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"Aurora"
Videoclipes e show de lançamento do segundo álbum de Antonio Gomes Neto
No dia 25 de junho, domingo, será lançado, no Teatro Francisco Nunes, o álbum “AURORA”, do compositor, escritor e médico Antonio Gomes Neto. Primeiro lançamento do selo Klave, o show faz parte de um projeto de fôlego que realizou o levantamento de 50 anos da produção musical e literária do artista, resultando em 8 videoclipes com gravações de estúdio, documentação da obra e disco com 13 faixas inéditas.
“AURORA” é fruto da colaboração de Antonio Gomes Neto, nos últimos 20 anos, com seu filho e produtor musical Marcos Braccini, responsável pelo registro, produção e divulgação de parte de seu repertório em discos e shows, iniciada com "Tempo de Desenredo", lançado em 2008, com participação de Sérgio Ricardo.
Antonio Gomes Neto é compositor, escritor e médico, nascido em Belo Horizonte (1953). Gravou dois discos autorais "Aurora" (2023) e "Tempo de Desenredo" (2008) e teve suas composições gravadas por diferentes intérpretes como Sérgio Ricardo, Carla Villar, Leopoldina. Prepara atualmente a publicação do livro "Calada Palavra" e trabalha no Serviço de Neurologia da Santa Casa de Belo Horizonte, sendo membro da Academia Brasileira de Neurologia.
Com músicas gravadas na voz de outros intérpretes (como "Primeira Valsa", por Carla Villar; "Espelho", por Chintya Martins e Marcus Bolívar; “Esse Moço” por Leopodina; “Mãos Vazias” por Rafael Martini; além de "Solidão", por Alexandre Galvão) e tendo se comprometido na consolidação da carreira de outros artistas através de seu trabalho de letrista e escritor, assinando parte do repertório dos discos “Noturno” e “Wiara” de Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto se lançou ao desafio de novamente interpretar sua obra em seu segundo álbum autoral.
O DISCO
“AURORA” traz 13 faixas inéditas de autoria de Antonio Gomes Neto – sendo 2 delas em parceria com Marcus Bolívar (Disseste e Esse Moço) –, interpretadas pelo próprio autor.
O repertório mescla canções antigas e recentes, com ritmos e estilos variados, como samba, frevo, choro-canção, marcha-rancho, valsa, conciliando a voz e a interpretação do autor a arranjos cuidados que sublimam a poesia contida nas letras, matéria-prima do álbum.
O trabalho, gravado entre 2021 e 2022, tem produção e direção musical de Marcos Braccini e consolida um produtivo diálogo entre diferentes gerações de artistas em torno da obra do compositor mineiro. Os arranjos foram assinados por Geraldo Alvarenga, Marcos Braccini, Rafael Martini, Carlos Walter, Rafael Macedo, Felipe José, Thiago Delegado e Fabio Adour (RJ).
O disco conta ainda com a nobre participação de Theo de Barros (SP) ao violão, responsável também pelos arranjos de “Pés Descalços” e “Esse Moço”. Autor da lendária “Disparada”, Theo de Barros faleceu no último mês de março, aos 80 anos. Esta foi uma das últimas realizações do arranjador, a quem o autor dedica o trabalho.
Com design gráfico assinado por Daniel Cavalcanti, efotografias de Samira Mota e Ronald Dickman, “AURORA” está disponível nas plataformas digitais para streaming e terá edição física para o segundo semestre. Os videoclipes foram realizados por Henrique Bocelli e serão lançados também nas plataformas digitais.
O SHOW
Com direção de Marcos Braccini, "AURORA” traz, além de Antonio Gomes Neto (composições, voz), Lucas Telles (violão), Bruno Vellozo (baixo acústico), Yuri Vellasco (bateria e percussão) e Pedro Mota (trompete e flugelhorn).
O evento contará com tradução de libras por Aparecida Gabriela. Figurino de Paula Braccini; vídeo-cenário de Rafael Fares, a partir das imagens de Ronald Dickman; iluminação de Márcia Neves; técnicos de som Rafael Dutra e Fabrício Galvani. Realizado e produzido pelo selo KLAVE.
Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Serviço: Antonio Gomes Neto
Show de lançamento do disco "AURORA"
Selo Klave
Data: 25 de junho, domingo, 19h,
Local: Teatro Francisco Nunes – Belo Horizonte
Av. Afonso Pena s/ no. – Parque Municipal - Centro
ENTRADA FRANCA.
Acessível para libras.
Os ingressos serão distribuídos no local do show.
Informações Teatro Francisco Nunes: (31)32776325.
Link para o vídeo de “OUTROS CAMINHOS”:
https://www.youtube.com/watch?v=b_HddMRMhRM
vídeo “FREVO DELA”:
https://youtu.be/ejyTspWD78c
vídeo de “COMO SE FOSSE MÁGICA”:
https://youtu.be/-FtvHs71ncA
O disco está disponível para streaming nas plataformas digitais como Spotify, Deezer, etc e estará disponível para download futuramente em www.klavestudio.com
Faixa a faixa: “AURORA” Antonio Gomes Neto
1- Disseste:
A referência maior, como em outras canções do disco, é o Carnaval. Em especial o “Carnaval de Diamantina”, para o qual o autor escreveu ao longo de duas décadas uma coleção de sambas-enredo, sempre em parceria com Marcus Bolívar. A faixa de abertura do disco, de caráter épico e triunfal, versa com alegria e bom humor também sobre a resistência, a resiliência, as eternas confiança e certeza de que nada nos impedirá de voltar ao lugar e ao caminho escolhido, aquele que nos define.
