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MM Gerdau aproxima a população da ciência

A 3ª edição do Química Faz Bem apresenta ao público, de uma forma interativa, pesquisas desenvolvidas na universidade e como elas impactam a sociedade

Com o anúncio do MEC de retenção no orçamento para as verbas de custeio e investimentos das instituições federais, além dos cortes anunciados em bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, uma discussão ganhou o país nos últimos meses: “A importância da ciência e da educação para a sociedade no Brasil”. Para debater este tema e aproximar a população da universidade, apresentando a todos o que é desenvolvido por estes estudantes, o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, em parceria com o programa de pós-graduação em Química da UFMG, promove no dia 15 de junho, a partir das 13h, mais uma edição do projeto “Química Faz Bem”.

O Museu abre suas portas e apresenta 14 projetos desenvolvidos pelo departamento de Química da UFMG, que passam pelas mais diversas áreas de pesquisa. Além disso, o professor doutor Alfredo Mateus, docente do Colégio Técnico da UFMG (Coltec – UFMG) e parceiro do Museu coordenará diversas “Oficinas de Experimentos”. Nesta atividade, o público visitante terá a oportunidade de realizar e interagir com experimentos como o labirinto hidrofóbico, a areia mágica, os plásticos apaixonados e muito mais. Serão realizadas ainda palestras sobre novas tecnologias desenvolvidas a partir dos rejeitos de minério e, sobre a química por trás do aço inox.

“Apresentar as mostras interativas de experimentos no Museu das Minas e do Metal é algo muito prazeroso, pois, eu acredito que esse é o tipo de atividade que museus de ciência devem apresentar ao público. Oportunidades para que as pessoas tenham contato direto com a ciência, os fenômenos e as suas explicações. A mostra foi um sucesso no ano passado e esperamos que isso se repita agora”, declara o professor.

Para Márcia Guimarães, gestora do MM Gerdau, o Museu, por meio dessa iniciativa, reforça o seu papel de espaço de divulgação científica e contribui para essa aproximação da população com os estudos desenvolvidos nas universidades. “Através do Química Faz Bem, desejamos atrair o interesse dos visitantes não somente pela química, mas pela ciência no geral. Assim como abrir esse espaço para o debate sobre a sua importância para a sociedade, principalmente neste momento do país”, completa a gestora do MM Gerdau.

Todas as atividades do Química Faz Bem são gratuitas e abertas ao público.

Saiba mais sobre o projeto Química Faz Bem

Idealizado em 2016 como um projeto de extensão, o Química Faz Bem promove ocupações em diversos espaços, além de bate-papos, para apresentar à sociedade os resultados das pesquisas que são desenvolvidas na universidade. Explicando a importância das pesquisas e, como elas impactam a sociedade, seja no desenvolvimento de vacinas ou de novos medicamentos para o tratamento de doenças, por exemplo. Desde então, a iniciativa é realizada uma vez por ano, sendo esta a 2ª edição promovida em parceria com o MM Gerdau.

“Se a sociedade não sabe o que é desenvolvido na universidade, ela não a defende. Assim é importante mostrar o que é realizado dentro destas instituições de uma forma clara, esquecendo os termos técnicos. É preciso aproximar a população destas pesquisas para que todos entendam a importância destes estudos. O país que não investe em suas universidades e nestas pesquisas não se desenvolve, fica dependente de tecnologias e de tudo que vem de fora, não se atenta ao seu potencial. Por meio do Química Faz Bem queremos levar essa compreensão à sociedade”, afirma Brenda Porto, coordenadora da comissão organizadora do projeto.

Conheça o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal

O MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal, integrante do Circuito Liberdade desde 2010, é um museu de ciência e tecnologia que apresenta de forma lúdica e interativa a história da mineração e da metalurgia. Em 20 áreas expositivas, estão 44 exposições que apresentam, por meio de personagens históricos e fictícios, os minérios, os minerais e a diversidade do universo da Geociências. O Prédio Rosa da Praça da Liberdade, onde funciona o espaço cultural, foi inaugurado em 1897, juntamente com Belo Horizonte. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA), o edifício passou por meticuloso trabalho de restauro, que constatou que a decoração interna seguiu o gosto afrancesado da época, com vocabulário neoclássico e art nouveau. O projeto arquitetônico para a nova finalidade do Prédio Rosa, que já foi Secretaria do Interior e da Educação, foi feito por Paulo Mendes da Rocha e a expografia, que usa a tecnologia como aliada da memória e da experiência, é de Marcello Dantas. O Museu funciona de terça a domingo, das 12 às 18h, e na quinta, das 12 às 22h e apresenta uma programação para todas as idades. A entrada é franca.

Foto: Divulgação

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