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Espetáculo teatral inspirado no universo familiar de Sigmund Freud é atração do Baixo Centro En[cena] no Centro Cultural UFMG

Na sexta-feira, dia 29 de junho de 2018, às 12h30, o Centro Cultural UFMG recebe o monólogo de Isis Baião inspirado no universo familiar de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, “Frau Amália Freud”. A entrada é gratuita e integra o projeto Baixo Centro En[cena], como parte da programação do programa Muitas Culturas nos Campi. Classificação: 12 anos.

Esta história tem raízes na realidade, mas é uma ficção. Começa em 1900 quando Amália tem 64 anos e seu filho, Sigmund Freud, lança o livro que seria considerado sua obra prima: A Interpretação dos Sonhos. Toda a trajetória de Amália neste monólogo está ligada aos fatos da vida do seu primogênito, com quem mantinha uma relação apaixonada, embora nem sempre entendesse as “invenções” do filho genial, que às vezes lhe pareciam perigosas “extravagâncias”.

Mulher bonita, vaidosa, de temperamento forte, “típica judia asquenaze” e extremamente determinada, inclusive a continuar viva. Sofre de tuberculose, doença mortal na época, mas só vai morrer aos 95 anos. Em uma das vezes em que é internada Amália permanece muitos dias em coma. À beira da morte ela repassa a sua vida: a partir de 1860, quando aos 25 anos, na cabine de um trem, está a caminho de Viena com o marido Jacob Freud e os filhos “Sig” e Anna, esta, ainda bebê. Em Viena, no bairro judeu de Leopoldstadt, Amália e Jacob terão mais quatro filhas e um filho. Este flashback abrange boa parte da trajetória de Amália e Sigmund, indo até 1898, ano em que assassinam a Imperatriz da Áustria, Sissi, que ela admira e com quem se identifica.

Mãe apaixonada, Amália conta as conquistas gloriosas de “Sig”, mas também expõe as suas fraquezas, de amor sobretudo. Nesta matéria, o Dr. Freud não era um homem seguro como se poderia imaginar. Ao contrário, o amor e o desejo por Martha Bernays o enlouquecem, tornando-o obsessivo e tirânico.

Durante a trajetória de “Frau Amália Freud” a Áustria passa por grave crise econômica, época em que o antissemitismo cresce perigosamente. “Somos os bodes expiatórios. Eles odeiam cada vez mais os judeus, que já não são só mascates e agiotas, são filósofos, poetas, músicos, escritores, editores”, comenta ela com a amiga Berta. Amália, a personagem, sai de cena como se partisse para uma viagem, em 1930, ano de sua morte na vida real.

Programa Muitas Culturas nos Campi | DAC-UFMG
O Baixo Centro En [cena] é parte da programação do programa Muitas Culturas nos Campi, uma realização da Diretoria de Ação Cultural da UFMG (DAC). O programa tem como objetivo principal promover a articulação, interação e interlocução entre todos os espaços culturais vinculados à DAC, potencializando a integração das ações artístico culturais da UFMG. A programação gratuita, diversificada e de qualidade, é apresentada em forma de circuito cultural em diversas unidades da Universidade. A ideia é promover o intercâmbio das expressões culturais locais e regionais com a comunidade artística e acadêmica. São realizadas apresentações, oficinas, cursos e minicursos, palestras, exposições, instalações, residências artísticas, ciclos de debates, entre outros. Diferentes linguagens artísticas como teatro, dança, música, poesia, performances e intervenções, integram a comunidade acadêmica aos artistas e aos grupos diversos, incluindo‐se dentre eles os provenientes dos segmentos historicamente excluídos. Atualmente, o Muitas Culturas é composto por seis projetos: Quarta Doze e Trinta, Ao Cair da Tarde (ambos no Campus Pampulha da UFMG), Quinta Cultural (no Campus Saúde da UFMG), Baixo Centro En [Cena] (no Centro Cultural UFMG), Multiverso (no Espaço do Conhecimento UFMG) e Perspectiva (no Conservatório UFMG). Todas as atividades são gratuitas e abertas para a comunidade externa.
O Centro Cultural UFMG fica na Av. Santos Dumont, 174, esquina com Rua da Bahia.

Foto: Solange Motta

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