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Neste sábado 4º Festival Mineiro de Pole Dance pela primeira vez em versão virtual
CERCA DE 25 ARTISTAS SE APRESENTAM NO FESTIVAL QUE ACONTECE NO DIA 26/06
Por Priscila Mendes
Para quem tem vontade de conhecer um pouco mais sobre a arte do Pole Dance, pode aproveitar a oportunidade e curtir pela primeira vez a versão virtual, do 4º Festival Mineiro de Pole Dance que acontece no dia 26 de junho, às 17h, no canal de YouTube do Festival gratuitamente, que pretende mostrar a multiplicidade do estilo e a arte presente em cada movimento.
Débora Mozelli, uma das idealizadoras do Festival Mineiro de Pole Dance, conta que a ideia de fazer o festival pela primeira vez online veio da própria classe artística “Temos visto diversos festivais de teatro, circo e música acontecendo de modo virtual e vimos que seria possível ter também um evento de pole dance acontecendo dessa forma. Além do mais, o online é a única maneira possível de reunir a nossa comunidade, que durante a pandemia sofreu muito. Boa parte das artistas têm as aulas como principal fonte de sustento. Com as medidas de isolamento, a maioria teve sua renda reduzida.”
Com participação de 24 dançarinos de várias cidades brasileiras, os artistas foram escolhidos para mostrar o que há de melhor na produção artística de pole dance no país, além de performances especiais, com dançarinos já reconhecidos no cenário, e com premiações para cada categoria onde o público vai escolher os participantes favoritos.
Entre os artistas convidados estão Taís Daher, quatro vezes campeã em eventos de pole dance do país; Débora Mozelli, 1º lugar na categoria Drama Amador do Pole Theatre Brasil (2020) e 1º lugar Pole Dance Show categoria Grupo (2019); Gabriel Wallace, atleta de pole dance há seis anos e já fez turnê pela Europa e Emirados Árabes; Roseane Corrêa, 1º lugar no Aero Dance Show (2017/SP); 3° Lugar Pole Theatre Brazil (2017/ SP); Bicampeã do Campeonato Mineiro de Pole Dance (2017 e 2018, categoria profissional/BH); Bianca Brochier, 1º lugar Pole Classique (RJ/2018); Letícia Coui, atriz, dançarina, performer e palhaça que se dedica ao pole dance desde 2015; Bruna Gama e Rodrigo Almeida.
Além deles, há também a participação dos artistas selecionados pela curadoria por meio de edital. Na categoria Flow Rasteiro, se apresentam Bruna Gonçalves (Guarujá), Carol Martins (RJ), Bela Paulino (BH) e Tayná Teles (Aracajú). Em Flow Aéreo, o público vai conferir as artistas Camila Tonks (BH), Débora Souto (BH), Érika Thompson (Salvador) e Hellen Dafiny (BH).
Na categoria Experimental, participam Aisha Britto (Salvador), Bia Santiago (Brasília), Lala Teles (SP) e Tânia Freitas (São Bernardo do Campo). Já na Classique, serão apresentadas performances de Karina Dyas (SP), Isis Maia (SP), Pietra Mattos (Aracajú) e Poema Abreu e Rochelle Tambosi (RJ).
Em virtude da pandemia, neste ano o evento será inteiramente online com as apresentações já gravadas e compiladas para serem transmitidas na live do dia do evento e para Débora, a lei Aldir Blanc foi fundamental para a realização do festival “Até a terceira edição o evento se sustentou através de bilheteria. Então um ponto importante para que pudesse ser feito virtualmente foi o fomento via lei Aldir Blanc. Foi fundamental esse auxílio para o setor cultural. Inclusive estamos na torcida para que o projeto de lei Paulo Gustavo seja aprovado, dando continuidade às ações de fomento no setor”, ressalta.
Na versão digital, o público terá a vantagem de conferir as apresentações artísticas dos participantes, e participar das oficinas que serão ofertadas todas gratuitas, com recursos de lei emergencial. Oportunidade para quem quer conhecer melhor o pole dance e suas vertentes que nos últimos anos adquiriu novos contornos e significados. Hoje essa dança está não só nas casas noturnas, mas em escolas, dentro dos lares, ao ar livre “Na última década a gente acompanhou um crescimento forte do pole em todo o Brasil. Hoje temos mulheres de todas as idades, corpos e profissões fazendo pole. O pole contemporâneo tem muitas influências do circo, teatro e, é claro, das dançarinas de boate. Tem gente que faz pole como forma de expressão artística, como esporte ou mesmo como atividade de lazer e mesmo com esse crescimento do pole, ainda assim enfrentamos preconceito. Vivemos numa sociedade conservadora, que não vê com bons olhos a liberdade dos corpos femininos ou de pessoas LGBTQIA+. Enquanto houver machismo e homofobia, haverá preconceito com o pole, infelizmente” afirma a idealizadora.
Sobre o Festival Mineiro de Pole Dance
O FMPD é uma mostra artística de pole dance que ocorre anualmente em Belo Horizonte. O evento conta com três edições realizadas (2017, 2018 e 2019). Já passaram pelos palcos do Mineiro mais de 200 artistas, mobilizando um total de mais de 1000 espectadores nos três primeiros anos de evento.
Em 2021, o campeonato passou a se chamar Festival Mineiro de Pole Dance. A mudança do nome ocorreu em virtude da vontade do evento de firmar-se como mostra artística e não como evento esportivo. Paralelamente a isso, existe um desejo de abraçar toda a multiplicidade do pole dance brasileiro. Queremos ir além dos palcos e promover também atividades formativas, seminários e diálogos. Por isso, precisávamos de um nome guarda-chuva, onde coubessem todos os nossos sonhos.
O festival deste ano, feito com recursos da Aldir Blanc, tem esse propósito de gerar renda não só para os artistas como também para quem trabalha com os eventos (técnicos de som, luz, fotografia, vídeo etc). Tem toda uma cadeia de profissionais por trás dos eventos culturais.
SERVIÇO:
4º Festival Mineiro de Pole Dance
26 de junho, às 17h
Participação gratuita
Transmissão:
Informações: www.mineiropoledance.com.br
Foto: Divulgação
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