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Helio Flanders, da Vanguart, é o convidado do próximo Sarau Libertário, que acontece no MAP, domingo, dia 14/7
Além do cuiabano, quarta edição do evento em 2019 também contará com apresentações do mineiro Octávio Cardozzo e da cia teatral Quatroloscinco
“O Amor em Tempos de Caos” é o tema da quarta edição do Sarau Libertário em 2019, que traz como convidado o artista cuiabano Helio Flanders, vocalista, instrumentista e fundador da banda Vanguart. O evento também contará com apresentações do cantor e compositor mineiro Octávio Cardozzo, da companhia teatral Quatroloscinco e do coletivo No Caminho do Bem. Realizado mensalmente em aparelhos culturais da Pampulha, de forma gratuita, desta vez o Sarau Libertário acontece no domingo, Museu de Arte da Pampulha (MAP), a partir das 10h.
Segundo Flanders, discutir os sentimentos é sua verdadeira curiosidade enquanto artista e pesquisador da experiência poética. “Me interesso por esse grande mergulho na reflexão que envolve nosso círculo de afetos. Tenho falado bastante nos meus shows e também no meu livro (que deve ser lançado em novembro deste ano) sobre o que chamo de ‘a revolução dos sentimentos’”, afirma. “Para mim, este caos é infinito. Não vivenciaremos mais a paz, pelo menos não como costumávamos imaginar em nossos sonhos bucólicos. Cabe a nós entender que a revolução virá através da tolerância, da consciência do quão diversos somos. Achei de uma sensibilidade incrível a escolha do tema e estou muito feliz em poder contribuir”, completa.
O cuiabano conta que guarda grande afinidade com a capital mineira, onde também apresenta, no sábado (13), na Casa Híbrido, o show-leitura “Helio Flanders & As Folhas de Relva”, inspirado na poesia do norte-americano Walter Whitman. “É um dos lugares que já fui tantas vezes, e onde tenho tantos amigos queridos, que não seria exagero dizer que me sinto em casa. Existe uma riqueza nas Minas Gerais que escorre pelas ruas. Eu me sinto muito inspirado quando estou por aí”, diz. “Para um forasteiro apaixonado como eu, a Itabira de Drummond, a Divinópolis de Adélia, o Clube da Esquina, a banda Transmissor, a canção “Beagá”, da Maglore, tudo vai povoando o imaginário que salta diante de mim quando chego em Belo Horizonte”.
Octávio Cardozzo, que também é um dos produtores do Sarau Libertário, conta que a dinâmica do bate-papo e das apresentações será bem livre. “Primeiro, faremos uma conversa com o público acerca do amor nestes tempos de caos em que vivemos. Depois, o palco será aberto, inclusive para o público. Então, tudo pode acontecer”, diz o músico, que lançou seu último disco autoral, “Âmago”, em 2017. “É natural que, em tempos de crise, de desesperança, a gente queira falar daquilo que nos dói. Falar do momento político, da nossa ansiedade, da internet que nos consome. E falar de amor, em meio a tudo isso, é muito significativo. Ver o amor para não adoecer diante de tantas notícias ruins”, assinala.
Cardozzo comenta, ainda, o trabalho dos outros dois convidados para esta edição do Sarau. “O Quatroloscinco é um grupo de teatro incrível, premiado, com grande repercussão no Brasil inteiro. E é de BH, é nosso”, afirma. “O coletivo No Caminho do Bem faz um trabalho muito bonito de ocupação de lugares públicos para espalhar o bem, o amor e o auto-amor através das terapias holísticas, de forma beneficente”.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Sobre o Sarau Libertário
Neste ano, o Sarau Libertário contará com edições mensais, sempre aos domingos, que ocuparão quatro equipamentos culturais da Pampulha. A primeira edição, que aconteceu no Museu de Arte da Pampulha, abordou como tema a cultura afro-brasileira. O evento surgiu em 2016, movido pelo desejo de criar um espaço novo e plural para artistas independentes de Belo Horizonte.
Até hoje, foram realizadas 11 edições, que contaram com a participação de 35 artistas. A lista tem nomes da música, como Julia Branco, Di Souza, Kdu dos Anjos e Deh Mussulini; da literatura, como Lucia Castello Branco, Nívea Sabino e João Maria Kaisen; e do teatro, como as atrizes Lira Ribas e Mariana Arruda. “Começamos em 2016, com quatro ótimas edições. O tema do primeiro foi ‘Primeiras Palavras’ e o segundo ‘Cantar o Amor’. Já o terceiro foi ‘O Silêncio e o Grito’ e, o quarto, ‘Metamorfoses’”, relembra a produtora Bruna Kalil Othero.
“Em 2017, estreamos com um novo formato do Sarau, com o tema ‘Beagá em Cena’. No mês de junho, o tema foi ‘Gênero e Diversidade’ e, em setembro, ‘Poéticas da Mulher’. Para fechar, eu e o Octávio Cardozzo, que também produz o Sarau, montamos uma edição especial, chamada ‘Amor Amargo’”, completa. Já no ano passado foi a vez de debater o tema "Passados & Futuros", com Ana Elisa Ribeiro, Sidarta Riani e o Bremmer Guimarães. “Em junho, fizemos uma linda e potente edição sobre ‘Poéticas Negras’, com o professor Marcos Alexandre e a cantora Josi Lopes. Em dezembro, a última edição do ano teve como tema ‘Vozes Dissonantes’”.
Foto: Lucas Silvestre
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