. O Projeto Artifício é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Segundo estudo encomendado pelo Ministério da Cultura à Fundação Getulio Vargas, divulgado no final do ano passado, para cada R$1,00 gasto na organização/operação das atividades do setor cultural e de economia criativa, são movimentados R$1,67 na economia. O dado mostra como o setor é capaz de impulsionar a atividade econômica local. Entretanto, essa realidade ainda não é valorizada como deveria. Para Bayer Lpz a cena cultural de BH tem se movimentado bem e tem fluido para um cenário cada vez melhor “Mas, o maior desafio mesmo é quanto aos investimentos nos artistas autorais. Nós artistas temos que investir muito pra ter qualidade e a venda necessária pra repor essa grana investida não chega com facilidade.” Produtora da cena e professora responsável pelas aulas de produção artística e direção de palco do projeto, Renata Almeida se posiciona no mesmo sentido: “O movimento popular do carnaval fez com que a data se tornasse uma das mais rentáveis para o comércio da cidade, mas ainda é pouco. Ainda temos espaços públicos sucateados, pouco investimento em capacitação, luta constante contra a informalidade dos profissionais, sobretudo de backstage, e falta de democratização do acesso aos editais, seja pela informalidade citada anteriormente, seja pela falta de acesso à informação. Casas de shows deveriam ser estimuladas, bem como parceria público privadas. Ainda há muito trabalho para melhorar a cena.

E quando o assunto é criar um criar um show musical “um espetáculo é um espetáculo” ressalta Camilla Buzelin, diretora de arte e cenógrafa responsável no projeto. Para ela olhar um show como um espetáculo por completo potencializa a entrega da obra e faz com que o que se pretende chegue com mais potência no público. “Eu vejo o mercado na cidade de Belo Horizonte, vejo os artistas se movimentando e uma cena mais jovem que vem aparecendo muito perspicaz em todos os assuntos. Eles conseguem dominar o posicionamento, a questão da estética e a produção. Percebo ao mesmo tempo também que as gerações anteriores estão ficando para trás nesse sentido, achando que às vezes é só a música que vai chegar… Ainda mais hoje em dia que a imagem é muito importante. Então, se essa imagem está mal trabalhada, o próprio som não chega com tanta potência. E eu vejo essa cena nova e potente aparecendo, dando conta disso tudo, muito facilmente, muito sem esforço, quase… naturalmente.”

Sobre Laura Sette

Moradora da zona Noroeste de Belo Horizonte, mãe de dois meninos e presente na cultura hip hop desde o ano de 2014, Laura Sette já lançou dois EP’s, diversos singles e participações musicais em trabalhos de outros artistas. Fez parte do grupo feminino de rap Fenda e é integrante do selo A Quadrilha. Em seus trabalhos Laura apresenta melodias diversas, letras empoderadas, realistas e repletas de musicalidade, a artista busca trazer pra muito perto de si o público feminino, que, a seu ver, há muito tempo carecia de identificação com o que era apresentado no cenário do RAP.

O último single lançado pela artista foi “BASIC B*TCH” (2022), que traz o beat de trap como base da trilha sonora para uma letra que expressa a personalidade da artista.

Já seu segundo EP, “Sete Línguas” (2021), conta com bets de vários artistas. Muito além de trazer seu sobrenome, o título é inspirado também na numerologia do número 7 e na música Seventh Son of a Seventh Son da banda Iron Maiden. O número ainda simboliza as sete faixas que exprimem o que a artista tem guardado em sua garganta. Cada música representa um dos sete pecados capitais e a forma como Laura os percebe na atualidade. O EP conta com beats de Weezecoocker, SuMadre Mandrake, Akin, Nerexx, Thiago Braga e Zinga.

Sobre Bayer Lpz

Fortalecendo cada vez mais seus laços com o Barreiro, seu território de origem, Bayer Lpz é um jovem artista da cena que se propõe a articular por meio de suas músicas posições artísticas sem deixar de fora a reflexão cultural e social refletidas no seu território.

Apresenta em seu repertório trabalhos que transitam entre diversos gêneros do rap, trazendo line-ups com uma sequência de trilhas que envolvem e conduzem seus ouvintes ao que considera ser a essência hip hop. Atualmente o artista é membro do grupo La Plaza Rap e do selo 2$ Selecta.

SERVIÇO: Show de encerramento do Projeto Artifício com Laura Sette e Bayer Lpz
Participação: DJ Jhonny-x.
16 de julho, domingo, às 17h
Centro Cultural Urucuia (Barreiro)
R. W-3, 500 - Pongelupe
Entrada gratuita

Mais informações pelo Instagram: @projetoartificio

Foto: Carlos Henrique

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