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Cineclube Mocambo estreia no formato presencial e exibe ‘A Rainha Diaba’ em Belo Horizonte
Em sua segunda edição, a primeira a acontecer no formato presencial, o Cineclube Mocambo exibe e discute o clássico do cinema queer brasileiro “A Rainha Diaba”, filme de 1974, no dia 6 de julho, às 19h
No dia 6 de julho, às 19h, o Cineclube Mocambo exibe e discute “A Rainha Diaba” (1974), filme dirigido por Antonio Fontoura, no Cine Santa Tereza. O longa, hoje visto como um clássico do cinema LGBTQIA+ brasileiro, foi recentemente digitalizado em 4K e chega à Belo Horizonte após ser exibido no 73º Festival Internacional de Cinema de Berlim e na última edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. O evento recebe o cineasta Antonio Fontoura, diretor do filme, e o pesquisador Guilherme Diniz, que também atua como crítico teatral e curador independente. Os dois estarão presentes para uma conversa com o público após a exibição, denominada “sessão endiabrada”. A programação é gratuita, com retirada prévia de ingressos. Metade dos ingressos será disponibilizada na semana do evento por meio do sympla do Cine Santa Tereza, enquanto a outra metade será distribuída no espaço do cinema 30 minutos antes do início da sessão. Para mais informações, acesse: instagram.com/cineclubemocambo.
Baseado numa história original de Plínio Marcos, “A Rainha Diaba” mergulha no mundo do tráfico de drogas do Brasil dos anos 1970 e se inspira numa personagem real da Baixada Santista para construir a personagem da Rainha Diaba, interpretada por Milton Gonçalves, que faleceu em maio de 2022. O filme, desenhado com o apoio do artista Hélio Oiticica, constrói um universo colorido, violento e sanguinário que traz, para os dias de hoje, desafios para se pensar a representação negra na história do cinema brasileiro.
O Cineclube Mocambo é realizado com o apoio cultural da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, e da produtora Ponta de Anzol Filmes. “Com essa sessão, queremos ampliar as possibilidades de interpretação em torno do nosso cinema, fugindo um pouco da política que concentra o estilo e a autoria nas mãos de um único diretor e investigando a presença e a agência de atores negros em tela”, explica o jornalista e crítico de cinema Gabriel Araújo, cofundador do Cineclube Mocambo e um dos curadores da sessão.
“A Rainha Diaba”, filme há muito esquecido da historiografia do cinema nacional, voltou recentemente ao circuito e às discussões no campo do cinema graças a um processo de digitalização e criação de uma cópia em DCP 4K, por iniciativa do Janela Internacional de Cinema, festival de cinema de Recife, em parceria com a organização Cine Limite e o laboratório Link Digital/Mapa Filmes. O processo de restauração, supervisionado pela preservadora Débora Butruce, tornou-se possível a partir dos negativos e positivos em bom estado provenientes do Arquivo Nacional e do CTAV (Centro Técnico Audiovisual).
Após dois anos de sua primeira edição, realizada de forma on-line entre setembro e dezembro de 2021, o Cineclube Mocambo chega aos cinemas da capital mineira e estreia em formato presencial, prevendo sessões contínuas de filmes e debates para fomentar a exibição de obras da cinematografia negra do Brasil, de África e da diáspora africana. Por isso, pretende reunir produções de diversos países, em especial os africanos e os latino-americanos, a fim de complexificar os discursos que permeiam o campo do cinema negro. “O Cineclube Mocambo tem uma razão e sentido de existir: fazer circular os filmes produzidos por pessoas negras e os debates suscitados por eles”, explica o produtor de cinema e sócio-fundador da Ponta De Anzol Filmes, Jacson Dias, que é ainda cofundador do Cineclube e curador da sessão.
Serviço: Cineclube Mocambo | 2ª edição
6/07, às 19h, no Cine Santa Tereza
Exibição seguida de debate da cópia em DCP 4K de “A Rainha Diaba” (1974), de Antonio Fontoura
Conversa com o diretor Antonio Fontoura e o pesquisador e crítico de teatro Guilherme Diniz
Toda a programação é gratuita, com retirada prévia de ingressos por meio do sympla do Cine Santa Tereza ou 30 minutos antes da sessão
Foto: Guilherme Diniz
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