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Mineiro contemporâneo: bar investe em releituras de pratos e petiscos tradicionais da culinária mineira
Pratos como quiabo, lombo com mamão verde e moela ganham um toque contemporâneo
Uma das principais características do mineiro é o respeito a tradições. Ao mesmo tempo, a capital do Estado, Belo Horizonte, é uma das metrópoles mais jovens do país, e tem como marca em sua curta história dar espaço ideias modernas, seja na arquitetura, nas artes ou nas empresas de tecnologia. A gastronomia é uma das áreas onde a tradição e a modernidade estão cada vez mais juntas, com o uso de técnicas da cozinha contemporânea para releituras de pratos tradicionais.
O bar Casa Ávila é um exemplo dessa nova tendência na cidade. O estabelecimento reúne o melhor dos sabores da cozinha mineira – e principalmente do Serro – e apresentá-los de uma maneira contemporânea. Receitas consagradas, como frango com quiabo, carne de panela e leitão à pururuca, receberão novas leituras para serem degustadas como tira-gosto ou em porções, tudo acompanhado por uma boa cerveja artesanal, com espaço para as marcas locais.
Concebido pelos primos Tiago e Heberth Ávila, o bar traz consigo histórias e temperos de família. As lembranças da infância inspiraram uma das principais criações da casa: a cuia mineira. Trata-se de uma base feita com massa aberta, semelhante à do pastel de angu, e que traz diversos tipos de recheios inspirados em pratos tradicionais mineiros, como frango com quiabo, carne cozida com molho de frutas vermelhas e carne de porco com mamão verde.
“A copa lombo com mamão era um dos pratos preferidos do meu avô e bastante tradicional na cidade do Serro, base da nossa família. Unimos isso a uma massa semelhante à de pastel de angu, porém, aberta e frita. Assim, o cliente pode apreciar vários sabores e temperos tradicionais da cozinha mineira em um formado menor, que favorece a degustação de vários itens em uma mesma noite”, destaca Heberth Ávila.
Outro prato que honra as tradições mineiras na Casa Ávila é a moela com pão, bem presente nos botecos para um tira-gosto de fim de noite. No entanto, a carne não é de frango, mas sim de avestruz, acompanhado de pão artesanal.
“Ao contrário do que muita gente possa imaginar, a moela de avestruz é mais leve e tem uma textura diferente do corte equivalente do frango. A carne ainda é refogada no molho de tomate e de temperos naturais. Um clássico feito de uma maneira diferente e que tem agradado bastante o cliente”, diz Tiago Ávila.
Até o simples e clássico pão com linguiça ganhou nova versão na Casa Ávila. A carne é feita por um fornecedor especializado em charcutaria e o pão é artesanal. “O cliente pode escolher entre dois tipos de linguiça: a tradicional de pernil e a de pernil, rúcula e tomate seco, ambos acompanhados de vinagrete caipira e molho de queijo minas”, detalha Heberth.
Para garantir a modernidade e inovação no menu, a Casa Ávila conta com a consultoria do chef Juliano Caldeira (ex-Rima dos Sabores) que assina boa parte das novidades do cardápio. “A Casa Ávila não é apenas um bar. É um espaço de valorização da comida regional, com preocupação grande nos detalhes, como as técnicas corretas de preparo e a qualidade dos ingredientes, enfim, tudo o faz da cozinha mineira uma das melhores do mundo”, afirma Juliano.
O ESPAÇO - O imóvel onde funcionará a Casa Ávila pertence à família de Tiago. Ele foi reformado e adaptado, seguindo projeto da UZO Arquitetura, e terá capacidade para 70 lugares. O estabelecimento ficará aberto de terça a sábado, no período da tarde e à noite.
Além da prioridade pelo uso de produtos naturais, o conceito de sustentabilidade também foi aplicado no mobiliário. Grande parte das mesas foi feita pelo Seu Edward, marceneiro e avô do Tiago, aproveitando os restos das madeiras usadas durante a reforma. Alguns lustres que decoram o salão principal também foram feitos com material que iria ser descartado na natureza.
OS SÓCIOS - Tiago, professor de história, e Heberth, técnico petroquímico. Apesar de atuarem em campos profissionais completamente diferentes, os primos Ávila sempre compartilharam o amor pela cozinha mineira. A paixão se deve muito às ligações da família com o Serro e, consequentemente, a uma das culinárias mais tradicionais do país. “Eu viajava muito com o nosso avô, Seu Ragozino. Ele sempre falava das comidas que as irmãs faziam no Serro. Lembro que quando íamos visitar parentes lá na cidade, sempre tinha uma mesa farta, com toda aquela comida deliciosa. A ideia é trazer um pouco desse universo para Belo Horizonte”, conta Heberth.
Como bons mineiros, os sócios pretendem estar o máximo possível no contato direto com os clientes, recebendo-os na entrada, servindo as porções e fazendo aquilo que mais gostam: conversar. “A Casa Ávila funciona no mesmo lugar que eu vivi mais de 30 anos. Portanto, é como se estivéssemos recebendo todos na nossa casa. Quero que as pessoas se sintam bem recebidas, da mesma forma que éramos quando íamos ao Serro. E que possam passar momentos tão felizes quanto os que nós passamos”, conclui Tiago.
Foto: Divulgação
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