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"Chão”, novo álbum da banda Ponto Qu4tro, leva ao público músicas que despertam a firmeza e leveza da vida; Turnê de lançamento terá mais uma apresentação gratuita, no sábado, 8 de julho

A banda, que recentemente esteve com o novo projeto na Autêntica e no Tranquilo BH, fará seu segundo show gratuito da turnê de lançamento no dia 8 de julho

Músicas vibrantes e letras profundas são características da banda Ponto Qu4tro desde sua criação em 2017. Composta por Anna Lages, Calixto e Luísa de Paula, a banda barreirense se apresenta em turnê de lançamento de seu segundo álbum "Chão". A turnê, que já teve a primeira apresentação, agora, se prepara para chegar no Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango, 08 de julho, às 18h. Com letras profundas em ritmos vibrantes, o público poderá absorver as mensagens tanto pelo desejo de dançar quanto pelo sentir as letras. “Chão”, que está disponível em todas as plataformas digitais (https://linktr.ee/PontoQu4tro), promete conexão com o público ao refletir a evolução dos trabalhos do grupo em sua caminhada - e a busca - por caminhos mais seguros e mais leves. O show terá abertura com a participação especial de Tamara Franklin. A programação é gratuita e aberta para o público sem necessidade de retirada de ingressos. Para mais informações, acesse: https://www.instagram.com/pontoqu4tro/

Cercados de admiradores, amigos e apreciadores de boa música, Ponto Qu4tro fez o primeiro show da turnê “Chão”, no último dia 17. O espaço intimista do Centro Cultural Lamparina, que abriga aulas, oficinas educativas para discutir diversidade e eventos culturais, se tornou o palco do primeiro dia da programação, com show de abertura do convidado Marquim D' Morais, multi-artista, nascido e criado no Aglomerado da Serra em Belo Horizonte. Na ocasião, Ponto Qu4tro imprimiu sua característica mais marcante: músicas dançantes, potência percussiva capazes de sintonizar quem os assiste a um verdadeiro momento de descompressão da rotina. O repertório convidativo trouxe além da proposta de “Chão”, as músicas do trabalho anterior “Exu te Ama”, despertando diversas dinâmicas entre público e artista como desejos, pensamentos sobre futuro, sensações sobre amor e formas de se divertir para além das dificuldades. Em uma apresentação emocionante e coesa, o trio demonstrou muita sintonia entre os integrantes, bem como com o público presente. Anna Lages, Calixto e Luísa de Paula exploravam a potência vocal e com capacidades técnicas de multi-instrumentistas, envolveram o público com seus arranjos e habilidades.  

Próxima apresentação - A junção das identidades musicais despertam, em quem os assiste, a vontade de ver novamente e acompanhar a banda. Oportunidade que poderá acontecer no show que encerra esta turnê gratuita, no sábado, 8 de julho. Neste segundo show, Ponto Qu4tro convida Tamara Franklin para realizar a abertura do evento. Natural de Ribeirão das Neves/MG, Tamara Franklin exibe, em pocket show, canções de “Fugio- Rotas de Fuga pro Aquilombamento”, seu disco lançado em 2020. O álbum é resultado de uma pesquisa sobre o reinado de Nossa Senhora do Rosário. 

Ponto Qu4tro se encontra com o público às 18h do sábado, 8, no Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango - comunidade religiosa intitulada Associação de Resistência Cultural da Comunidade Quilombola Manzo Ngunzo Kaiango. O local funciona na periferia de BH, no Bairro Santa Efigênia, e é uma referência política e social para toda a comunidade local, extravasando seu papel de espaço religioso. A noite será marcada pela combinação da proposta da banda para um show intimista, que se une aos de Tamara. Ela instiga a pensar sobre a realidade social, ao mesmo tempo em que exploram o viés subjetivo da existência humana. Em “Chão”, Ponto Qu4tro promove reflexões acerca de questões e dores cotidianas, sejam elas relacionadas à maternidade, ao racismo ou ao machismo, em especial àquelas experimentadas em um cenário pandêmico e pós-pandêmico. Não é necessário retirada de ingressos.

Sobre Ponto Qu4tro - O Ponto Qu4tro, que desde a sua fundação tem circulado por Belo Horizonte tocando em locais importantes para a cultura local, utiliza a música como ferramenta de reflexão abordando temáticas relacionadas ao racismo, machismo, maternidade e vivências periféricas. Os moradores da regional Barreiro apresentam trabalhos autorais com o apoio coletivo de fãs e amigos artistas. O primeiro álbum do Ponto Qu4tro, intitulado "Exu te ama" foi lançado de forma independente em 2019. Anna Lages relata que, naquele ano, eles compartilharam suas jornadas, e agora, dão mais um passo em suas carreiras. “Eu sinto que ‘Exu te ama’ abre as portas ao nos apresentar ao público. É um álbum em que estamos nos entendendo e nos cuidando”. Para ela, ‘Chão’ representa uma continuidade. “Chão é a caminhada. A gente espera que seja mais leve do que foi até aqui", complementa.

