Notícias

Exposição "Olhar e Sentir" registra moradores de rua de Belo Horizonte

O projeto é idealizado pelo artista plástico William Lima (will ) e Amapola Inthy,criadores do Coletivo Colab31, que propõem um olhar sobre o morador de rua na sua condição de humanidade apesar de seu contínuo processo de desumanização

Refletir sobre a forma como a sociedade trata as pessoas que vivem nas ruas de Belo Horizonte é a proposta a exposição “Olhar e Sentir”, que será aberta ao público neste sábado, dia 24 de junho, a partir de 14h, no Viaduto das Artes, no Barreiro. O projeto idealizado pelo Coletivo ColaB31 conta com a participação deAmapola Inhty, Daniel Jack, Dinho Bento, Gabriel Dias, Gud Assis, Heliomar Bazílio, Marcel Diogo, Pedro Valente e Willaim Lima, que criaram as obras a partir de registros fotográficos e de entrevistas com pessoas em situação de rua. Estará presente também durante a abertura da exposição, o palestrante e ex-morador de rua, Eduardo Marinho, que vai expor algumas de suas obras.

De acordo com uma das organizadoras do evento, Simone Von, a exposição é um estímulo aos sentidos, à sensibilidade artística e um apelo à consciência crítica. “Trata-se de uma população marcada pela invisibilidade social, sujeitas a um sem-número de vulnerabilidades, como a fome, o frio, a dependência química e a violência física. Uma população que sofre diariamente as consequências de um preconceito enraizado em praticamente todos os setores da sociedade”, explica.

 

Uma das integrantes do Colab31, Amapola Inhty, destaca que a escolha do Viaduto das Artes se deve ao local ser um espaço que já traz em si um histórico de luta e resistência, em prol da arte e dos artistas. “O Viaduto é um lugar onde há uma maior proximidade com as diversas linguagens artísticas, já que lá acontecem diversas exposições gratuitas, cursos, oficinas e atividades culturais”, aponta.

As obras vendidas terão uma porcentagem dos valores revertidos a um almoço que será realizado para os moradores de rua que cederam o direito de uso das imagens.

 

Sobre o Coletivo

 

Colab31 Coletivo Artístico que nasceu da intenção de interferir no cenário artístico de Belo Horizonte, com o objetivo de criar espaços de circulação de artistas emergentes e seus trabalhos em diferentes linguagens e suportes.

 

Artistas de compõem o Colab31


Amapola Inthy (Bogotá)

 

Formada como designer, há dois anos desenvolve seu trabalho como ilustradora e artista plástica. De estilo realista mágico, usa cores fortes de uma paleta rica que reflete sua vivência em meio à natureza da Colômbia. Suas mulheres-bichos ou as flores-mulheres mostram um misticismo expressivo, buscando a integração entre o ser e o se manter em conexão com o lado indomável do desejo.

Daniel Jack

Daniel Jack é artista atuante nas ruas desde 2007, formado em Design. Desde seu início no “Graffiti” vem proporcionando intervenções urbanas, hoje, tenta resgatar a essência visceral do que o fez se apaixonar pelas artes nas ruas. Se expressando de uma forma íntima e um pouco fora do convencional, Daniel experimenta várias técnicas e linguagens não natas à arte urbana.

Dinho Bento

Dinho Bento é um artista brasileiro, nascido em Mariana - Minas Gerais. Ele começou a estudar arte quando tinha 16 anos de idade na FAOP (Fundação de Artes de Ouro Preto), onde fez desenho e gravura. Em 2014 concluiu sua graduação em Artes Plásticas na Escola Guignard - UEMG (Universidade Estadual de Minas Gerais) se especializando em desenho e pintura. Em 2015 fez extensão em Ilustração Científica pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Atuante na arte de rua desde 2005 o artista já deixou trabalhos em diversas cidades do Brasil e em mais seis países incluindo Espanha, Hungria, Alemanha, Eslovênia, Itália e Israel.

