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Aclamado filme de Duncan Tucker, Transamérica é exibido na próxima sessão da mostra CINEMA E PSICANÁLISE

A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, dá continuidade à mostra permanente Sessão Cinema e Psicanálise, resultado de uma parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise. Em sua terceira sessão, será exibido Transamérica (2005), do diretor estadunidense Duncan Tucker e que rendeu a Felicity Huffman indicação ao Óscar de Melhor Atriz.

 

O filme será comentado por Henri Kaufmanner, Doutorando em Psicologia pela UFMG, Psicanalista e Preceptor da Residência de Psiquiatria da FHEMIG. Junto ao público, Kaufmanner irá abordar questões psicanalíticas presentes ao longo do filme.

 

A narrativa de Transamérica é marcada pela forte interpretação de Felicity Huffman, atriz que incorpora Bree Osbourne, uma orgulhosa transexual de Los Angeles que economiza o quanto pode para fazer sua operação de readequação sexual. Um dia ela recebe um telefonema de Toby (Kevin Zegers), um jovem preso em Nova York que está à procura do pai. Bree se dá conta de que ele pode ter sido fruto de um relacionamento seu, quando ainda se identificava como homem.

 

A psicóloga de Bree a proíbe de realizar a cirurgia sem que o assunto seja tratado com o seu possível filho e o evento desencadeia uma série de questionamentos sobre gênero e sexualidade, assim como a manifestação de individualidade dos personagens.

 

Cinema e Psicanálise - Contemporâneos em seu nascimento, o cinema e a psicanálise se encontram primeiramente na dimensão do sonho. O pensamento transformado em imagens no sonho faz de cada sonhador o diretor de um filme que ele mesmo não compreende e precisa decifrar. O cinema, por sua vez é uma espécie de sonho coletivo que impregna de imagens e mensagens o psiquismo do espectador.

Psicanálise e cinema trabalham, cada um a seu modo, com a verdade em sua estrutura de ficção na construção de suas narrativas. Para Lacan, a tela de cinema seria “o revelador mais sensível” que permite mostrar, a um olhar oblíquo, marcas do que é assunto intocável para cada um. “Assim como a escuta psicanalítica nos conduz a observar fenômenos normalmente desapercebidos, tais como os atos falhos, os lapsos, os erros de memória ou mesmo um chiste, o cinema desperta um modo particular de percepção ao destacar, graças ao grande plano e à câmara lenta, elementos ocultos ao olhar imerso no fluxo contínuo do cotidiano”, explica Bruno Hilário, coordenador de cinema da Fundação Clóvis Salgado.

Foto: Divulgação

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