Se em ‘Exu te ama’ era uma apresentação de Ponto Qu4tro em que mostrava como o trio vivia a espiritualidade, ‘Chão’ é uma mistura de referências que constroem um pouso em novos solos. Composto em período pandêmico, os artistas se reuniam na casa de Anna e Calixto, para composições que foram muito mais coletivas do que o trabalho anterior. Mas se engana quem acha que o álbum feito na pandemia traz apenas dores do período. As reflexões eram presságios dos desejos para os rumos da carreira, a criação de filhos e a certeza de dias mais leves. Anna Lages, mãe de dois, e Luísa, que teve um bebê no período, usaram o momento para se unir formando uma rede de apoio entre mulheres mães. Para elas, o álbum também representa o quanto as mulheres, neste papel, são merecedoras das diversas formas de expressar seus prazeres. “Foi uma mistura de tudo! Ao mesmo tempo que a gente passou por esse momento de pandemia em que não tinha ninguém perto, a gente fez as letras juntos no caos de não ter dinheiro, com criança para criar. Foram surgindo questões: como a gente vai se encontrando nesse meio? Como a gente vai se cuidando no meio disso tudo?” reflete.

E nesta reflexão de tantas questões que “Chão” foi produzido de forma independente com o apoio de pessoas que aderiram ao financiamento coletivo. Luísa destaca a pluralidade de emoções que surgiram no momento da produção, como também a mensagem que é transmitida no tempo atual. “Quero que as pessoas escutem isso, gostem e que, ao mesmo tempo, eu possa dizer coisas sobre minhas e nossas vivências”. Ela conta que dentro da banda, foi a pessoa que pensou no chão como esse espaço de conforto e acolhimento. Mas ressalta: “Não é porque as narrativas têm sua densidade que não há alegria. É um álbum dançante, divertido".

Álbum dançante - A construção de “Chão" começou em 2020 e traz muito forte o conceito de dimensão e a força de cada indivíduo em sua própria vivência. A estética e suas composições trazem a realidade de lutas diária - tão comum ao povo brasileiro. O álbum possui seis faixas: Pra Onde Eu Vou, Toda Cidade (feat com Marcos Suzano), Sem Lugar, Longe Daqui, Suor e Marginal (feat Enversos), de músicas com ritmos dançantes que exploram recursos percussivos interessantes para alcançar as pessoas pelo desejo de dançar, bem como quem presta atenção nas letras. Com mais pesquisas sobre os arranjos, “Chão” é uma evolução do Ponto Qu4tro. As faixas dão conta do amadurecimento do grupo através dos arranjos e vozes trabalhadas com ainda mais cuidado. “Tem a ver com 'Vamos fazer uma coisa dançante', mas, ao mesmo tempo, quem quiser escutar a letra, vai escutar. Quem quiser somente dançar, vai dançar. Foi uma busca para encontrar mais pessoas através de linguagens mais amplas”, explica Anna Lages. Calixto conta que foi um álbum escrito durante a pandemia, mas no entanto está longe de ser datado. Ele explica também que a presença do público dá um novo tom e potência para a capacidade artística do grupo. “Convidamos para que as pessoas sintam e vejam, que estejam presentes absorvendo a ideia. Isso tem uma potência muito grande, porque é quando a gente consegue aproveitar ao máximo a nossa capacidade artística" afirma.

A circulação em tour de ‘Chão’ foi executada com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, com a produção cultural da Mexerica Cultural. 

Propósito - Por ser uma banda constituída por pessoas periféricas, os músicos entendem a importância da devolução para a comunidade do trabalho realizado por eles. Como uma contribuição na formação do público acerca das produções independentes da cidade, a intenção da circulação do show não servirá somente para levar cultura a quem tem menos chance de acesso, como também para concretizar uma troca de experiências entre comunidade e artistas. Com o objetivo de estabelecer e alimentar a construção coletiva da valorização das culturas de matriz africana, afro-mineiras e do Hip Hop, foram escolhidos centros culturais que estão localizados em espaços distanciados do eixo central e que dialogam com as temáticas trabalhadas nas produções artísticas da banda. Como homem negro e periférico, Calixto ressalta que este é um passo fundamental na trajetória da banda, que tem como propósito fomentar o diálogo e o lazer para o público das periferias. Ele ressalta ainda sobre a escolha pelos espaços: "Nós sempre buscamos pensar em ações voltadas para esse contexto de valorização dos espaços periféricos. Nosso objetivo é levar as pessoas a esses lugares e compartilhar nossa arte com elas."

Serviço

O QUE É: Lançamento do álbum "Chão" da banda Ponto Qu4tro - 08/07
ONDE: Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango (Rua São Tiago, 216 - Paraíso)
QUANDO: 08 de julho às 18h
INGRESSO: gratuito sem necessidade de retirada (sujeito à lotação)

Foto: Anna Lages

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