Inspirado principalmente pela fauna, flora e cultura brasileira, Dinho Bento sempre busca levar suas influências e estudos para os trabalhos que desenvolve em ateliê, no espaço urbano e lugares abandonados. Abordando temas que vão do contemporâneo ao histórico, naturalista e fictício, o artista expressa seu modo de ver e relacionar-se com o mundo.

Gabriel Dias

Artista autodidata, nasceu no ano de 1984 em Belo Horizonte-MG, onde reside e trabalha. Utiliza de diversos suportes como desenho, pintura de telas e murais. Atua pintando nas ruas desde 2003, formou-se como design gráfico em 2007, mas foi em 2015 que o design veio influenciar em sua pesquisa, trazendo como princípio a composição sintética, que surge através de padrões indígenas, plantas e animais. Outro aspecto é a forma como o artista apresenta composições cromáticas, utilizando de altos contrastes e cores sólidas em suas obras.


 

Gud Assis

Marcelo Assis, conhecido como Gud, oriundo das ruas de Belo Horizonte e região, iniciou nas artes plásticas através da street art, em 1995.
Seu trabalho retrata suas experiências de vida e seus sentimentos.
Sua paleta de cores é bem diversa e singular.

Desenvolver trabalhos em diversas plataformas.
Seu realismo em suas obras impressiona e indaga em muitos aspectos, reproduz seus trabalhos fazendo uma desconstrução do real e criando o seu próprio realismo, sendo um dos grafiteiros mais reconhecidos de BH.
Já participou de diversos eventos como artista plástico em bh e no Brasil, tendo uma obra no acervo do museu histórico, Abílio Barreto.


 

Heliomar Oliveira.

Heliomar Bazilio de Oliveira, é fotografo mineiro, graduado em Design Gráfico, mora a 5 anos em Belo Horizonte.
Atualmente se especializando na arte de fotografar.
Acredita que fotografar é mais que clicar ou saber enquadrar um momento. Diz que fotografia é uma gota da eternidade que bebemos, e damos aos outros para que se embriaguem de momentos que jamais retornaram.

Marcel Martins Diogo

Marcel Diogo, mineiro de BH, graduado em Pintura e Licenciatura pela Escola de Belas Artes, UFMG, desenvolve pesquisas em diversos meios, dentre os quais, destacam-se sua produção pictórica e projetos curatoriais independentes. Sua pintura evoca o classicismo, porém com uma tônica intimista de nossos tempos. É como se pudéssemos entrar no íntimo dos elementos artísticos. Eles se revelam poeticamente líricos. Para o evento, Marcel criou uma série inédita chamada "Trauma", onde plantas quebradas são exibidas em todo o seu lírico esplendor e desencanto.

Pedro Valente

Pedro Valente, artista de belo horizonte, usufrui de sua técnica de stencil para explorar e desenvolver seus trabalhos em diversas superfícies, de muros de rua a shapes quebrados, e se apropria de temáticas de estéticas étnicas, skateboard e outros elementos de seu universo.

Will (BH)

O artista autodidata Will, mineiro de BH, vem criando um universo bastante particular em suas pinturas. Suas imagens urbanas carregam mensagens políticas, onde nada é tão óbvio quanto parece ser, mas, ainda assim, é possível conseguir decifrar as quase verdades nas quais as pessoas tentam se apoiar. A aglomeração das cidades que desumanizam e engessam emoções, os sonhos tênues que convivem no mesmo plano que a realidade, o afeto teatral das relações que tentam sobreviver em meio à geometria daquilo que quer delimitar para desunir. Vindo do coletivo Piolho Nababo, e já tendo participado de diversas exposições na cidade, essa é uma grande oportunidade de se ver de perto um dos artistas mais interessantes no cenário das artes em Belo Horizonte.

Foto: Divulgação

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.