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Projeto Solo Negro apresenta "Brado" na sexta-feira, 10/06
As apresentações acontecem em vários espaços culturais da cidade. "Brado"
O projeto Solo Negro vai apresentar ao público espetáculos de teatro, dança e circo de artistas negras e negros de Belo Horizonte, até o dia 25 de junho. Este é o quinto ano da mostra, que tem previstos em 2022 programação gratuita e aberta ao público. Depois de dois anos de programação online, em acordo com medidas vigentes para proteção contra a propagação da covid-19, Solo Negro volta a ser realizado de forma presencial celebrando a possibilidade do reencontro com segurança. As apresentações acontecem em vários espaços culturais da cidade. "Brado", com Priscila Rezende, será a próxima atração marcada para a sexta-feira (10/06), às 15h30, no Centro Cultural Venda Nova - R. José Ferreira dos Santos, 184 - Jardim dos Comerciários. A programação segue com "Récita 1", com JOSY.ANNE, no sábado (25/6), às 20h; no Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/ Teatro Raul Belém Machado - R. Leonil Prata, s/n - Alípio de Melo.
Idealizado pela Cia Burlantins e com curadoria de Julia Tizumba, Solo Negro se propõe a criar um espaço de difusão do trabalho de artistas negros da capital mineira, reunindo espetáculos que dialogam com a cultura afro-brasileira contemporânea ou tradicional. “A valorização da cultura e dos indivíduos afro-brasileiros e a presença do corpo negro em cena são base fundamental do projeto Solo Negro. Nesta edição, diálogos marcam a cena: múltiplas estéticas, narrativas diversas e diferentes gerações do Teatro Negro belohorizontino, que reverberam a interlocução entre ancestralidade e atualidade”, afirma Júlia.
Esta edição do projeto é viabilizada por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.
PROGRAMAÇÃO E SERVIÇO
Link para imagens em vídeo: https://youtu.be/bQ_8TShnM7w
BRADO, com Priscila Rezende
10.06 . sexta. 15h30
20min . LIVRE . PERFORMANCE
Centro Cultural Venda Nova - R. José Ferreira dos Santos, 184 - Jardim dos Comerciários
Anestesiar a crueldade, o sofrimento, a dor que assola cada vida negra que se vai vítima da violência, da injustiça e do racismo é com certeza um desejo constante. Mas, ao mesmo tempo, é necessário não deixar que estes fatos caiam no esquecimento, não deixar que essas vidas sejam enterradas fisicamente e também no tempo, tornando-se apenas mais um número na estatística. Assim, a artista enuncia seus nomes para que não sejam apagados. Declara suas vidas e suas mortes para dar significado à essa memória e torná-la presente e simbolicamente vivente. Na performance Brado, ao som de batidas do coração e tiros, a artista caminha e enuncia repetidamente o nome de diversas pessoas vítimas da violência policial e racial no Brasil, ao mesmo tempo em que carrega e distribui 111 rosas.
Link para imagens em vídeo: https://youtube.com/watch?v=94TNpIoq_zA&feature=share
RÉCITA 1, com JOSY.ANNE
25.06 . sábado . 20h
40min . LIVRE . TEATRO
Espaço Cênico Yoshifumi Yag i/ Teatro Raul Belém Machado - R. Leonil Prata, s/n - Alípio de Melo
Sons de renascimento, sons de vida e morte e vocalidades complexas contam a história de uma civilização que é perseguida por um bicho invisível, que quando se aloja no interior do indivíduo ele é movido pelo metabolismo da ganância. Movimento, continuidade, autofecundação e, em consequência, eterno retorno. Esses são um dos significados do símbolo do ouroboros: a serpente que come o próprio rabo serpenteia a dramaturgia cíclica da cena curta apresentando línguas criadas pelas artistas, cacofonias e silêncios que tensionam a ideia de exploração e desenvolvimento, devastação e civilização, consumo com existência. trazendo assim um espaço sonoro de reflexão.
Concepção e criação : Josy.Anne / Texto : Maré de Matos
O projeto Solo Negro contou também com a Intervenção Makamba Brincante: Circo e Brincadeira, com o Grupo Makamba Brincante, realizado no dia 14 de maio, sábado, às 13h, no Centro Cultural Alto Vera Cruz - R. Padre Júlio Maria, 1577 - Alto Vera Cruz. No último sábado, a atração foi Marcapasso, com Suelen Sampaio, no Centro Cultural Lindeia Regina - Rua Aristolino Basílio de Oliveira, 445 - Regina.
Foto: @seujosedeholanda
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