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Em comemoração aos 100 anos de tradição como cafeicultores, família mineira lança café especial Prosa na mostra Modernos e Eternos em BH
O café especial será lançado no Espaço Prosa, ambiente da mostra Modernos e Eternos, inspirado pelo universo modernista regional do café assinado pela arquiteta Janaína Pacheco
É bastante comum consumidores reclamarem que o Brasil, sendo o maior produtor de café — responsável por 1/3 da produção mundial — exporta os melhores grãos e destina os menos aromáticos e saborosos ao mercado interno. Na contramão dessa tendência histórica, produtores têm se especializado na seleção e torra de grãos tipo arábica de alta qualidade para consumo em terras brasileiras. São cafés especiais capazes de atender aos mais exigentes paladares e olfatos.
Com isso, a novidade no mercado é o lançamento do Prosa, um café arábica de altíssima qualidade produzido no Cerrado Mineiro e que pode ser degustado em primeira mão pelo público na mostra Modernos Eternos em Belo Horizonte. O Prosa, que inspira o Espaço Prosa da conceituada arquiteta Janaina Pacheco, é o café oficial da mostra — que reúne o melhor da arquitetura mineira, artes plásticas, gastronomia, música e comemora um século da Semana de Arte Moderna de 1922.
O Prosa é resultado de 100 anos de tradição na produção e exportação de café por uma família mineira que há quatro gerações dedica-se ao seu cultivo. A primeira começou nos anos iniciais da década de 1920, quando o patriarca Alfredo Alves da Silva já destinava os grãos cultivados à exportação para o mercado europeu.
A segunda geração, liderada pelo filho de Alfredo, Francisco Alves da Silva, deu continuidade a essa tradição. Em 1977, ele comprou a Fazenda Limoeiro na Chapada dos Pilões, local onde o café Prosa atualmente é produzido. A propriedade é dotada de condições excepcionalmente boas para produção de café: altitude elevada, clima ameno e solo argiloso.
O representante da terceira geração, Wander Lúcio, entusiasta da cultura mineira, dedicou sua vida aos estudos e às atividades agrícolas. Ele uniu as mais modernas tecnologias às técnicas tradicionais do cultivo cafeeiro. Todo esse trabalho e essa utilização de novas práticas de plantio almejam obter na fazenda uma produção cada vez mais sustentável, natural e orgânica dos grãos.
Finalmente, na quarta geração, Isabella Guimarães, que é a gestora do Projeto Prosa, há alguns anos se prepara para este novo desafio: construir uma marca de café especial.
“Nosso objetivo é construir uma marca com raízes mineiras, vinda de uma colheita selecionada a partir dos melhores frutos do mundo. Quero que o nosso café seja uma obra de arte”, afirma.
Qualidade de origem
As escolhas são realizadas ainda na pré-colheita por técnicos em torrefação e baristas que provam e selecionam, na lavoura, os frutos mais aromáticos e com mais açúcares. O resultado é um café de bebida fina, de altíssima qualidade, com notas de chocolate, caramelo, nozes e cana-de-açúcar que evidenciam, neste bourbon vermelho, o melhor da safra 2021.
O Prosa pode (e deve) ser bebido sem adição de açúcar ou adoçantes, mesmo por aqueles acostumados a tais aditivos. Isso porque ele não amarga; é naturalmente doce e não acidifica a boca, dispensando também aquele gole d’água usado para dispersar o gosto ácido que deixaria se fosse um café comum. Pelo contrário, é agradável manter na boca o gosto suave, ao mesmo tempo marcante e adocicado, do Prosa.
O lançamento acontece em 2022 justamente para comemorar os 100 anos de envolvimento e dedicação de quatro gerações dessa família mineira à cultura do café. É o resultado de um olhar poético que mirou, por anos, produzir um café adequado à prosa entre amigos que fosse poesia para os sentidos.
O ambiente Prosa, na Modernos Eternos, foi inspirado nessas qualidades do café oficial da Mostra. O projeto, que acontece até 7 de julho, em Belo Horizonte, apresenta um conceito moderno e inovador para espaços corporativos, com uma atmosfera leve e acolhedora integrada à notoriedade e requinte conferidos pelo café.
"A gente quis dar um novo sentido para um hall. A ideia foi trazer vida e torná-lo mais interessante. Um ponto de encontro, de negócios ou simplesmente de uma boa prosa", afirma a arquiteta Janaína Pacheco.
Arquitetura, arte e gastronomia! Uma boa música e muita prosa.
Foto: Pixabay
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