Notícias
Música sem Barreiras escolhe Betim para encerrar temporada 2017
Circulação artística e cultural volta à Grande BH para completar roteiro iniciado em fevereiro. Projeto passou por seis cidades, realizando workshops e apresentações musicais gratuitas.
Coube a Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, encerrar a primeira temporada do projeto Música sem Barreiras, evento gratuito de circulação artística e musical promovido pela Fundação de Educação Artística (FEA) que começou em Belo Horizonte em fevereiro e passou por 6 cidades de diversas regiões do estado. O projeto tem por objetivos principais chegar a comunidades carentes da periferia e do interior, rompendo obstáculos ao mesmo tempo em que favorece a formação profissionalizante na música. Essas metas, na avaliação da professora Cristina Guimarães, coordenadora-geral do projeto, foram plenamente atingidas.
Em Betim, o Música sem Barreiras será no próximo sábado, dia 24 de junho, Centro Popular de Cultura Frei Chico, na Rua José Teixeira de Oliveira, 177, Bairro PTB. Serão oferecidos um workshop já com inscrições abertas, além de uma apresentação musical gratuita, direcionada ao público em geral.
Para o workshop, que vai acontecer das 14 às 17 horas, serão disponibilizadas 30 vagas direcionadas a pessoas da terceira idade e adultos, amadores da música, praticantes ou que já praticaram atividades musicais. Também serão aceitas inscrições para ouvintes. As inscrições podem ser feitas na Funarbe e no Centro Popular de Cultura Frei Chico. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3592-1348. A proposta de vivência musical deste workshop será voltada ao uso da voz e do corpo. Pretende-se, portanto, explorar este universo através de repertório e de práticas diferenciadas em torno do próprio repertório, como, por exemplo, explorar ritmicamente voz e o corpo, e reconhecer sonoridades não tradicionais no uso da voz, entre outras possibilidades.
A apresentação musical será muito especial e vai ocorrer no mesmo local, às 19hs. Participam desta apresentação alunos e professores da FEA: Rafael Macedo (Piano elétrico), Jefferson Assis (clarineta), Jayaram Márcio (violoncelo), Otávio Augusto e Agostinho Paollucci (violões), Samuel Alexandre (cavaquinho), Gustavo Elias (violão e percussão), Almin de Oliveira (percussão) e Marcelo Chiaretti (flauta). Como convidados, participam também os músicos da Flutuar Orquestra de Flautas, também composta por alunos e professores da Fea, sob a regência de Alberto Sampaio.
Balanço da primeira temporada
Até o final do projeto, após a etapa de Betim, terão sido realizados seis worshops e sete apresentações musicais em seis cidades, contando com o concerto de apresentação que inaugurou o Música sem Barreiras, em fevereiro, na Sala Sérgio Magnani, da FEA. Antes de Betim, o projeto passou por Belo Horizonte, Sarzedo, Ibirité, Conceição do Mato Dentro e Ouro Preto.
Em cada cidade, o Música sem Barreiras apresentou uma característica diferente, assim como foi o perfil dos alunos dos workshops, que variou de jovens músicos e crianças a pessoas da terceira idade. A indicação dos públicos-alvo coube a cada comunidade. Ao final do projeto, terão passado pelos workshops cerca de 250 alunos e pelas apresentações musicais, um público estimado em 1.200 pessoas. Em algumas cidades, alunos dos workshops participaram das apresentações musicais como convidados. Além deles, os concertos tiveram a presença de outros 16 músicos, entre alunos bolsistas e professores da FEA.
O Música sem Barreiras é um dos projetos culturais mais fundamentais e abrangentes desenvolvidos pela FEA em seus 54 anos de existência. Ele foi idealizado como um programa de circulação artística e cultural, constituído de workshops para alunos com os mais diferentes perfis - já que as realidades de cada cidade contemplada são as mais diversas -, além de apresentações musicais abertas ao público em geral. O objetivo fundamental do projeto, segundo Cristina Guimarães, foi levar a comunidades de diferentes regiões do estado ações culturais inclusivas e participativas, que pudessem favorecer a interiorização, o intercâmbio e a acessibilidade à música, respondendo às demandas culturais locais da maneira mais abrangente e interativa possível. “Para nossa satisfação, conseguimos atingir plenamente essas metas”, comemora a coordenadora geral do projeto.
Ela enfatiza outro aspecto que, em sua avaliação, merece destaque: o forte estímulo à formação profissionalizante de alunos bolsistas para a música. Eles participam do programa de bolsas de estudos da FEA, que beneficia jovens com reconhecida vocação para a música, mas que não dispõe de recursos para custear seus estudos musicais.
O projeto tem coordenação dos professores Cristina Guimarães, Marcelo Chiaretti e Rafael Macedo e outros, todos da FEA. Segundo Cristina Guimarães, coordenadora-geral do Música sem Barreiras, o projeto abre espaço para jovens carentes que querem estudar música, assim como rompe obstáculos ao chegar a comunidades carentes das periferias e do interior. Ao mesmo tempo, favorece a formação profissionalizante de jovens músicos, sem limitar gêneros musicais ao programa de apresentações. “O legado é diferenciado e tanto estimula o movimento musical local quanto o desenvolvimento da sensibilidade artística, preparando o aluno para ouvir. Isto é apreciação musical”, celebra.
O Música sem Barreiras é um projeto da FLAMA - Associação de Amigos da Fundação de Educação Artística, com realização pela Fundação de Educação Artística e patrocínio da PETROBRAS, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Foto: Divulgação / Google
Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.
