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CCBBBH apresenta peça A Aforista

Apontada pela crítica especializada como umas das melhores atrizes do teatro brasileiro, Rosana Stavis divide a cena com 2 pianos tocados ao vivo, por Sergio Justen e Rodrigo Henrique, que duelam no palco e dão o tom da narrativa

O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH) apresenta o espetáculo “A Aforista”, do dramaturgo e diretor Marcos Damaceno (Prêmio Shell de Dramaturgia por Homem ao Vento) e produção da curitibana Cia.Stavis-Damaceno. A peça traz à cena uma mulher (Rosana Stavis), caminhando sem parar em direção ao enterro de um antigo amigo da faculdade de música. Enquanto caminha, lhe vêm pensamentos acerca de sua própria vida, e os trajetos escolhidos por ela e seus antigos amigos, todos “promessas da música”.

O espetáculo cumpre temporada no CCBB BH de 9 de junho a 3 de julho, sempre de sexta a segunda, às 20h30, no Teatro I. Os ingressos, a R$30 (inteira) e R$15 (meia), estarão à venda em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB BH. Clientes Banco do Brasil com cartão Ourocard pagam meia-entrada. No dia 24 de junho, sábado, a sessão será acessível em audiodescrição e haverá bate-papo após o espetáculo com Marcos Damaceno e Rosana Stavis, sobre o processo criativo da montagem.

As apresentações têm patrocínio da BB Asset, gestora de fundos de investimento do Banco do Brasil. “A Aforista” já cumpriu temporada no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.

Caminhos que vão da plenitude da realização ao fracasso fatal. Quais são as nossas escolhas? Que decisões tomamos? Que caminhos seguimos? Nossos sonhos, desejos e sentimentos, como lidamos com eles? Essas são questões indagadas na peça. E o pensamento é o lugar onde a montagem se passa. O espetáculo abre ao público a mente dessa mulher, a aforista, na qual se sobressaem a confusão como linguagem, o ritmo vertiginoso, o excesso de informações, as digressões, além de boas doses de ansiedade e perturbação. Trata-se de uma obra teatral por vezes angustiante, frequentemente hilariante.

A narradora verbaliza em um estado próximo ao devaneio, ou melhor, da loucura, onde seus pensamentos, lembranças e imaginação fluem líricos em certos momentos, pesarosos em outros, tornam-se pouco imaginativos e medianos em certos trechos, para logo em seguida flertarem com a filosofia e o sublime, tornando-se expansivos, contraditórios e, principalmente, com confusões e associações próprias da mente humana em nossos dias. É uma arquitetura mental em espiral, de pensamentos entrecortados por outros pensamentos que se interrompem e são retomados em um looping sem fim. São narrativas densas e sôfregas que ficam hilariantes. Pensamentos sublimes e elevados que escorregam para o grotesco, assim como é a vida da gente.

A narrativa da peça

A peça apresenta como um dos personagens centrais o famoso pianista John Marcos Martins. Outro pianista, Polacoviski, tem um destino trágico. A narrativa desenvolve-se a partir das lembranças, pensamentos e imaginação da terceira personagem, a narradora, amiga de John Marcos Martins e de Polacoviski, e por eles apelidada de aforista*. A narradora está sempre andando e, enquanto caminha, pensa em como se deu tudo. Sua relação com seus antigos amigos de faculdade, o percurso que cada um seguiu, onde esses caminhos os levaram e o quanto esses trajetos influenciaram a vida uns dos outros. “É uma peça sobre as decisões que tomamos. Sobre as nossas escolhas. Os caminhos que seguimos. E onde eles nos levam. É também uma peça sobre nossos sonhos, nossos desejos, principalmente quando somos jovens. E de como lidamos com eles, com nossas frustrações e nossas insatisfações: ‘ser artista é saber lidar com as frustrações’ – diz a aforista. Enfim, como toda peça de teatro, de como lidamos com os nossos sentimentos e de como lidamos com os nossos pensamentos. Ela, a narradora, a aforista, está sempre pensando e andando. O pensamento é o lugar onde se passa a peça: ‘andando vamos resolvendo as perturbações do pensamento’ – diz a aforista, enquanto anda e pensa”. (Marcos Damaceno, autor e diretor)

Dois pianos tocados ao vivo duelam no palco e dão o tom da narrativa

A música cumpre papel de destaque no espetáculo. A atriz Rosana Stavis (cada vez com mais frequência apontada, inclusive pelo Jornal Folha de S.Paulo, como uma das melhores atrizes do teatro brasileiro) é acompanhada por 2 pianos tocados ao vivo por Sergio Justen e Rodrigo Henrique, que duelam no palco e dão o tom da narrativa com a trilha original criada pelo compositor Gilson Fukushima.

