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Sebrae Minas sediou “Caravana Brasil pra Elas” em Belo Horizonte
Evento ofereceu serviços gratuitos às mulheres que têm ou querem abrir o próprio negócio
Mais de cem mulheres interessadas em abrir ou melhorar a gestão de seus negócios participaram neste sábado (25/6) da “Caravana Brasil pra Elas”, na sede do Sebrae Minas, em Belo Horizonte. O objetivo desse evento itinerante é promover a geração de renda e estimular a criação de redes que incentivam o empreendedorismo feminino. As participantes tiveram acesso a palestras sobre marketing pessoal, gestão de negócios, organização financeira, planejamento, vendas on-line e redes sociais. Também receberam orientações sobre formalização na categoria de Microempreendedor Individual (MEI).
O superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha, reforçou que o empreendedorismo é uma pauta estratégica para a instituição. “É preciso ter esse olhar para as mulheres, pois elas têm uma força muito especial. Aqui em Minas temos a história da Mazé, que perdeu o emprego e tinha que criar os filhos. Comprou açúcar para fazer doces e começou a vender. Hoje, ela é dona da Mazé Doces. É alguém em quem a gente deve se espelhar”, destacou.
A capital mineira foi a sexta cidade a sediar a ação promovida pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, em parceria com Sebrae, Ministério da Cidadania, Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, Confederação Nacional do Comércio, Confederação Nacional da Indústria, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
A subsecretária de Micro e Pequenas Empresas e líder do programa, Caroline Busto, ressaltou o potencial do estado. “Reunimos seis ministérios e parceiros para levar informação às mulheres, que foram uma das mais afetadas pela pandemia da Covid-19”, afirmou.
Das 8,6 milhões de mulheres donas de negócios no Brasil, 9% são mineiras. Com 771,4 mil empreendedoras, Minas Gerais só perde para São Paulo (1,9 milhões) em número de mulheres no comando dos negócios. É o que mostra um levantamento do Sebrae, feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao terceiro trimestre de 2020.
Mulheres em busca de capacitação
De passagem pela capital mineira, a baiana Lucilei Lima Mota foi uma das participantes da Caravana Brasil pra Elas. Há um ano, ela abriu uma loja de roupas íntimas e fitness, e pretende se formalizar. “Participei do evento para conhecer mais sobre empreendedorismo e melhorar o meu negócio”, contou.
Já a belo-horizontina Ana Lucia dos Santos afirmou que ainda se sente insegura para deixar o trabalho como costureira prestadora de serviço a grandes confecções e focar no sonho de ter o negócio próprio. “Ainda não consigo colocar esse plano em prática, até mesmo por falta de investimento. Participei do evento para ter motivação e coragem, pois sei trabalhar, mas não empreender”, explicou.
Diferentemente, a confeiteira Olga Maria Rodrigues da Silva formalizou seu negócio no ano passado, após trabalhar como cozinheira por muitos anos. Recentemente, ela entrou em um grupo de profissionais da área que realiza palestras e incentiva a capacitação. “Meu foco é trabalhar com doces finos. Quero ser reconhecida no mercado de eventos e festas de Ribeirão das Neves e em toda a Região Metropolitana de BH”, destaca.
Foto: Gláucia_Rodrigues
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