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Espetáculo com temas de Chico Buarque, no Sesc Palladium, e teatro de rua na Praça Floriano Peixoto e Museu Abílio Barreto em julho fecham a mostra de 11 anos do Grupo Maria Cutia

A mostra de 11 anos do Maria Cutia, que se encerra neste fim de semana, conta com uma apresentação especial de "Francisco", uma abordagem pouco usual do cancioneiro de Chico Buarque, apenas com músicas de eu-lírico masculino, cantadas pela também atrizMariana Arruda. O show cênico-musical acontece no dia 01 de julho (sábado), às 21h, no Grande Teatro do SESC Palladium - ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

A apresentação integra a mostra que celebra 11 anos do Grupo Maria Cutia, que traz quatro diferentes espetáculos de seu repertório. As montagens que compõem este projeto revelam distintas facetas da companhia de teatro de rua, que tem na música, no humor e no diálogo vivo e intenso com o público seus principais componentes. A retrospectiva, que teve início nos dias 24 e 25 de junho na Praça no Papa, segue no mês de julho também com apresentações de "Na Roda" - sábado (01), às 16h, no Museu Abílio Barreto - e "Como a Gente Gosta" - domingo (02), às 18h na Praça Floriano Peixoto. A comédia shakesperiana sobre o amor tem direção de Eduardo Moreira (Grupo Galpão).

Sobre "Francisco"

O show cênico-musical é um mergulho na obra de Chico Buarque na voz da cantora e atriz Mariana Arruda, interpretando canções que versam a lábia masculina, do canto às amadas às infinitas relações de amores baratos e mambembes. Num strip-tease de interpretações sinceras, o espetáculo vai do drama ao carnavalesco, com participações especiais de sua mãe, Creusa Dias, e de seu enamorado, Leonardo Rocha. No repertório estão temas como “Suburbano Coração”, “Trocando em Miúdos”, “Flor da Idade”, “Leve”, “Noite dos Mascarados” e "Feijoada Completa". A direção do show é assinada pela atriz, figurinista e diretora Lira Ribas, com arranjos de Leandro Aguiar e direção de voz e de interpretação por Babaya Morais. Este trio com uma experiência teatral, além de musical, mostra a faceta cantora da atriz Mariana Arruda, integrante da cia de teatro de rua Maria Cutia. No palco estará banda formada por Rafael Matos, Paulo Moreira, Jorge Rabello, Tiago Ramos e Leandro Aguiar.

Mostra Maria Cutia 11 anos - "É tempo de encontro. É tempo de teatro"

“A ideia da mostra é apresentarmos um compêndio do que já produzimos durante estes 11 anos. Essa temporada é também a representação daquilo que reafirmamos como escolha de ofício e vida”, comenta o ator Leonardo Rocha.

Música

O encantamento e divertimento levado ao público pelo Maria Cutia, seja em brincadeiras de roda ou em trabalhos para os palcos, tem uma relação intensa com a linguagem musical, presente em todos os espetáculos do grupo. A presença de atores-músicos é refletida numa cuidadosa construção de trilhas sonoras - a maioria composta pelos próprios integrantes - e preparação, contanto com a experiente Babaya como parceira. Tendo um grande poder de comunicação, além, claro, de ser bastante generosa quando se trata de teatro de rua, a canção é uma das ferramentas mais presentes no trabalho cênico da companhia. “Temos uma pesquisa que denominamos ‘música-em-cena’. De todas as artes, a música é a mais potente. Não se vê a música, se sente. E como em nossas vidas pessoais ela sempre esteve presente, a sua interlocução com o teatro, desde o início do Maria Cutia, sempre foi natural e consciente em nosso trabalho”, explica a atriz Mariana Arruda.

Sobre o grupo Maria Cutia

Criado em 2006, em Belo Horizonte, o grupo já circulou por capitais de quase todos os estados brasileiros, além de cinco países da África. O Maria Cutia tem no teatro de rua, popular, para todos os públicos, sua principal missão cênica, reafirmando assim ser uma companhia que busca se apresentar em lugares onde o teatro normalmente não chega. “Esta nossa ação é a junção de vários simbolismos. O teatro como a arte do encontro, a rua como palco de atuação e reinvenção desse espaço ao criar um universo imaginário provisório com o público, e o ritual milenar de se passar o chapéu ao final da apresentação”, reflete Leonardo Rocha.

Direções de Eduardo Moreira e Gabriel Villela

Ainda para este ano, o grupo prepara a montagem de um espetáculo solo de palco inspirado no universo da loucura e na obra “A Lua Vem da Ásia”, de Campos de Carvalho. Com direção e dramaturgia de Eduardo Moreira, do Grupo Galpão, que já assinou "Como a Gente Gosta" e “Ópera de Sabão”, a peça tem previsão de estreia para novembro. “O grande barato de se ter uma companhia de teatro é poder experimentar linguagens, de se arriscar. Sempre tive vontade de montar um espetáculo solo com este olhar da loucura, um tema que me é instigante. E, por mais que possa parecer inusitado ser um ator de rua montando um espetáculo de palco, é o risco que me interessa, a possibilidade do novo, de experimentar um outro espaço de atuação, bem diferente da rua”, explica o ator Leonardo Rocha.

E para 2018, o Grupo Maria Cutia estreará um espetáculo com direção de Gabriel Villela, reconhecido por uma abordagem barroca em suas montagens. A parceria com o diretor de “Romeu e Julieta”, “A Rua da Amargura” e “Os Gigantes da Montanha”, do Grupo Galpão, além de “Sua Incelença, Ricardo III”, do grupo Clowns de Shakespeare, é um sonho antigo do Maria Cutia. “Sempre admiramos a estética dos trabalhos do Gabriel, esta característica de encenador, de uma linguagem que se reconhece de imediato, do onírico, do lúdico, da imaginação”, salienta Leonardo. O espetáculo, que será criado para ser encenado na rua, é inspirado na obra “Mistero Buffo”, do escritor italiano Dario Fo.

Foto: Tati Motta

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