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Dan Stulbach e Henrique Stroeter chegam a BH com espetáculo de Dario Fo.
Irreverente comédia de Dario Fo, prêmio Nobel de Literatura em 1997 e um dos dramaturgos mais importantes da atualidade, espetáculo é uma critica à vida e à sociedade.
Construída a partir de um caso verídico, descrito por Dario Fo, a peça “Morte acidental de um anarquista” narra a vida de um louco, cuja doença é interpretar pessoas reais, e faz uma crítica bem humorada e inteligente sobre a sociedade. Com elenco liderado por Dan Stulbach e Henrique Stroeter, a montagem, que estreou em 2015, em São Paulo, chega pela primeira vez a BH em curta temporada, dias 25 e 26 de junho, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Os ingressos estão à venda pelo site www.ingresso.com
SOBRE O ESPETÁCULO
Um homem louco, cuja doença é interpretar pessoas reais, é detido pelo crime de falsa identidade. Na delegacia, se passa por um “juiz” responsável pela investigação do misterioso caso do anarquista. A polícia afirma que ele teria se jogado pela janela do quarto andar. A imprensa e a população acreditam que foi jogado. O que realmente aconteceu? O louco vai enganando um a um, assumindo várias identidades e, brincando com o que é ou não é real, desmonta o poder e acaba descobrindo a verdade de todos.
Fo partiu de um caso verídico, o “suicídio” de um anarquista em Milão em dezembro de 1969. Sua engenhosidade, sua capacidade de escrever diálogos cortantes, de criar tipos diversos dentro de uma mesma peça, representados por um mesmo ator, aliado a um profundo senso cômico, dão dimensão universal ao texto. É sua peça mais conhecida, montada no mundo inteiro. Em 2005, a peça foi encenada em Londres com referências ao caso Jean Charles.
“É impressionante como Morte Acidental ainda é atual, 46 anos depois de escrita. É como se ele estivesse falando dos dias hoje, principalmente no Brasil. Em chave de farsa Dario Fo, nos brinda com um texto brilhante. O que fizemos foi tirar as referências que só faziam sentido para os italianos e a realidade em que viviam nos anos setenta. A fábula, a história na nossa montagem esta intacta. O próprio Fo a cada remontagem da peça fazia modificações.” diz Hugo Coelho diretor da peça.
Para o Louco - vivido por Dan Stulbach - que já foi de tudo, médico cirurgião, psiquiatra, bispo, engenheiro naval, entre outros, representar o juiz é ponto alto de suas carreiras fictícias. Na delegacia, preso pelo Comissário (Marcelo Castro) ele encontra os responsáveis pela investigação, o Delegado (Henrique Stroeter) e o Secretário de Segurança (Riba Carlovich). No meio disto tudo a imprensa aparece por meio da Jornalista (Maira Chasseraux). Todos, menos o Louco, são inspirados em personagens reais.
Henrique e Dan escolheram este texto para sua parceria cênica, motivados pela “diversão total e pela inteligência do Dario” como diz Dan e “pelo prazer de representar um clássico cômico popular e atual" como diz Henrique (que diz ter sido a montagem de Antônio Fagundes em 1985 a responsável pela sua escolha em ser ator). Para Dan é uma alegria total interpretar este personagem. “Um desafio diferente de tudo que já fiz” diz Dan.
A temporada de “Morte acidental de um anarquista” é uma realização da Pólobh que conta com o patrocínio do Instituto Unimed-BH, viabilizado pela destinação de Imposto de Renda dos médicos cooperados da Unimed-BH, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além do patrocínio do Olé Consignado e Jornal O Tempo, e apoio da Revista Viver Brasil, Vert Hotéis, HBA, Rádio Alvorada FM, Fredizak, City Me e Soubh.
Foto:Joao Caldas
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