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VIOLONISTA SAMUEL CABRAL FAZ SHOW DE LANÇAMENTO DO 1º EP SOLO “CRIADOURO” DENTRO DO PROJETO ENSAIO ABERTO, NO MMG GERDAU
Encontro com o público está confirmado para o dia 26/7 (qui), com entrada gratuita. Jovem instrumentista também garante apresentação no Odara Café e Ofícios, dia 27/7
O violonista mineiro Samuel Cabral acaba de gravar o primeiro EP solo, Criadouro, e realiza show de pré-lançamento em duas apresentações neste mês de julho: no dia 26/7 (quinta), às 19h30, leva a sonoridade do violão 7 cordas ao palco do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, dentro do projeto Ensaio Aberto. Na sequência, dia 27/7 (sexta), tem encontro marcado com o público no espaço Odara Café e Ofícios, também às 19h30. Ambos têm entrada gratuita.
“Criadouro” é uma coletânea de sons autorais que demonstra, em cinco faixas, a sensibilidade de Samuel Cabral para questões atuais e de seu entorno. No disco, o músico presta homenagem aos índios Krenak e ao Rio Doce – impactados diretamente pela intervenção do homem no meio ambiente, com participação especial da flauta de Shirley Krenak. O instrumentista apresenta no violão 7 cordas as composições ‘Trem’, ‘Baile’, ‘Avante’, ‘Erehé’ e ‘Meu amor, seu abrigo’, além da faixa bônus ‘Bixo Solto’ nas vozes de Kristoff Silva, Marina Flor e Sofia Cupertino. O músico, cantor e compositor Sérgio Pererê também brinda os apreciadores de Criadouro com texturas de cantos diversos.
Com trabalho reconhecido pelo grande público, Samuel Cabral inicia 2018 como um dos selecionados para o Ensaio Aberto – iniciativa do MM Gerdau: Museu das Minas e do Metal que, desde 2015, reúne músicos amadores e/ou profissionais, solistas ou grupos para apresentações na Praça de Convivência do museu. Samuel se apresenta neste projeto com o eruditismo do violão 7 cordas e um repertório que busca referência nos grupos de jazz da cena musical contemporânea. No show, o artista toca acompanhado do baixista Tiago Filemon e do baterista Rodrigo Lelis, com repertório que valoriza a cena autoral mineira com composições próprias, além de Toninho Horta e Milton Nascimento. As composições de “Criadouro” também marcam o repertório da apresentação no Espaço Odara, sem deixar de contemplar grandes sucessos da cena nacional.
SOBRE SAMUEL CABRAL
Mineiro da cidade de Governador Valadares – região do Vale do Rio Doce, Samuel Cabral é violonista graduado em Música Popular pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e egresso de Violão Erudito do Centro de Formação Artística e Tecnológica da Fundação Clóvis Salgado/ Palácio das Artes (Cefart), além de compositor, produtor, arranjador, videomaker e arte educador.
Conhecido por sua espontaneidade, criatividade, descontração, autenticidade e sensibilidade, Samuel Cabral é exemplo da junção desafiadora do violão clássico com a linguagem musical contemporânea. Apesar da influência vir de berço – incluindo o pai baterista, começou a estudar violão em 2005 com o guitarrista e educador Maurício Mansu, e passou pelas bandas ‘Aquês 3’ (até 2015) e ‘Gaby Winehouse’ (até 2016), até que finalmente deu início à carreira solo.
O entusiasmo com o estudo da música e a forma diferenciada de lidar com o público, aliados ao senso de responsabilidade social, também garantem a Samuel Cabral lugar de destaque como arte educador. Atualmente dedica-se ao projeto de contação de história infantil acessível "Agora, história" – para crianças surdas e cegas, em parceria com a atriz/intérprete Dinalva Andrade. Desde o início de sua carreira, ainda passou por espaços como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Belo Horizonte; escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte e Região Metropolitana; escolas livres de música, além de oficinas pelo estado. Destaque para sua participação no 13º Encuentro de la Canción Infantil na Argentina, em 2017.
Versátil por natureza e antenado a tudo que envolve o universo musical, Samuel Cabral funda em 2017 a Produtora Horizontal, por meio da qual adentra em áreas do audiovisual e assume a produção e coprodução de artistas emergentes. A vocação do músico para aglutinar pessoas e ideias também o leva a lançar o projeto ‘Baile do Samu’, em que periodicamente reúne músicos convidados em um show intimista regado à boa música instrumental brasileira.
“CRIADOURO” FAIXA A FAIXA
A faixa "Trem" se propõe a expor várias influências num turbilhão de formas, tendo como temática a viagem na estrada de ferro “Vitória-Minas”, que faz parte do começo da carreira de Samuel Cabral. O artista a classificaria como um jazz surrealista que, com um formato "power trio", executa linhas e cadências muito comuns do século XX, citando o serialismo e o modernismo.
A faixa "Baile" vem pelo viés da dança. Esta composição traz a participação de Sérgio Pererê, para acrescentar texturas de cantos diversos remetendo à algumas manifestações de matrizes (do oeste) africanas e temperar a faixa que aborda desde a dança folclórica nipônica – com suas pentatônicas simples, até os resultados culturais brasileiros do Funk atual.
No lugar mais calmo da criatura, uma canção simplória, de quatro acordes, fala sobre o tempo e suas dissonâncias que circulam o êxtase e a tristeza de um jeito visceral. Matematica e musicalmente, a composição de 4 acordes entraria num fatorial de 16 possibilidades de combinação e, falando fisicamente do tempo, um fatorial de 3 lugares: o passado, o presente e o futuro, sendo estes uma matiz perfeita e infinita para "frente" e para "trás" como as cores, os sons, as frequências. A ilusão de que o tempo é algo controlável é inevitável em alguns momentos da vida, e por todas as questões já indagadas antes de compor, ‘surge’ Avante: uma calmaria, um oásis que Samuel Cabral entrega ao compositor e intérprete Kristoff Silva. A interpretação é delicada e convida o ouvinte a perceber que existimos através de possibilidades da quântica. Compor, criar é um exercício de escolhas.
Ererré, ou Erehé, é instrumental e uma forma dedicatória às memórias do Rio Doce, rio que integra as lembranças de infância do jovem músico na cidade natal de Governador Valadares. Um de seus afluentes, “por mais sujo que fosse, também fez muita parte do meu dia-a-dia, o córrego Figueirinha”, recorda Samuel. Entre tantas histórias que o compositor poderia romancear, vem o fato concreto e mais poluído de todos na história do país: o desastre do rompimento das barragens da mineradora Samarco, na cidade histórica de Mariana. Esta faixa coroa a dedicatória do trabalho, à família e todos ao redor. Uma tentativa de repassar esperança e uma imensa saudação ao povo Borum Krenak. Nesta faixa, Shirley Krenak é convidada a participar com a flauta citando as belas melodias da floresta, da mata, do sagrado deles, endossando o conteúdo potencialmente tocante.
Foto: Estudio Casa Nostra
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