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TAU – Território Arte Urbana anuncia os artistas selecionados para a 1ª edição do evento, de 24 a 28 de julho, em Belo Horizonte

A curadoria do projeto selecionou 15 artistas entre 200 inscritos de diversos Estados do País, sendo nove mulheres e seis homens.

Os amantes da cultura já podem anotar no calendário os dias 24 a 28 de julho, período em que acontecerá a 1ª edição do TAU – Território Arte Urbana, mostra de intervenções de artes visuais que será realizada em diversos espaços do bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. Quem passar pelo bairro durante o festival vai poder acompanhar os artistas realizando seus trabalhos em diversos suportes como pinturas, graffitis, instalações, lambe-lambes e fotografias. Armados com sprays, tintas, linhas e muita criatividade, eles vão transformar o bairro em uma galeria a céu aberto.

Com a realização da mercê soluções culturais, o TAU vem para fortalecer ainda mais a arte urbana na capital mineira, promover a criação artística de forma aberta e participativa e colaborar para o crescimento de projetos desta natureza. A equipe do projeto e os curadores Marcela Yoko e Tales Bedeschi acabam de anunciar os 15 artistas selecionados entre os 200 inscritos para a 1ª edição do TAU. Entre as obras escolhidas estão grafite, pintura, instalação, fotografia, escultura, bordado e lambe-lambe.


O time de artistas que realizará as intervenções visuais nas fachadas de bares e comércios e no muro do metrô da parte baixa do bairro Santa Tereza é majoritariamente feminino e composto por nomes consagrados e novos talentos. Nas fachadas estão os belo-horizontinos Clara Valente, Fernando Fonseca, Itamara Ribeiro, Karina Felipe, Priscila Amoni, Tatiana Cavinato e Zadô Luz; o paulistano Cris Rodrigues; e Guilherme PAM, de Guapé, Minas Gerais. Entre os eleitos de BH que realizarão as obras no muro do metrô estão nomes do graffiti e do muralismo como Alexandre Rato, Binho Barreto, Iron e as artistas Camila Lacerda, Denise dos Santos e La niña. “Tivemos 200 inscrições, onde 73 eram proponentes mulheres, o que nos foi uma grata surpresa, uma vez que a equipe que compõe a organização do projeto também tem sua maioria mulheres.” diz Gisele Milagres, idealizadora do projeto TAU.

São nove trabalhos em nove locais distintos que formarão um circuito de obras que se inicia pela Praça Duque de Caxias, seguindo pelas ruas Mármore, Dores do Indaiá, Divinópolis e Silvianpólis. O circuito culminará na Praça Joaquim Ferreira da Luz, onde acontecerão seis intervenções de muralismo e grafite no muro do metrô. Os trabalhos ficarão expostos para visitação de 28 de julho a 19 de agosto.

A curadoria selecionou as ideias mais adequadas ao projeto, tendo como norte cultural as temáticas abordadas, a diversidade de técnicas e a adequação aos locais escolhidos para o desenvolvimento das obras nas fachadas. Para o muro, os critérios foram os mesmos, com exceção às adequações aos locais por se tratar de um muro onde o edital previa obras preferencialmente em formato 2D e com características de um suporte que pudesse permanecer por mais tempo para visitação. “A proposta é que os moradores e visitantes de Santa Tereza e da cidade desfrutem do processo criativo que transformará a aparência dos locais graças às técnicas, materiais, conceitos e qualidade artística das propostas”, como pontua a organização do projeto.

O TAU vem promover um espaço de experimentação para artistas em busca de novos desafios, proporcionando um contato direto do público com a arte urbana e contemporânea fora dos seus espaços comuns de exibição como museus e galerias. Temas como a história do grafite em BH, a presença feminina na arte de rua, as diferentes vertentes e manifestações da arte urbana serão apresentados e discutidos durante a realização do TAU – Território Arte Urbana. O evento procura potencializar, organizar e incrementar as intervenções de artes visuais como parte da paisagem do bairro.

