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MEMORIAL VALE SEDIA ENCONTRO GRATUITO COM JULIA DE CARVALHO HANSEN PARA FALAR SOBRE INSPIRAÇÕES DE UM POEMA
Iniciativa é do projeto Ideografias e está confirmado para o dia 9 de junho (sábado), às 10h30
"Esperar pelo poema entre o cósmico e o telúrico”: o tema do projeto Ideografias deste mês de junho se propõe a discutir de onde vem a inspiração para os poemas. A convidada para o bate-papo, Júlia de Carvalho Hansen, suspeita que escrever seja, talvez, traçar uma refinada articulação entre a sensibilidade de um corpo vivo e o que ele tateia ao redor, como o ar, a terra, os outros seres vivos, os animais e as plantas. Esta e outras reflexões serão conduzidas pelas curadoras Renata Alencar e Tailze Melo, no auditório do Memorial Minas Gerais Vale, no Circuito Liberdade. O encontro está marcado para 10h30, com entrada gratuita.
A convidada Júlia de Carvalho Hansen é poeta, astróloga e uma das editoras da Chão da Feira. Ela vem de São Paulo, onde se graduou em Letras pela USP. É mestre em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa e autora de "cantos de estima" (2009); "alforria blues ou Poemas do Destino do Mar" (2013); "O túnel e o acordeom" (2013); "Seiva veneno ou fruto" (2016).
A proposta do projeto Ideografias é realizar bate-papo mensal com um artista e/ou realizador contemporâneo para refletir sobre seu processo criativo, suas principais motivações criativas, temas, diálogos e interações múltiplas para a criação de sua obra. Para esta edição, a base da conversa é a percepção de que, na prática de escrita de poesia, cada vez menos o gesto de escrever é induzido pela poeta. “O autor espera pelo poema enquanto vive o seu cotidiano entre outras tarefas, tentando estar sempre disponível e a espera do momento da escrita. Pode demorar minutos ou meses. O poema acaba por aparecer quando se está distraído, mas não esquecido de que o esperava. Afinal, estar a espera pelo momento é também uma atenção, uma postura perante o que vive na autora e ao seu redor. É um treino, talvez uma ética, um modo de estar a postos para domar o poema quando for a hora de articular suas ligações entre céu e terra, através de palavras tão visuais quanto sonoras”, contextualiza uma das curadoras, Renata Alencar.
Foto: lana Lichtenstein
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