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Mostra no Teatro Francisco Nunes valoriza a cultura afro-brasileira

A Mostra Benjamin de Oliveira 2018 apresenta espetáculos de dança, performance e atividades formativas com elenco formado, predominantemente, por artistas negros

O Teatro Francisco Nunes recebe nesta semana a Mostra Benjamin de Oliveira 2018. A iniciativa é da Cia Burlantins e privilegia espetáculos de dança e performance de artistas, grupos e coletivos formados predominantemente por negras e negros. Quatro espetáculos foram selecionados por Maýra Motta e Rui Moreira (ocupação???): “Despertar” (Cia Hebreus 11 | MG), “Rebanho” (Cia Sansacroma | SP), o infantil “Fuzuezinho” (Cia Aruanda | RJ) e “Na manha do house” (Coletivo Bonde do Jack | RJ). A Mostra ainda abrigará a Batalha Livre de Danças Urbanas para as Mulheres, promovida pelo Palco Hip Hop, e oficinas ministradas por Mauricio Tizumba e Coletivo Breaking no Asfalto. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro por R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). A programação completa da mostra está disponível no site www.bhfazcultura.pbh.gov.br.

Em sua edição dança, a Mostra Benjamin de Oliveira 2018 faz homenagem à bailarina e coreógrafa internacional Marlene Silva. Precursora da dança afro em Minas Gerais, Marlene receberá uma homenagem de 20 bailarinos, músicos e artistas contemporâneos, com a presença da Guarda São Jorge de Nossa Senhora do Rosário, do bairro Concórdia.

“O reconhecimento à Marlene Silva se faz necessário por se tratar da precursora da dança afro no Estado com vários discípulos e artistas das mais diversas áreas que buscam nela a inspiração para suas obras. Nossa proposta, com esse projeto, é valorizar a cultura afro-brasileira e os artistas negros por meio do protagonismo dos corpos negros em cena. Entendemos que esses corpos, cênicos e políticos, mobilizam sentidos, memórias, afetos, lutas e resistências”, explica Rui Moreira, um dos curadores da Mostra Benjamim.

SOBRE A MOSTRA

Criada em 2013 pela Cia Burlantins, a Mostra Benjamin de Oliveira se inspira no primeiro palhaço negro no Brasil – que dá nome ao projeto, conhecido como Rei dos Palhaços e considerado criador do circo-teatro brasileiro. O objetivo do projeto é valorizar a cultura afro-brasileira por meio do protagonismo de corpos negros em cena, trazendo espetáculos que tenham um elenco predominantemente negro. Nesta edição, a Mostra conta com patrocínio do programa O Boticário na Dança, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e apoio cultural da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

Foto: Paula Eliane

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