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A cantora Eliseth Gomes é convidada da próxima Live Dando Corda da Orquestra Sesiminas Musicoop
Uma das mais renomadas cantoras líricas do país, a artista mineira fala sobre os desafios e conquistas de uma trajetória, que vai do canto Gospel ao lírico, com diversas apresentações em Óperas no Brasil e no exterior.
No dia 24 de junho, quarta-feira, a cantora lírica Eliseth Gomes, referência da cena operística brasileira, com participação em grandes produções nacionais e no estrangeiro, estará na Live Dando Corda - que traz toda semana uma personalidade da cena musical brasileira para um papo descontraído. A transmissão começa às 21h30, com apresentação do maestro Marco Antonio Maia Drumond, no instagram da Orquestra: @orquestrasesiminasmusicoop.
Hoje aos 59 anos, bacharel em canto pela UEMG, e vasta experiência no canto lírico, com apresentações nas principais salas de teatro do Brasil e do mundo, inclusive como protagonista em grandes Óperas, entre elas, “Aida” de Verdi, Eliseth Gomes conta que começou a cantar na igreja. “Eu cantava Gospel. Meu professor de canto na época, o Marcos Tadeu, dizia que minha voz era boa para ópera. Mas eu não gostava do canto vibrato, por falta de entendimento. Com 18 anos, assisti a uma ópera pela primeira vez e decidi que seria cantora lírica”, conta.
A estreia internacional da artista foi na Itália, nos Teatros Comunale de Bologna e no Reggia Emilia com a Ópera La Traviata, sob a regência do Maestro Danielle Gatti. “Eu tinha sido vista em Turandô, no papel de Liù, e o empresário italiano me ligou no dia seguinte me convidando para passar seis meses numa turnê em Bologna de 15 récitas, com tudo pago”. Além da Itália, Eliseth também se apresentou em Portugal, Espanha, Suíça e em alguns países da América, como Chile e Uruguai. Em 2013, interpretou o papel de Aida, da Ópera Aida, de Verdi, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro sob-regência de Isaac Karabtchevsky.
A artista conta que são muitos os desafios da profissão e ainda há pouco espaço para negros, sobretudo em papéis de destaque. “Vejo a falta de oportunidade, principalmente no Brasil. Quando cheguei na Itália, falavam como eu era talentosa e valorizavam meu trabalho. Quando voltei para cá, percebia que as mulheres brancas e de São Paulo ainda tinham os cachês maiores”. E acrescenta: “sem o apoio de um negro ou um branco que nos valorize, a gente não consegue espaço. As coisas não mudaram muito, ainda é um meio com pouca abertura”, explica.
Foto: Lojas Zatz
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