O espetáculo “A Aforista” é o segundo de uma trilogia – iniciada com “Árvores Abatidas ou Para Luis Melo” - influenciada por Thomas Bernhard. Segundo Damaceno, o texto da peça é uma conversa com questões postas por Bernhard, respondendo e contrapondo questões colocadas pelo autor austríaco em sua extensa obra, e permitindo-se desviar para outros assuntos, outras situações, outros lugares. Um mergulho na memória e nas possibilidades que cabem numa vida.

A mente como protagonista ou lugar de ação e o impacto quase que exclusivamente pela força do elenco e das palavras são marcas das encenações da Cia.Stavis-Damaceno. Este projeto foi realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Aforista: Que ou aquele que cria, estuda ou cita aforismos com frequência; Aforismo: Máxima ou sentença que em poucas palavras contém uma regra ou um princípio de alcance moral: “A vida sem música seria um erro” - Nietzsche. – Fonte: Dicionário Michaelis

Minibios

Rosana Stavis é reconhecida por ser uma atriz de imensos recursos e versatilidade, capaz de transitar com igual profundidade entre os mais variados papéis e gêneros dramáticos. Frequentemente é apontada pela crítica especializada e por profissionais diversos como umas das melhores atrizes do teatro brasileiro. Formou-se pela PUC-PR em 1989, ano em que ganhou o Troféu Gralha Azul de Atriz Revelação por “A Vida de Galileu”, de Brecht, com direção de Celso Nunes e protagonizada por Paulo Autran. Protagonizou espetáculos que marcaram a história do teatro curitibano, como “Lulu”, de Frank Wedekind, “A Ópera dos Três Vinténs”, de Brecht, e “New York”, de Will Eisner, todas produções do Centro Cultural Teatro Guaíra. Dentre seus trabalhos mais recentes, destacam-se “Árvores Abatidas ou Para Luis Melo”, pelo qual foi indicada aos prêmios Shell, o da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Aplauso Brasil; “Psicose 4h48”, com mais de 300 apresentações por todo país; “Antes da Coisa Toda Começar”, com a Armazém Companhia de Teatro; “Estado de Sítio” e “Hoje é Dia de Rock”, ambas dirigidas por Gabriel Villela. É atriz cofundadora da Cia.Stavis-Damaceno e cantora cofundadora, ao lado de Alexandre Nero e outros amigos, da badalada banda curitibana Denorex 80. Possui 6 Prêmios Governador do Estado do Paraná (Troféu Gralha Azul) de Melhor Atriz, entre diversas outras indicações.

Marcos Damaceno, diretor e dramaturgo, é um dos principais nomes do teatro de Curitiba, formado pela Faculdade de Artes do Paraná. Idealizou e coordenou o Núcleo de Dramaturgia do SESI-PR, em Curitiba, responsável pela formação e aperfeiçoamento de dramaturgos, em uma série de oficinas regulares, workshops intensivos e palestras com importantes nomes do teatro nacional e internacional. Criou, junto com a atriz Rosana Stavis, a Cia.Stavis-Damaceno. Ganhou o Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia pela peça “Homem ao Vento”, também indicada ao APCA e ao Aplauso Brasil. Ganhou o Prêmio Governador do Estado do Paraná (Troféu Gralha Azul) de Melhor Diretor e de Melhor Cenógrafo pela peça “Antes do Fim” e o prêmio de Melhor Texto pela peça “Pedro, Pedrinho, Pedreco”, entre diversas outras indicações. Foi destacado pela revista Bravo! como um dos principais jovens dramaturgos do país. Recentemente, também vem se dedicando a oficinas para atores com foco na palavra, na fala e no trabalho do ator em dramaturgias contemporâneas.

