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Artista iraquiano radicado em Belo Horizonte inaugura sua primeira individual na Galeria de Arte da FCPEMG
Exposição de pinturas "Reminiscências do Oriente" aborda costumes e cultura remanescentes do Iraque
O artista plástico iraquiano Faris Dawood inaugura na terça-feira, 18 de junho, sua primeira exposição individual intitulada Reminiscências do Oriente, na Galeria de Arte da Fundação FCPEMG, rua da Bahia, 1.032, 9º andar – Centro. A curadoria foi realizada por Cristina Fonseca, motivada pelos aspectos peculiares da cultura do Oriente Médio espelhadas na pintura do artista, bem como pela sua trajetória de vida, perpassada por guerras e conflitos no Iraque, seu país de origem.
Dawood apresenta 26 pinturas nas quais utiliza técnica acrílica sobre tela. As obras cativam o olhar e repercutem seu mecanismo para a superação das amarguras contidas nas disputas, conflitos e guerras que experimentou ao longo de sua vida. Por meio de uma pintura de escape da dura realidade enfrentada em suas vivências no Iraque, o artista aborda em sua temática uma época pacificada que não existe mais. Saudosista, resgata as reminiscências da cultura e dos costumes do seu país em sua pintura ao estilo antigo de Bagdá, repleta de elementos simbólicos, liberdade formal e múltiplas representações culturais como os animais, as frutas, o chá, o café, as pipas, os tapetes e as chaves, além de aspectos místicos como o olho turco e os 7 olhos. A variedade da paleta de cores empregada traduz uma alegria recuperada no pós-guerra em contraponto ao monocromatismo das situações adversas vividas por Dawood.
Sobre o artista
Faris Dawood (1974) é pintor e ceramista autodidata, nascido na província de Diyala, Iraque. Sua infância e juventude foram marcadas pelos efeitos das guerras. Dawood nasceu durante a Segunda Guerra Curdo-Iraquiana (1974–1975), testemunhou as Guerras Irã-Iraque(1980–1988) e do Golfo (1990–1991), além de vivenciar a Guerra Civil no Curdistão Iraquiano (1995–1996).
Após sua especialização profissional em Management of Stores, ingressou no serviço militar obrigatório iraquiano, onde serviu durante um ano e meio em ambiente de disputas que penalizavam a região no Oriente Médio. Em 2004, deixando para trás os conflitos armados, imigrou para a Jordânia, depois para a Turquia e finalmente para a Europa, onde morou por 1 ano na Grécia e por 5 anos na Suécia. Em busca da paz, a arte surgiu como enfrentamento aos horrores da guerra. Passou a expor e negociar suas pinturas no edifício-sede da Cruz Vermelha na cidade de Skelleftea. Em 2011, retornou ao Iraque ao término da guerra com os Estados Unidos, casando-se mais tarde com a brasileira, Branca Dawood.
Desde 2014, vive no Brasil onde desenvolve suas atividades artísticas. Em Belo Horizonte, participou de exposições coletivas na Galeria de Arte Gilda Queiroz (56×70×70, 2019), no Viaduto das Artes (Eu Resisto, Eu Existo, 2018) e na Casa Lima D'Artes (Entre Amigos, 2018). Realizou intervenção urbana no gradil do Parque Municipal Américo Renê Giannetti durante o BHOOM - Semana da Moda e Arte (2018). Participou de curso de extensão em azulejaria cerâmica na Escola Guignard (2017).
Crédito fotográfico: Acervo FCPEMG
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