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24 de junho, dia de São João, Kelma Zenaide vai cozinhar caldo de mocotó e quentão - no youtube do Memorial Vale
Projeto Diversidade Periférica traz “Memórias”, que será uma aula de culinária afetiva
No dia 24 de junho, quinta-feira, às 20 horas, o projeto Diversidade Periférica traz “Memórias”, que será uma aula de culinária afetiva com a cozinheira Kelma Zenaide. Kelma apresentará sua arte feita com afeto para revelar os sabores de sua cozinha ancestral, que alimenta o corpo e a alma.
Kelma Zenaide é idealizadora e proprietária da kitutu Gourmet, que trabalha na criação de pratos e produtos como temperos, molhos de pimenta, drinks, doces, pratos autorais e releitura de clássicos. A base de sua gastronomia é a afro-brasileira, considerando as influências africanas e indígenas. Seu trabalho extrapola o território mineiro, devido as influências do norte e nordeste, inspirada na tecnologia ancestral e afetiva. Trás consigo o requinte através da simplicidade, tanto na mescla dos ingredientes que compõe os pratos como também na forma de servi-los, utilizando madeira, folhas, bambu, cerâmica, pedra, cobre, vidro, esmaltado, palhas, barro, taças e copo lagoinha.
O projeto Diversidade Periférica traz mensalmente para o Memorial Minas Gerais Vale uma programação artística-cultural com conteúdos que mergulham na trajetória ancestral dos becos e vielas do espaço de saber chamado Favela, e também das comunidades de periferia de Belo Horizonte e vizinhanças.
Patrícia Alencar, curadora do Diversidade Periférica, é mineira nascida na Favela do Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. É ativista social, gestora cultural, arte educadora e dançarina, engajada na luta contra o racismo e pela igualdade social, desenvolve suas atividades desde de 1998. Hoje é uma das Diretoras da CUFA (Central Única de Favelas), co-fundadora da Frente Favela Brasil e também faz parte da Associação Sócio Cultural Bataka. Produziu eventos de relevância para Belo Horizonte, como o Dia das Favelas, Taça das Favelas, Carnafavela, Hip Hop Rua, entre outros. Sua atuação tem como premissa a transformação social por meio das artes e por meio do protagonismo de moradores de favelas.
25/06 – DICAS PRETAS (04, 11, 18 e 25/06)
Às sextas-feiras, às 11 horas, o Educativo divulga as “Dicas Pretas”. São pílulas, com dicas de livros, filmes, etc. com temática étnico racial e produzida por pessoas negras, dando um destaque para produções literárias destinadas ao público infantil. O objetivo é contribuir para discussões sobre as questões étnico raciais, trazendo indicações de conteúdo que ajudem a refletir e conhecer mais sobre a identidade negra. A ação acontece no Instagram do Memorial Vale e possui legenda descritiva das imagens.
26/06 – LIVE BRINCANTE COM GRUPO MARIA CUTIA
No dia 26 de junho, sábado, às 10 horas o Grupo Maria Cutia convida todo mundo para uma horinha brincante com cantigas de roda, brinquedos cantados e histórias musicadas. Nesta live interativa, Mariana, Hugo e Leonardo apresentam canções brincadas em Minas Gerais, na Amazônia, em Guiné-Bissau e em outros cantos por onde já passaram teatrando. A live faz parte do projeto “Eu, Criança, no Museu!”, do Memorial Vale.
O Grupo Maria Cutia é uma companhia de teatro que nasceu em Belo Horizonte, em 2006, e desde então se apresenta em praças, parques e ruas de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. O Grupo Maria Cutia já se apresentou em 6 países, 20 estados nacionais e em mais de 170 cidades brasileiras, para um público superior em mais de 400 mil espectadores em seus 14 anos de história, tendo realizado mais de 950 apresentações e mais de 150 oficinas de formação.
27/06 – CHOROSAS NO MEMORIAL INSTRUMENTAL
No dia 27 de junho, domingo, às 11 horas, o Memorial Vale traz, dentro do projeto Memorial Instrumental, a apresentação das Chorosas, que vem com a nostalgia do resgate do universo tradicional do choro. Elas misturam toques da música moderna com a essência desse patrimônio brasileiro, resultando assim em um som alegre e audacioso, com Chris Cordeiro no Cavaquinho, Mariana Martins no violão, Priscila Norberto na flauta e Marina Gomes no pandeiro. O Memorial Instrumental tem curadoria de Juliana Nogueira.
O grupo nasceu da paixão de Chris Cordeiro pelo cavaquinho, do reencontro de Mariana Martins com o violão, com o desejo de reconexão com o choro de Priscila Norberto e da vontade de Marina Gomes em se aperfeiçoar na música instrumental, seja no pandeiro ou no violão. Desses anseios musicais, surgiu no final de 2020 o grupo “Chorosas”. O intuito do grupo é abrir para os amantes do gênero, formando assim grandes rodas para a prática e troca musical democrática,
em um ambiente prazeroso e acolhedor. No repertório elas trazem grandes nomes do choro, como: Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e muitos outros, além de composições autorais.
Iniciada em março de 2020, a série Memorial Instrumental foi aberta com show em trio em homenagem às mulheres, formado pelos músicos Christiano Caldas (piano), Lincoln Cheib (bateria) e Stephan Kurmann (contrabaixo acústico). Logo após o primeiro show houve uma pausa em função da pandemia. E depois de alguns meses, veio a retomada de forma on-line. No período de junho a dezembro foram realizados, mensalmente, shows com nomes da música instrumental de Belo Horizonte levando até ao público as possibilidades sonoras de instrumentos variados, tocados por músicos de diversas gerações. Em 2021, a série será dedicada às mulheres.
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Foto: Studio Beco
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