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Elomar apresenta o concerto "Muntano o Mondengo” em BH

Elomar Figueira Mello e João Omar apresentam concerto com repertório criado com o objetivo de valorizar a história dos viajantes, retirantes, tropeiros, andarilhos errantes e cegos cantadores.

Muntano o Mondengo, com Elomar Figueira Mello e o músico convidado João Omar, trafega pela história do Brasil através da música, perpassando as rotinas dos tropeiros, vaqueiros e retirantes, numa leitura de seu universo simbólico e fantástico. A expressão ‘Muntano o Mondengo’, faz referência aos versos da canção “Na Quadrada das Águas Perdidas, também título do segundo álbum musical de Elomar, gravado nos estúdios do Seminário Livre de Música da Universidade Federal da Bahia, em dezembro de 1978, com participação e muito empenho dos malungos Dércio Marques, Carlos Pita, Fábio Paes, Xangai, Elena Rodrigues Neuma, Cal, Limonge e o saudoso Alevando Luz. “Com algumas penadas do também saudoso Ernest Widmer”, completa Elomar.

A canção “Na Quadrada das Águas Perdidas” conta a história de uma viagem, de caminhos trilhados pelo autor e um certo personagem, que passam por reinos e lugares inusitados, lugares encantados, carregados de mistérios e crenças que povoam o imaginário do homem sertanejo.

Elomar Figueira Mello, um artista que conquistou respeitabilidade no meio da música popular genuinamente brasileira e na música erudita mais elaborada, compõe suas obras percorrendo os "lugares encantados”, a sua “geografia inventada”, onde estão as nossas raízes culturais, nos oferecendo um arsenal de pérolas garimpadas e buriladas desde as "Barrancas do Rio Gavião", passando pela "Serra da Carantonha", as planícies sinfônicas da "Lagoa dos Patos", até chegar na Serra da Tromba, “lá onde Maneca chorô”, e hoje de volta ao velho "Pouso da Casa dos Carneiros", em Vitória da Conquista - BA, onde mora e produz, com o compromisso de dar continuidade e concluir sua obra, ofício que acredita ser uma missão.

O concerto traz o Sertão Profundo de Elomar (aquele lugar vaporoso, que se desmancha toda vez que se alcança) a Belo Horizonte, no Teatro Bradesco, na incomum interpretação de Elomar com seu violão e voz de menestrel, além do maestro João Omar violonista, violoncelista, filho de Elomar. A apresentação é uma oportunidade capaz de transportar o público para uma viagem com estes dois andarilhos capitaneada por uma linguagem musical elaborada no português vernáculo, dos tempos do começo e também no dialeto roçaliano, cunhado na obra de Elomar, como “dialeto sertanez”.

Montanu o Modengo faz parte da Agenda Nacional “Homenagem ao Menestrel”, em comemoração aos 80 anos do cantor e compositor brasileiro Elomar Figueira Mello completados em 21 de dezembro de 2017. Nas palavras de Rossane Nascimento, produtora de Elomar, “os tropeiros ‘muntandos mundengos’ atravessaram o país de ponta a ponta, levando a sua cultura por onde quer que passassem; aprendiam e ensinavam. Geravam riquezas, difundiam hábitos e costumes. Faziam florescer cidades a partir de simples rancharias, deixando como legado hábitos e costumes ainda presentes na vida cotidiana”.

Foto: Kika Antunes

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