O festival também contará com a exibição de uma Mostra de Filmes de Arte Urbana e dois seminários abertos ao público no MIS Cine Santa Tereza e Exposição na Galeria Mama/Cadela em parceria com a Casa Camelo - Edição TAU. Para o encerramento, no dia 28 de julho, o TAU promoverá algumas atrações em parceria com projetos de grande importância para as artes visuais e urbanas em Belo Horizonte como a Edição especial do percurso Pedalando Pelos Muros do Instituto Amado, a visita guiada pelo circuito de obras e atividades na Praça Joaquim Ferreira da Luz com as atrações DJ Amy, Breaking no Asfalto, stand com produtos do Museu de Rua e Kitutu.

Inspirado no projeto C.A.L.L.E que acontece anualmente no bairro Lavapiés, em Madrid, na Espanha, o TAU também vislumbra a possibilidade de um pequeno mapeamento de artistas da capital mineira, de Minas Gerais e do Brasil dedicados a pensar a relação entre a arte e o urbano.

“Tive a ideia de realizar o TAU assim que voltei do mestrado em Madrid, onde pude ter contato com o projeto C.A.L.L.E, em 2015. Escolhi o Santa Tereza por ter uma relação afetiva e por conta da tradição do bairro de ser uma zona boêmia e onde vivem diversos artistas de todas as áreas. Com essa iniciativa pretendemos fortalecer a arte urbana em BH e promover um espaço de incentivo, encontro e troca para os participantes”, conta Gisele Milagres.

Realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte - Fundação Municipal de Cultura, o TAU – Território Arte Urbana é executado pela mercê soluções culturais com o patrocínio da Lápis Raro Agência de Comunicação. O projeto conta ainda com o apoio do MIS Cine Santa Tereza, da CBTU - Companhia Brasileira de Trens Urbanos, Santa Pizza, Restaurante Sheridan, Xeque-Mate e Paris 68. E parceiros Museu de Rua, Cura – Circuito Urbano de Artes, Galeria Mama/Cadela, Casa Camelo, Instituto Quarto Amado, Breaking no Asfalto e Kitutu.

Curadores

Tales Bedeschi é artista visual, professor no Instituto Federal de Minas Gerais - IFMG, Campus Santa Luzia. Tem experiência com projetos de mediação em Arte Contemporânea e Arte/Educação em contextos periféricos. Participou de exposições no Brasil, Cuba, Estados Unidos e Uruguai e atuou com projetos de intervenção urbana frente a coletivos de arte e plataformas independentes, como o Kaza Vazia, que apropria espaços da cidade a fim de desenvolver projetos colaborativos de experimentação e exibição em arte.

Marcela Yoko é produtora e curadora com formação artística e especialização em ensino e pesquisa no Campo da Arte, Cultura e Educação pela Escola Guignard e integra o Coletivo Maria, vem com as outras! Atualmente desenvolve projetos em Artes Visuais no Sesc em Minas e é criadora de eventos como Projeto Parede, Mostras de Artes Visuais, café@mostra, entre outras produções de exposições na Galeria de Arte GTO (Sesc Palladium - 2011-2012) e mostras itinerantes pela capital e interior de Minas no projeto do Departamento Nacional do Sesc, ArteSesc.

Locais de exibição

As intervenções artísticas serão realizadas nos seguintes espaços comerciais parceiros do projeto:

Salão da Léia - Rua Mármore, 430

Mercearia do Nivaldo - Rua Mármore, 567

Restaurante Sheridan - Rua Mármore, 588

Desde 1999 - Rua Mármore, 758

Bar do 1000ton - Rua Mármore, 825

Bar Santê - Rua Dores do Indaiá, 96

Santo Ofício Coworking - Rua Divinópolis, 284

Santa Pizza - Rua Silvianópolis, 452

Birosca S2 - Rua Silvianópolis, 483

Praça Joaquim Ferreira da Luz, s/n.

Foto: Eduardo Eckenfels

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