Notícias

Para celebrar o dia do Cinema Brasileiro, Cine Humberto Mauro promove sessão "Especial Glauber Rocha"

Com comentários do artista Ricardo Aleixo, a sessão exibirá o longa “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, marco do Cinema Novo, nesta segunda-feira (19/06), às 19h. A entrada gratuita

Em celebração aos 125 anos do Cinema Brasileiro, o Cine Humberto Mauro apresenta o “Especial Glauber Rocha”, considerado um dos principais realizadores do cinema mundial. A sessão acontece nesta segunda-feira (19), às 19h, e traz, em versão restaurada 4k, a obra “Deus e o diabo na Terra do Sol”, um dos trabalhos mais emblemáticos do cineasta. O evento vai contar com a participação do poeta, artista e pesquisador intermídia de Ricardo Aleixo, que comentará o filme e escreverá um texto crítico sobre o trabalho para ser publicado na plataforma Cine Humberto Mauro Mais. A programação é gratuita e a classificação indicativa é de 14 anos.

“Deus e o diabo na Terra do Sol” é um dos principais filmes do Cinema Novo, movimento artístico encabeçado por Glauber Rocha e que foi responsável por uma ruptura nas construções narrativas vigentes à época e pela experimentação da linguagem enquanto projeto artístico. "É muito especial para nós exibir essa obra restaurada no dia do Cinema Brasileiro, principalmente com o comentário de alguém como Ricardo Aleixo que, sem dúvida, tem uma visão única da obra", comenta Vitor Miranda, gerente do Cine Humberto Mauro.

A sessão contará com sorteio dos catálogos da Mostra Glauber | Kynoperzpektyva18, realizada em 2018 e que culminou com a publicação dos livros "Crítica Esparsa (1957-1965)", roteiro inédito do diretor baiano, e "O Nascimento dos Deuses". As obras também vão ser disponibilizadas na plataforma Cine Humberto Mauro Mais.

--

Glauber Rocha - escritor, roteirista, ator e cineasta brasileiro. Nascido em Vitória da Conquista, começou a ser alfabetizado em casa, pela mãe. Em 1947, quando a família se mudou para Salvador, começou a frequentar um colégio Presbiteriano onde participava de um grupo de teatro escrevendo e atuando. Seu primeiro curta, chamado “Pátio”, foi lançado em 1959 e o primeiro longa, “Bravento”, em 1962. Rocha foi líder de um movimento que pregava um cinema nacional voltado para uma temática social e com preocupação com a linguagem, o Cinema Novo. O filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” é o marco desse movimento e um dos mais expressivos e relevantes internacionalmente, tendo ao seu lado o longa “Terra em Transe”.

Versão restaurada em 4k - O trabalho de digitalização e remasterização foi realizado a partir da cópia original: cinco latas de negativos 35mm em perfeitas condições, que estavam armazenadas na Cinemateca de São Paulo. A restauração foi comandada por Lino Meireles em parceria com a diretora Paloma Rocha, filha de Glauber Rocha, e realizado na Cinecolor, empresa parceira da Cinemateca Brasileira.

PROGRAMAÇÃO

Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha, BRA, 1964) | 14 anos | 2h

Manuel (Geraldo Del Rey) é um vaqueiro que se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes (Mílton Roda) e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido por jagunços, o que faz com que fuja com sua esposa Rosa (Yoná Magalhães). O casal se junta aos seguidores do beato Sebastião (Lídio Silva), que promete o fim do sofrimento através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Porém ao presenciar a morte de uma criança Rosa mata o beato. Simultaneamente Antônio das Mortes (Maurício do Valle), um matador de aluguel a serviço da Igreja Católica e dos latifundiários da região, extermina os seguidores do beato. Ao ser apresentado no Festival de Cannes de 1964, o clássico de Glauber Rocha foi tão elogiado pela crítica internacional que alavancou o Cinema Novo a um dos mais importantes movimentos do cinema mundial.

RICARDO ALEIXO - poeta, artista visual e sonoro, performador, pesquisador das poéticas da voz e do corpo, cantor, compositor, ensaísta e editor. Publicou, entre outros, os livros Pesado demais para a ventania (Todavia, 2018). Antiboi (LIRA/Crisálida, 2017 – finalista do Prêmio Oceanos 2018) e Modelos vivos (Ed. Crisálida, 2010 – finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti 2011). Já fez performances na Alemanha, na Argentina, em Portugal, na França, no México, na Espanha, nos EUA e na Suíça. Integra antologias, coletâneas e edições especiais de revistas e jornais dedicados à difusão da poesia brasileira nos EUA, na Argentina, em Portugal, na França, de País de Gales, em Angola e no México. Tem participado de importantes exposições coletivas, como Poiesis < Poema entre pixel e programa > (RJ, 2007), Radiovisual – Em torno de 4’33” (Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2009) e Poética Expositiva (RJ, 2011). É curador do festival Zona de Invenção & Poesia. Edita a revista Roda – Arte e Cultura do Atlântico Negro e a Coleção Elixir, de plaquetes tipográficas.

CINE HUMBERTO MAURO – Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, o Cine Humberto Mauro foi inaugurado em 1978. Seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico. Com 129 lugares, possui equipamentos de som dolby digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Nestes 43 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de programação diversificada, bem como à criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual com a realização do tradicional FestCurtasBH - Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, e o Prêmio Estímulo ao Curta-metragem de Baixo Orçamento. O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras História Permanente do Cinema, Cinema e Psicanálise e Curta a Tela, entre outros. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS. A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia. de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado também é responsável pela gestão do Circuito Liberdade. Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.

DIA DO CINEMA BRASILEIRO - ESPECIAL GLAUBER ROCHA
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro/MG
Data: 19 de junho de 2023
Horário: 19h
Classificação indicativa: 14 anos
Acesso Gratuito – Ingressos distribuídos uma hora antes da sessão

Informações para o público: (31) 3236-7400

Foto: Divulgação

Selecionamos os melhores fornecedores de BH e região metropolitana para você realizar o seu evento.