2- Frevo dela:
Mais uma vez o Carnaval se impondo como força motriz, como urgência. “Se o bloco não anda, o coração dispara”. O “último folião”, o “derradeiro bloco”. É profunda a consciência da matéria de que é feito “o seu bloco”: apenas ele e sua saudade, e mais a avenida inteira pra sonhar. É preciso então avisar a todos e a cada um, de que ele voltará aos braços dela, pois é ela o seu frevo, é ela o carnaval.
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3- Esse moço:
Eis que a voz feminina encontra espaço no discurso amoroso. O choro-canção que ganhou arranjo de Theo de Barros é narrado em 1a pessoa, por uma mulher, seguindo o exemplo maior de Chico Buarque (Olhos nos olhos e tantas outras), de Wilson Batista (Sambei 24 horas, sambei), Assis Valente (Meu moreno fez bobagem…) e tantos outros. É ela quem nos conta suas mágoas e saudade, a angústia do não pertencimento, “…meu amor nunca foi meu, foi metade do que eu quis”, mas sobretudo a certeza da dimensão insuspeitada do amor e da paixão, “…ninguém foi tão feliz quanto ele, como eu”.
4- Foi assim:
“Os caminhos de partir também podem conduzir aos caminhos de voltar’.
O samba em tom menor e a surpresa do amor que desaba como a tarde sobre o olhar do compositor. A paixão faz do coração ateu um Deus que de tudo é capaz, e mais uma vez o retorno como possibilidade. Os mesmos caminhos a percorrer, agora no sentido contrário, eterna volta, com direção certa.
5- Aurora:
Canção título do disco, não por acaso. Mais uma vez o Carnaval como cenário, a nostalgia e a memória do que já não mais havia. A súbita surpresa ao amanhecer (…”no romper da Aurora”), quando tudo renasce, o carnaval e o amor, agora para sempre.
6- Pés descalços:
Uma valsa, quase modinha, cujo ritmo parece desenhar a tristeza e a calma do desenlace necessário, realçados pelo arranjo e violão de Theo de Barros. A partida necessária, o amor a ser buscado, o frio a ser deixado, o sol a perseguir. A dor, como memória ou cicatriz, restará para sempre na alma do poeta, como serena presença.
7- Outros caminhos:
Outros Caminhos é o ponto onde culmina todo o lirismo do disco. Encruzilhadas como possibilidades múltiplas e a segurança do caminho a seguir. Melodia, versos, quarteto de cordas, piano e a cidade fazem a moldura para a poesia que se impõe a cada movimento, a cada descoberta entre fugas e encontros, partidas e recados. O autor nos conta, que foi a partir da emoção da escuta da gravação de Milton Nascimento para “Guardanapos de Papel” que nasceram os primeiros versos e acordes para essa canção.
8- Deixa:
Samba em tom menor fazendo da busca do amor, e o amor, os temas centrais. O arranjo, que se inicia com coral fúnebre, grave e lento nas cordas, evidencia o percurso poético da canção que vai da melancolia de paisagens escuras até a alegria escancarada de braços abertos, ensolarada e aguda, tendo como mote: “Deixa a porta a aberta”!
9- Cada vez que brilha:
A faixa reúne o mineiro Carlos Walter (violão e arranjo), o carioca Sérgio Krakowski (pandeiro) e o paulista Du Johansen (trombone) a interpretação de Antonio Gomes Neto (composição e voz) que aqui revisitam a melhor tradição do samba e dos compositores que fizeram a história da nossa música brasileira, com este samba-canção. A influência de Noel, Cartola e Nelson Cavaquinho se faz inevitável, e também a lua e a madrugada, cenário mais bonito, presente nos versos do compositor.
10- Adeus 4 feira:
que o Carnaval assume novamente o protagonismo nesta marcha rancho, escancarando o paradoxo entre a folia e a dor, a alegria da festa e uma indefinida saudade, que é só melancolia. E lá vão eles agora, foliões a se perder na multidão, e tudo será festa sem fim, para sempre o carnaval, quarta-feira nunca mais.
11- Como se fosse mágica:
A surpresa do amor inesperado. Súbito, tudo é sutileza e canção, a eloquência dos silêncios agora preenchendo espaços, a escuridão se recolhendo diante do amor que amanhece, o brilho de estrelas se refugiando nos olhos da amada e a noite para sempre finda. Arranjo exuberante desenhando a valsa, que nos convida ao sonho e à dança.
12- Quem te convidou?:
canto “à capela” anuncia e nos dá a medida do estranhamento, quase recusa, que toma conta do poeta diante da chegada daquela que parece invadir, em silencio, sua solidão e recolhimento. Surpreendente intrusa transformada, ao fim, em iluminada musa, a poesia sendo, agora, a tradução do encontro improvável. Em seguida, a dor e o abandono são amplificados pelo arranjo delicadamente rude e poético, com violão, clarone e trombone acentuando o inusitado e o trajeto do amor e da poesia.
13- Cara a Cara:
A faixa encerra o disco com emoção e refinada delicadeza, redesenhando o caminho que, ao final, é o retrato do amor para sempre guardado, mesmo quando já não há.
Foto: Renato Araújo
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