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Incontáveis tons de azul em um universo de criação e arte de João Pedro Nemer
O artista visual apresenta na Galeria de Arte BDMG Cultural a inédita “Linhas de Transposição”
O artista visual João Pedro Nemer, formado pela Escola de Belas Artes da UFMG, apresenta desenho, pintura, instalação, áudio e vídeo em sua exposição inédita Linhas de Transposição, na Galeria de Arte BDMG Cultural. A mostra traz a ressignificação do objeto, a valorização da paisagem, da forma e dos processos (inesgotáveis) inspirados no mar e no meio ambiente, adequando-os para a realidade distante do litoral.
A abertura será realizada no dia 28 de junho, às 19h. Os trabalhos ficarão expostos para visitação do público de 29 de junho a 4 de agosto, diariamente, inclusive sábados, domingos e feriados, de 10h às 18h. Às quintas-feiras, de 10h às 21h. O acesso é gratuito.
Voltando há cinco anos, quando chegou ao Brasil após um intercâmbio na Holanda, no qual foi bolsista do CNPQ pelo programa Ciências Sem Fronteiras na Royal Academy of Arts (KABK), João Pedro Nemer iniciou um processo de desenvolvimento artístico profundo, com a intenção de transpor as montanhas de Minas. “Foi através do processo do desenho com seus materiais (que inclui água), e do contexto dos objetos do cotidiano coletados na rua que encontrei uma forma para suprir essa falta do mar”, contou.
Mas não pense que Linhas de Transposição se limita a esse universo marinho e aos incontáveis tons de azul criados pelo próprio artista. As linhas vão além e, nos trabalhos produzidos a partir da coleta de objetos descartados, sugerem uma reflexão sobre como temos cuidado do meio ambiente e seus recursos naturais. Nesta série, afirma também ter a intenção de provocar o olhar do expectador a encontrar beleza nos objetos mais simples.
Nemer se diz ansioso para conferir pela primeira vez a reação do público ao se deparar com esse trabalho. No projeto expográfico, duas instalações dialogam a partir do mapeamento de todos os lugares por onde o autor passou para coletar o material utilizado em suas obras.
O áudio e vídeo complementam esse mergulho reforçando a singularidade de cada detalhe, dando um zoom em todo o processo de criação, até mesmo na sonoridade do risco que marca o desenho que se encontra exposto e vivo a partir desta dobradinha. “Esta é uma característica dos trabalhos explícitos, nos quais o público é convidado a entender todo o processo e não somente a obra pronta. É adição de pequenas unidades formando um todo”, define Nemer.
Transpor as linhas de João Pedro Nemer é ir além da memória e da distância, alcançando o tempo futuro pela presentificação, a partir da observação, do gesto, do extremo do corpo em relação à mão que desenha, o instrumento e a materialidade.
Esta é a primeira exposição individual do artista que coleciona coletivas no Centro Cultural da UFMG, Museu Sagarana em Itaguara, Minas Gerais; e no Parque Municipal. Além de realizar intercâmbio pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em Portugal, Nemer foi monitor de desenho da figura humana na UFMG e cursou teatro na PUC Minas.
Foto: João Pedro Nemer
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