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Camila Menezes lança “AzulAmarelo”, single que abre seu primeiro trabalho solo, produzido inteiramente por ela
Canção integra a trilogia de singles “Bença” e será lançada nesta quinta-feira (17); multiartista realizou sozinha todas as etapas da produção do EP, que propõe mistura inusitada entre viola, elementos eletrônicos e voz
“AzulAmarelo” é a canção que abre a trilogia de singles “Bença”, que a mineira Camila Menezes lança neste mês de junho. Em seu primeiro trabalho solo, a multiartista assina, sozinha, composição, melodia, gravação (vozes e instrumentos), mixagem e masterização. Além do fato de ter sido inteiramente construído por Camila, o EP tem como fio-condutor a mistura inusitada entre viola caipira e elementos eletrônicos, em conexão com a voz da artista, conhecida também por seu trabalho como baixista e compositora das bandas Dolores 602 e Tutu com Tacacá. Primeira das três faixas, “AzulAmarelo” será lançada nesta quinta-feira, dia 17 de junho, nas principais plataformas digitais de streaming.
Escute “AzulAmarelo”, de CamilaMenezes, primeiro single do EP “Bença”
Gravada originalmente em 2014, pela Dolores 602 – e reconhecida, no mesmo ano, com o 2º Lugar do “Prêmio de Música das Minas Gerais” – “AzulAmarelo” é um convite para “acordar pra ver” e refletir sobre o que nos cerca, que segue bastante atual. “É uma música que fala da casa-Terra, da nossa relação com o planeta e entre nós, neste planeta. Que diz sobre a igualdade, que questiona as polarizações”, afirma Camila Menezes, premiada oito vezes em festivais por composições criadas para a banda de indie pop, formada por musicistas em BH. Em 2020, o disco “Cartografia”, da Dolores 602, recebeu o título de Melhor Obra (pop/rock) “Prêmio da Música Popular Mineira”, da Rádio Inconfidência.
Do ponto de vista sonoro, “AzulAmarelo” se transforma por completo neste trabalho solo, com o arranjo inédito que traz para o centro da roda a viola em diálogo com a voz e as nuances da música eletrônica. Afinal, versatilidade é outra característica do trabalho de Camila Menezes, que transita não apenas entre instrumentos e etapas do fazer artístico, mas por gêneros e referências musicais. Outra prova disso é sua atuação como baixista da banda Tutu com Tacacá, que funde ritmos mineiros e do Norte, como o carimbó; ou como maestrina do Coral Casa de Auxílio e Fraternidade Olhos da Luz (Sabará/MG), que vai do tango ao folk, passando pelo fado português e pelas músicas regionais brasileiras.
A trilogia de singles evidencia ainda mais a fluidez musical da artista, que apresenta o resultado harmônico da fusão entre a tecnologia do eletrônico e a organicidade da viola, instrumento acústico considerado patrimônio cultural do Estado de Minas Gerais. “A viola representa um símbolo do interior do Brasil, que tem muito a ver com as minhas raízes. Ao mesmo tempo, as músicas vêm do meu interior, da minha forma íntima de ver o mundo, da minha relação com os meus pais e com quem me cerca”, conta Camila, que viveu sua infância e adolescência em Abaeté/MG. “Musicalmente, é interessante trazer essa mistura e mostrar que não existe campo fixo de trabalho para a viola ou para o eletrônico. São possibilidades que podem dialogar, chegando a resultados de expressão bem poéticos”.
A multiartista “toma bença” a seus pais para trilhar os novos caminhos que começam com o lançamento do EP – cujas próximas duas faixas, “Louvação à (minha) Mãe” e “Para-ti”, serão lançadas ainda em junho, respectivamente nos dias 24 e 29. “‘Bença’ ocupa, em mim, um lugar específico, em que eu vou buscando essa coisa da raiz, com o que posso produzir em casa, com o meu computador. E é uma reverência ao que me permite estar aqui, hoje, fisicamente, neste lugar. A este planeta, que me emprestou os elementos da tabela periódica para formar este corpo. À minha mãe, que me gestou física e moralmente; e ao meu pai, que além de emprestar o material genético e me gestou na música”.
Sobre Camila Menezes
Camila Menezes é multi-instrumentista, compositora, arranjadora, maestrina e produtora musical. Artista atuante da efervescente cena musical de Belo Horizonte/MG, integra a banda de indie pop Dolores 602, com a qual conquistou, por suas composições, oito premiações em festivais. Versátil, também participa da banda Tutu com Tacacá, que funde ritmos mineiros e do Norte, como o carimbó. A mineira também toca baixo na banda da cantora Marina Machado e é, desde 2012, maestrina do Coral Casa de Auxílio e Fraternidade Olhos da Luz (Sabará/MG), que vai do tango ao folk, passando pelo fado e pelas músicas regionais brasileiras. Psicóloga de formação, mestra em Psicologia Social, também leciona Canto Coral na Associação Querubins e dá aulas particulares de violão, baixo e ukulele.
A gravação do EP ”Bença”, de Camila Menezes, é realizada com o apoio do Ministério do Turismo e do Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Lei Emergencial Aldir Blanc – conquistada com a luta e a articulação de quem acredita que a cultura é fundamental.
Camila Menezes – “AzulAmarelo” | “Bença”
Link de acesso às plataformas digitais | tratore.ffm.to/azulamarelo
Mais informações | Instagram / Facebook / YouTube
Foto: Divulgação
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