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Programação cultural virtual da Prefeitura de Belo Horizonte inclui aula de dança online e cinema do coletivo Filme de Rua; veja destaques do Circuito em Casa
Projeto traz atividades em novos formatos durante o período de distanciamento social na capital; programação desta semana se destaca pela diversidade de linguagens artísticas, debates e atividades de formação
O setor cultural, em Belo Horizonte e em todo o Brasil, tem buscado novas alternativas para a transmissão e circulação das suas produções, diante da pandemia da Covid-19. Em BH, o projeto “Circuito em Casa”, etapa online do Circuito Municipal de Cultura, é mais uma opção para o acesso à cultura por quem está em casa durante o necessário período de distanciamento social. A iniciativa, realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Centro de Intercâmbio e Referência Cultural (CIRC), chega à sua quarta semana de atividades, com programação inédita entre 16 e 22 de junho. São transmissões online, ao vivo, além da exibição de vídeos, curtas e filmes, debates, oficinas e videoaulas.
Na próxima terça (16), o Circuito tem a sua primeira aula virtual de dança, iniciativa realizada em parceria com o projeto Terça da Dança, também promovido pela Prefeitura. De casa, as pessoas poderão aprender e praticar um pouco da modalidade do Dancehall, dança popular e urbana jamaicana que representa as tendências de amor, luta e voz do povo daquele país. A aula virtual será ministrada por Fabiana Santos, arte-educadora do Projeto Anjos D’ Rua, e Marcelo Mendes, pesquisador, dançarino e arte-educador do Projeto Escola Integrada. Também na terça (16), outra aula do Circuito em Casa será direcionada à formação dos artistas da capital em tempos de pandemia. A engenheira de áudio Flora Guerra apresenta um tutorial sobre como melhorar tecnicamente a qualidade do som nas lives e encontros virtuais, a partir das ferramentas disponíveis em casa.
Outra atração da semana será a exibição de uma montagem do coletivo Filme de Rua. O projeto tem promovido, nos últimos anos, a produção de cinema por jovens que vivem nas ruas de Belo Horizonte, que atuam como diretores, produtores, roteiristas e atores, envolvendo também profissionais da área da psicologia, cinema e comunicação. Na quarta-feira (17), será exibido o curta “Memórias de Mim”, uma coleção de lugares, memórias e paisagens sonoras da experiência de quem vive nas ruas da capital. Também será exibido o documentário "Filme de Rua", que revela a realidade das ruas do centro de Belo Horizonte, onde um grupo de adolescentes das periferias da cidade vivem e crescem juntos. Já na segunda (22), acontece um bate-papo com alguns dos integrantes dos coletivos Filme de Rua e Cine Leblon, que reúne a experimentação audiovisual de jovens no bairro Jardim Leblon, na regional Venda Nova. No encontro virtual, serão apresentadas e comentadas algumas produções. Agenda completa em anexo.
PROGRAMAÇÃO TAMBÉM INCLUI PROPOSTAS SELECIONADAS EM CADASTRO
A partir desta semana, o Circuito em Casa também passa a apresentar algumas atividades selecionadas a partir do cadastramento de propostas de artistas e produtores culturais de Belo Horizonte e Região Metropolitana. O objetivo é fomentar, conforme possibilidades da atual pandemia, a produção artística da Grande BH com o suporte a iniciativas em diversas linguagens. Foram aceitas inscrições de diferentes tipos de projetos, como lives e ações online de teatro e música, atendendo a diversos públicos e regiões.
Na quinta-feira, dia 18, a comunicadora, performer e escritora Brisa Marques apresenta o “Sarau da Brisa”, uma transmissão literária e musical com alguns de seus escritos e intervenções de artistas parceiros.
Sábado, dia 20, é dia de circo, com a Companhia Circunstância. No picadeiro virtual, o espetáculo “Circo de Família” traz o casal Tica-tica do Fubá (Dagmar Bedê) e Alegria Também (Diogo Dias) e conta com a participação de Pirueta Ravioli, filho do casal e ator principal. No domingo, dia 20, o grande destaque é o show de Marcos Catarina, comemorando 10 anos de carreira fonográfica, apresentando repertório autoral, inspirado no cancioneiro popular afro-mineiro.
A programação do Circuito em Casa é transmitida pelas seguintes mídias:
Canal da Fundação Municipal de Cultura no YouTube (youtube.com/canalfmc)
Perfil do Circuito no Instagram (instagram.com/circuitomunicipaldecultura)
Página do Circuito no Facebook (facebook.com/circuitomunicipaldeculturabh)
SOBRE O CIRCUITO EM CASA
O Circuito em Casa tem o objetivo de promover o acesso à cultura em Belo Horizonte, durante a pandemia da Covid-19, ampliando os esforços para que a população fique em casa, conforme as recomendações da Secretaria Municipal de Saúde. A programação foi montada a partir das atividades que já estavam previstas para ocorrer no Circuito Municipal de Cultura, iniciadas no final de 2019 e suspensas em razão do período de distanciamento social. Nesse sentido, o “Circuito em Casa” busca fortalecer a presença dos bens culturais para a população das diferentes regiões da cidade, assim como manter o intercâmbio e a qualificação da cena artística de Belo Horizonte durante o isolamento.
O projeto foi cuidadosamente desenvolvido, a partir das recomendações dos especialistas da saúde, de forma a reforçar o isolamento e proteger os envolvidos. Todos os artistas estão sendo orientados remotamente pela produção do Circuito, com as medidas necessárias contra o contágio do Coronavírus e a formatação de cada apresentação conforme as exigências sanitárias de prevenção à pandemia. Além disso, em todas as apresentações do “Circuito em Casa”, os artistas veicularão mensagens de conscientização ao público, visando ampliar o combate à Covid-19 em Belo Horizonte.
SOBRE O CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
O Circuito Municipal de Cultura foi lançado em dezembro de 2019, junto às comemorações do aniversário de Belo Horizonte. Desde então, movimentou a programação da cidade com apresentações como a de Jorge Ben Jor, na Praça da Estação, e Rincon Sapiência e Tamara Franklin, no Viaduto Santa Tereza, ambos na Zona Cultural Praça da Estação. Foram planejadas mais de 150 atrações artísticas e formativas, locais, estaduais e nacionais, durante 12 meses, contemplando diversas linguagens e o público de diferentes faixas etárias.
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