Cia.Stavis-Damaceno

Em 2023, a Cia.Stavis-Damaceno completa 20 anos de atividades ininterruptas que incluem a criação de espetáculos de extensa trajetória e repercussão. A Companhia foi criada em 2003, em Curitiba, pelo diretor e dramaturgo Marcos Damaceno e pela atriz Rosana Stavis, com o objetivo de se dedicarem a um processo de trabalho contínuo e consistente. De lá para cá, firmou-se como uma das mais sólidas e representativas companhias teatrais da região sul do país, com destaque no cenário nacional, sendo Rosana Stavis frequentemente apontada pela crítica especializada e por profissionais diversos como uma das melhores atrizes do teatro brasileiro. Dentre as principais produções da Companhia estão os espetáculos: “PSICOSE 4h48”, com mais de 300 apresentações por todas as regiões do país; “ÁRVORES ABATIDAS”, apresentado em aproximadamente 100 cidades de todas as regiões do país e indicado aos principais prêmios do teatro brasileiro na categoria melhor atriz (Shell, APCA, Aplauso Brasil); e o espetáculo mais recente, “HOMEM AO VENTO”, ganhador do Prêmio Shell de Dramaturgia, e também indicado ao APCA e ao Aplauso Brasil, além de ser apontado pela Folha de São Paulo como um dos melhores espetáculos do ano (2018). São características comuns dos espetáculos da Cia.Stavis-Damaceno a encenação de peças que se passam mais na mente dos personagens do que propriamente no mundo externo, ou real; o apreço pela dramaturgia contemporânea, que trazem ao público novos olhares sobre o ser humano em nossos dias; a excelência do trabalho do elenco, trazendo ao público espetáculos que impactam quase que exclusivamente pela força dos atores e da palavra. Seus espetáculos são realizados com patrocínio ou em parceria com as principais instituições fomentadoras da cultura brasileira, entre elas Caixa Cultural, SESC, SESI, Funarte, Ministério da Cultura, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria da Cultura do Paraná, Fundação Cultural de Curitiba, Banco do Brasil e Centro Cultural Banco do Brasil.

Sobre a BB Asset

A BB Asset Management é líder da indústria de fundos de investimento, com patrimônio líquido sob gestão de R$ 1,47 trilhão em recursos e 20,22% de participação de mercado, conforme ranking de Gestores de Fundos de Investimento da Anbima (novembro/2022). Sua excelência em gestão é atestada por duas renomadas agências de rating – Fitch Rating e Moody´s.

Ficha técnica: “A Aforista”

Texto e Direção: Marcos Damaceno/ Elenco: Rosana Stavis/ Pianistas: Sergio Justen e Rodrigo Henrique/ Composição e Direção Musical: Gilson Fukushima/ Iluminação: Beto Bruel/ Figurinos: Karen Brustollin/ Produção Executiva: Bia Reiner/ Assistente de Produção: Edilaine Maciel/ Produção: Cia.Stavis-Damaceno/ Produção local: Babi Amaral/ Assessoria de imprensa: Luz Comunicação - Jozane Faleiro

Circuito Liberdade

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Serviço: “A Aforista”
Classificação | Indicado para maiores de 16 anos
Duração | Aproximadamente 70 minutos
Temporada | de 9 de junho a 3 de julho de 2023
Horário | de sexta a segunda, às 20h30
Dia 24 de junho, sábado | sessão acessível em audiodescrição e bate-papo após o espetáculo
Local | Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte - CCBB BH
Endereço | Praça da Liberdade, 450 - Funcionários – Belo Horizonte/MG
Ingressos | R$ 30 (inteira) - R$ 15 (meia-entrada)* à venda em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB BH.
Horário de Funcionamento do CCBB BH: de quarta a segunda, das 10h às 22h.
*Clientes BB têm direito à meia-entrada na compra com Cartão Ourocard

Mais informações: 31 3431 9400 – www.bb.com.br/cultura
E-mail: ccbbbh@bb.com.br
Facebook: /ccbbbh | Twitter: @CCBB_BH | Instagram: @ccbbbh

Foto: Renato Mangolin_ALTA

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