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‘Palco Giratório’ completa 20 anos e retorna a Minas Gerais

Maior circuito de artes cênicas do país será realizado em oito municípios mineiros neste ano. Releitura inédita a partir da obra de Shakespeare abre a programação, em BH

Tudo pronto para Minas Gerais receber mais uma edição do Palco Giratório. A iniciativa, que completa 20 anos de existência em 2017, consagrou-se neste período como o maior circuito de artes cênicas do país, realizado pelo Sesc. A abertura da temporada mineira será realizada em 10 de junho (sábado), em BH, na Praça da Assembleia, às 16h, com a apresentação do espetáculo Caliban – A Tempestade de Augusto Boal. A peça integra o circuito especial, que nesta edição homenageia a companhia ‘Oi Nóis Aqui Traveiz’, do Rio Grande do Sul. A montagem, uma releitura inédita a partir da obra de Shakespeare, é um trabalho de rua que celebra os 39 anos do coletivo, um dos mais relevantes do país.

Em Minas Gerais, além da capital, outros sete municípios receberão atividades. São eles: Almenara, Araxá, Contagem, Montes Claros, Poços de Caldas, Uberaba e Uberlândia. Ao todo, serão 31 apresentações no estado, três intervenções e uma performance. A participação é sempre gratuita.

Para as apresentações no Sesc Palladium, os ingressos devem ser retirados na bilheteria do centro cultural com uma hora de antecedência, quando o espetáculo acontecer no Grande Teatro, e 30 minutos antes quando for no Teatro de Bolso. Cada pessoa pode retirar até um par. Os espaços estão sujeitos a lotação.

As apresentações no interior vão até novembro. Para conferir a programação completa do Palco Giratórioclique aqui.

Nesta edição, dois grupos mineiros participam da itinerância: o ‘Pigmalião Escultura que Mexe’ e o ‘Coletivo na Esquina’. Uma novidade é que, pela primeira vez, Minas Gerais receberá uma Aldeia no Palco Giratório. Será em Uberlândia, em outubro. As Aldeias são mostras de arte e cultura que permitem que os trabalhos selecionados pela curadoria dialoguem com a produção local. O objetivo é estimular a produção e o consumo de bens culturais.

 

DUAS DÉCADAS: O ‘PALCO GIRATÓRIO’ EM NÚMEROS

Reconhecido como uma das mais importantes iniciativas no segmento de artes cênicas do país, o Palco Giratório é uma rede de intercâmbio e difusão das artes cênicas consolidada no cenário cultural brasileiro. Ao longo de 19 edições, levou uma grande variedade de gêneros e linguagens artísticas para um público diversificado, em 9.526 apresentações em todo o Brasil, entre grupos de teatro de rua, circo, dança entre outras linguagens artísticas — em instalações do Sesc, praças e outros espaços urbanos.


O lançamento nacional do circuito vigente foi realizado em março, na cidade de Campina Grande, na Paraíba, com exibição do mesmo espetáculo que abre a temporada mineira e também da peça Ledores no Breu, da ‘Cia. do Tijolo’, de São Paulo, inspirada no pensamento e na prática do educador Paulo Freire, nas obras do poeta Zé da Luz e de Guimarães Rosa. O espetáculo Palafita, do Ceará, e a performance DNA de DAN, do Paraná, também se apresentaram na abertura nacional. DNA de DAN é a primeira performance a circular pelo projeto.

 

Somente nesta edição, até o final do ano, o projeto visitará 144 cidades em 26 estados e no Distrito Federal, com espetáculos e intercâmbios artísticos. Em 2017 o Palco Giratório conta com a participação de 20 companhias, que somarão 685 apresentações artísticas e 1.188 horas de oficinas teatrais no país.


“O Palco Giratório é um projeto que vai além do circuito de espetáculos, pois leva ideias, provocações e questões lançadas pela curadoria para o Brasil, incluindo cidades pequenas. São 20 anos disseminando as artes cênicas, em diferentes manifestações e linguagens culturais, promovendo intercâmbio de modos de fazer, criar, pensar e sentir”, ressalta Raphael Vianna, técnico de Artes Cênicas do Sesc.

 

Com uma curadoria formada por profissionais do Sesc de todo país, a programação selecionada para o Palco Giratório apresenta anualmente uma amostra importante da produção cênica brasileira. Os espetáculos são apresentados simultaneamente, percorrendo todos os estados. Entre os destaques também está a peçaCaranguejo Overdrive, da Aquela Cia. de Teatro, vencedora de três prêmios Shell, e DNA de DAN, ganhadora do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna.

 

Além dos espetáculos, o Palco Giratório contará com seminários, onde serão discutidos aspectos relevantes das artes cênicas e políticas públicas para o teatro, entre outros temas. “Refletir sobre os 20 anos do Palco Giratórioé uma oportunidade ímpar para ampliar as principais discussões que atravessam o projeto, apontando, assim, para uma perspectiva de futuro”, destaca Raphael.

 

SESC PALLADIUM RECEBE EXPOSIÇÃO SOBRE O ‘TEATRO DE ARENA’

A história do ‘Teatro de Arena’, um dos mais conceituados grupos teatrais brasileiros, será tema da exposição inédita Arena conta... Teatro e Resistência no Brasil (1965-1970). A mostra abre ao público no mesmo dia do lançamento estadual do Palco Giratório, 10 de junho (sábado), no Mezanino do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). A exposição poderá ser vista até 23 de julho, de terça a domingo, das 9h às 21h, sempre com entrada franca.

 

Realizado pelo Sesc e pelo Instituto Augusto Boal, o projeto revela a trajetória do grupo e de seu elenco de atores, diretores e autores. Fundado em 1953, em São Paulo, o ‘Teatro de Arena’ promoveu uma renovação e nacionalização do teatro brasileiro. Em seu palco foram apresentados espetáculos de importantes diretores e dramaturgos, como Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.

Na exposição, sete painéis apresentam documentos e fotos das montagens de Arena conta ZumbiArena conta Tiradentes e Arena conta Bolívar. Essas peças registraram um espaço alternativo para a cena cultural do país, conciliando a criatividade dramatúrgica com a abordagem de temas de forte impacto nacional. Músicas originais desses espetáculos foram recuperadas, assim como vídeos e fotos dos acervos do Instituto Augusto Boal e da Funarte.

Foto: Latitude Filmes

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